quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vejam e analizam bem as preocupações deles.

23/02/2011 - 22h44 / Atualizada 24/02/2011 - 00h34

Dilma vence fácil também no Senado, e salário mínimo será de R$ 545

Maurício Savarese e Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em São Paulo e em Brasília
Por ampla margem, assim como tinha acontecido na Câmara dos Deputados, a presidente Dilma Rousseff fez valer sua vontade no Senado nesta quarta-feira (23) e aprovou para este ano sua proposta de salário mínimo de R$ 545. Os governistas derrotaram duas emendas com valores maiores sugeridos pela oposição, que prometeu apelar ao STF (Supremo Tribunal Federal) para barrar o dispositivo que permitirá ao Palácio do Planalto usar decretos para aprovar os próximos aumentos.
Depois de aprovar o texto-base que fixou o reajuste do salário mínimo em R$ 545, os senadores rejeitaram emendas que elevariam o valor para R$ 600, conforme o pedido do PSDB, ou para R$ 560, de acordo com o texto do Democratas. A primeira foi rejeitada por 55 votos contra, 17 a favor e cinco abstenções. A segunda foi repelida por 54 votos --19 votaram a favor e quatro se abstiveram. Até a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), ferrenha oposicionista, chegou a apoiar a proposta dos governistas, mas na votação se absteve.
A emenda contrária à política salarial via decreto do Palácio do Planalto foi derrotada por 54 votos. Os oposicionistas, que fizeram inflamados discursos contra a medida, atraíram 20 parlamentares, enquanto três se abstiveram. Estavam ausentes na sessão os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), que se recupera de uma cirurgia, e Cyro Moreira (PSDB-GO), suplente do governador goiano, Marconi Perillo.
O projeto segue para sanção da presidente, que deve sancioná-lo até o fim do mês. Dessa forma, o mínimo de R$ 545 passa a valer a partir de março. O resultado, assim como a vitória fácil na Câmara, já era previsto pelos oposicionistas ao longo do dia. Na terça-feira, emissários do governo foram ao Senado para pressionar os parlamentares. Em seu discurso, Pedro Taques (PDT-MT), denunciou ameaças para que votasse junto dos governistas. Ele votou contra.
Os senadores aprovaram o relatório do líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), com parecer favorável aos R$ 545 defendidos pelo Executivo e com uma política de reajustes até 2015. O peemedeebista foi vaiado por representantes das centrais sindicais, presentes nas galerias e menos empolgados do que na votação na Câmara na semana passada. Os representantes dos trabalhadores, muitos deles ligados à Força Sindical, defendiam um reajuste para ao menos R$ 560 neste ano.

Itamar questiona Sarney e relator

“Não estamos aprovando aqui um salário mínimo somente de R$ 545 para este ano, nós estamos aprovando um salário em média de R$ 620 para o ano que vem, de R$ 680 para daqui a dois anos, e por aí em diante”, afirmou Jucá.

Dia de Paim

O relator destacou logo no início de seu parecer a importância de parlamentares da base aliada, citando o senador petista Paulo Paim (RS), que trabalhou, nas palavras deles, com o governo e com as centrais sindicais para elaborar uma política de recuperação do salário mínimo. O petista defendia um reajuste de R$ 560, mas recuou nesta quarta-feira após conversa com o Planalto. Acabou citado em vários discursos, inclusive de oposicionistas, como parlamentar que sempre brigou por um valor mais alto para o salário mínimo.
Na maior parte de seu discurso, Jucá se esforçou mais para negar qualquer inconstitucionalidade na implementação da política para o salário mínimo via decreto presidencial do que para fincar pé no valor de R$ 545. Ao longo do dia, senadores disseram que o governo corria mais risco nessa votação do que nas propostas por um salário mínimo maior.
O projeto fixa a fórmula de cálculo para reajustes até o fim do mandato de Dilma e no primeiro ano do próximo mandato: crescimento do PIB de dois anos antes, corrigido pela inflação do ano anterior. Ainda assim, vários governistas disseram ser necessário criar um mecanismo para conceder aumentos em épocas de crescimento zero. O reajuste deste ano inclui um irrisório aumento real por conta do baixo crescimento econômico em 2009, ano de crise econômica mundial.

Pressão do Planalto

Na terça-feira (22), emissários do Palácio do Planalto repetiram a empreitada realizada na Câmara há uma semana: o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, e funcionários do Ministério da Fazenda conversaram com senadores para pedir apoio.
A pressão do governo foi tão forte que até o senador Paulo Paim (PT-RS), que cogitou propor reajuste maior depois da votação na Câmara, mudou de ideia.
Apenas depois de ser aprovado o novo salário mínimo o governo vai apresentar uma medida provisória para corrigir a tabela de Imposto de Renda para pessoa física em 4,5%. Ainda não está claro se o Palácio do Planalto quer um ajuste apenas para 2011 ou se terá formulada uma política para os próximos anos, como no caso do salário mínimo.
"O que estamos fazendo é corrigir a tabela pela meta inflacionária. Como a meta é 4,5%, a correção é 4,5 (%)", disse o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio.

Ta aí o que eles fazem para dobrar o povo, interesse pessoal. Eu não tenho nada com isso mais é assim que o povo gosta de ter com eles.

24/02/2011 - 00h27

Veja como votaram os senadores sobre a emenda que pediu mínimo de R$ 560

Do UOL Notícias
Em Brasília
Os governistas derrotaram no Senado, na noite desta quarta-feira (23), a emenda do DEM que pedia reajuste do salário mínimo em R$ 560.
O projeto que estipula o mínimo em R$ 545 foi aprovado e segue para sanção presidencial.
Veja como votaram os senadores:
Senador Partido contra R$ 560 a favor de R$ 560
Acir Gurgacz PDT x  
Aécio Neves PSDB   x
Aloysio Nunes Ferreira PSDB   x
Alvaro Dias PSDB   x
Ana Amelia PP   x
Ana Rita PT x  
Angela Portela PT x  
Anibal Diniz PT x  
Antonio Carlos Valadares PSB x  
Armando Monteiro PTB x  
Benedito de Lira PP x  
Blairo Maggi PR x  
Casildo Maldaner PMDB   abst
Cícero Lucena PSDB   x
Ciro Nogueira PP x  
Clésio Andrade PR x  
Cristovam Buarque PDT   falta
Cyro Miranda PSDB   falta
Delcídio do Amaral PT x  
Demóstenes Torres DEM   x
Eduardo Amorim PSC x  
Eduardo Braga PMDB x  
Eduardo Suplicy PT x  
Epitácio Cafeteira PTB x  
Eunício Oliveira PMDB x  
Fernando Collor PTB x  
Flexa Ribeiro PSDB   x
Francisco Dornelles PP x  
Garibaldi Alves PMDB x  
Gilvam Borges PMDB x  
Gim Argello PTB x  
Gleisi Hoffmann PT x  
Humberto Costa PT x  
Inácio Arruda PC DO B x  
Itamar Franco PPS   x
Ivo Cassol PP x  
Jarbas Vasconcelos PMDB   x
Jayme Campos DEM   x
João Alberto Souza PMDB x  
João Durval PDT x  
João Pedro PT x  
João Ribeiro PR x  
João Vicente Claudino PTB x  
Jorge Viana PT x  
José Agripino DEM   x
José Pimentel PT x  
José Sarney PMDB   regimento
Kátia Abreu DEM   abst
Lídice da Mata PSB x  
Lindbergh Farias PT x  
Lobão Filho PMDB x  
Lúcia Vânia PSDB   x
Luiz Henrique PMDB   abst
Magno Malta PR x  
Marcelo Crivella PRB x  
Maria do Carmo Alves DEM   não votou
Marinor Brito PSOL   x
Mário Couto PSDB   x
Marisa Serrano PSDB   x
Marta Suplicy PT x  
Mozarildo Cavalcanti PTB x  
Paulo Bauer PSDB   x
Paulo Davim PV x  
Paulo Paim PT x  
Pedro Simon PMDB   abst
Pedro Taques PDT   x
Randolfe Rodrigues PSOL   x
Renan Calheiros PMDB x  
Ricardo Ferraço PMDB x  
Roberto Requião PMDB   x
Rodrigo Rollemberg PSB x  
Romero Jucá PMDB x  
Sérgio Petecão PMN x  
Valdir Raupp PMDB x  
Vanessa Grazziotin PC DO B x  
Vicentinho Alves PR x  
Vital do Rego PMDB x  
Waldemir Moka PMDB x  
Walter Pinheiro PT x  
Wellington Dias PT x  
Wilson Santiago PMDB x  

Para onde vai essa dinheirada toda, para a minha conta sei que não? Agora faça a conta e vê o quanto arrecada por ano e ainda eles reclamam muito para aprovar alguma coisa que não é para eles ............. Isto é um alerta esta publicado.

23/02/2011 15h35 - Atualizado em 23/02/2011 17h32

Arrecadação soma R$ 91 bilhões em janeiro, novo recorde para o mês

Crescimento real da arrecadação foi de 15,34%, diz Receita Federal.
Em reais, arrecadação avançou R$ 16,5 bilhões sobre janeiro de 2010.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília
A arrecadação federal – que inclui impostos, contribuições federais e demais receitas, como os royalties – somou R$ 91 bilhões em janeiro, o que representa um aumento real (após o abatimento da inflação) de 15,34% em relação ao mesmo período ano anterior, informou nesta quinta-feira (23) a Secretaria da Receita Federal.
(Correção: ao ser publicada, esta reportagem informou, no título, que a arrecadação somou US$ 91 bilhões, e não R$ 91 bilhões. O título foi corrigido às 17h20.)
O Fisco informou ainda que a arrecadação do mês passado representa recorde (pelo segundo mês consecutivo), mas desta vez para meses de janeiro. O resultado também representa o segundo melhor resultado de toda a série histórica, perdendo apenas para dezembro do ano passado. No último mês de 2010, a arrecadação somou R$ 90,88 bilhões. Mas, em valores corrigidos pelo IPCA (comparação considerada mais adequada pela Receita), representou R$ 94 bilhões em janeiro deste ano.
Em termos nominais, a arrecadação cresceu R$ 16,5 bilhões no mês passado, ou seja, sem a correção, pela inflação, dos valores arrecadados no ano passado. A comparação foi feita com janeiro de 2010. Este crescimento foi contabilizado com base no que efetivamente ingressou nos cofres da União.
Razões para o aumento
Em janeiro, a arrecadação avançou impulsionada pelo crescimento da economia brasileira, estimado em mais de 7,5% para 2010 e em 4,5% para este ano. Quando a economia cresce, aumenta a demanda por produtos e serviços, que têm impostos e contribuições embutidos em seus preços.
Segundo a Receita Federal, a produção industrial cresceu 2,7% em janeiro deste ano, enquanto as vendas de bens e serviços avançou 14,8% e a massa salarial teve expansão de 17,98%.
A Receita Federal lembra que o mês de janeiro tradicionalmente é bom em termos de arrecadação. Isso porque, no primeiro mês de cada ano, são pagas a primeita cota, ou cota única, do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), além da antecipação do ajuste anual referente ao lucro registrado no ano anterior, neste caso em 2010.
Outro fator que impulsiona a arrecadação em janeiro de cada ano é o pagamento dos "royalties" relativos à extração de petróleo. Na comparação com janeiro de 2010, o fim do IPI reduzido para automóveis (em abril do ano passado) também inflou a arrecadação, informou o Fisco.
Tributos
Refletindo o forte ritmo da atividade econômica no ano passado, a Receita Federal informou que o IRPJ arrecadou R$ 15,83 bilhões em janeiro deste ano, com crescimento real de 26,6% sobre o mesmo mês de 2010. Ao todo, incluindo as pessoas físicas, os bancos e os valores retidos na fonte, o IR arrecadou R$ 29,74 bilhões no mês passado, contra R$ 23,95 bilhões em janeiro de 2010 - um crescimento real de 24,2%.
"O resultado da arrecadação [do IRPJ] em janeiro foi fortemente influenciado pelo pagamento do ajuste anual, relativo a fatos geradores ocorridos no ano de 2010, por parte das empresas que optaram pela apuração do imposto de renda por estimativa anual [lucro presumido]. O crescimento observado na arrecadação relativa ao lucro presumido reflete o forte crescimento das vendas e produtos e serviços no último trimestre de 2010", informou o Fisco.
No caso do IRRF-Rendimentos do Capital, cobrado sobre aplicações financeiras, houve um crescimento real de 38,8% em janeiro deste ano, para R$ 3,5 bilhões. De acordo com a Receita, isso reflete o ganho obtido no resgate de aplicações financeiras, e de renda fixa, em janeiro de 2010.
Ao mesmo tempo, a arrecadação do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), que teve sua alíquota aumentada no fim do ano passado para aplicações estrangeiras em renda fixa no Brasil para conter a entrada de dólares no país, somou R$ 2,36 bilhões no mês passado, com crescimento real de 14% sobre janeiro de 2010.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

E agora pode ser um alerta mais quem vai segurar isso, depende muito da conciencia de cada um ??????????????????????????????????????????????????????????????

prazer perigoso
|  ISTOÉ Online |  21.Fev.11 - 17:11 |  Atualizado em 23.Fev.11 - 00:16

Sexo oral causa mais câncer de garganta que cigarro e bebida, diz pesquisa

Estudo descobriu que o vírus HPV é a principal causa da doença em pessoas com menos de 50 anos

Do Portal Terra
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O tabaco, substância presente no cigarro, e o consumo de bebidas alcoólicas sempre foram apontados como um dos principais fatores para desenvolvimento de câncer na região da garganta. Pois agora cientistas afirmam que o sexo oral ocupa o topo da lista entre os comportamentos de risco.
Pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, descobriu que o vírus HPV atualmente é a principal causa da doença em pessoas com menos de 50 anos. O papiloma vírus humano pode provocar lesões de pele ou em mucosas. Existem mais de 200 variações com menores e maiores graus de perigo. Um deles é o causador de verrugas e de câncer do colo do útero, consideradas lesões pré-cancerosas.
Homens com mais de 50 anos costumavam ser as principais vítimas do câncer de garganta. Principalmente aqueles com histórico de fumo e consumo de bebida alcoólica. Mas o problema tem crescido em faixas etárias mais baixas, e dobrou nos últimos 20 anos nos Estados Unidos em homens com menos de 50 anos devido ao vírus.
Outros países como Inglaterra e Suécia também identificaram aumento da doença devido ao HPV. Na Suécia, apenas 25% dos casos tinham relação com o vírus na década de 1970 e, agora, o índice chega a 90%, de acordo com uma das pesquisadoras, a professora Maura Gillison.
Segundo ela, alguém infectado com o tipo de vírus associado ao câncer de garganta tem 14 vezes mais chances de desenvolver a doença. "O fator de risco aumenta de acordo com o número de parceiros sexuais e especialmente com aqueles com quem se praticou sexo oral", afirmou a pesquisadora.
Os resultados do levantamento vão ao encontro de outros já feitos sobre o mesmo tema, como o realizado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Realizado no ano passado, o estudo apontou que pessoas que tiveram mais do que seis parceiros com quem praticaram sexo oral tinham nove vezes mais chances de desenvolver câncer de garganta. Nos que já haviam tido algum tipo de infecção provocada pelo HPV, o risco subia para 32 vezes.
Os médicos que realizaram o levantamento sugeriram que homens também sejam vacinados contra o vírus, como é recomendado para as mulheres. Em países como Inglaterra, meninas de 12 e 13 anos recebem a vacina contra HPV e, segundo dados, previne até 90% dos casos de infecções.
No Brasil, há dois tipos de vacinas disponíveis, contra os tipos mais comuns de câncer do colo do útero, mas o governo alerta que não há evidência suficiente da eficácia da vacina, o que só poderá ser observado depois de décadas de acompanhamento. O governo também recomenda a prática de sexo seguro como a melhor maneira de se prevenir.

Acho eu que este cara esta querendo arranjar uma confusão danada e que pode virar para ele mesmo, quem meche com fogo, com fogo se queima viram.

Crise no mundo árabe
|  ISTOÉ Online |  22.Fev.11 - 16:49 |  Atualizado em 23.Fev.11 - 00:10

Na TV, Kadhafi exclui renúncia e defende morte de opositores

"Muamar Kadhafi é o líder da revolução para sempre, Muamar Kadhafi não tem nenhum posto oficial ao qual renunciar", disse o ditador

Do portal Terra
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O líder líbio Muammar Kadafi voltou à TV estatal nesta terça-feira para dizer novamente que não irá renunciar. Durante a fala de mais de uma hora (aparentemente improvisada), Kadafi - que comanda a Líbia desde 1969 - fez várias referências a si mesmo e disse que, "no final, vai morrer como mártir". "Muamar Kadhafi é o líder da revolução, Muamar Kadhafi não tem nenhum posto oficial ao qual renunciar. Ele é o líder da revolução para sempre", afirmou.
Kadafi, 68 anos, fez várias referências ao valor do país e não poupou as nações ocidentais. "Este é o meu país. É o país dos meus bisavós e dos seus. Nós valemos muito mais do que os ratos pagos por agências internacionais", brandou, enquanto agitava os braços e apontava o dedo para o alto. Vestindo sua clássica túnica marrom, ele chamou os manifestantes de "traficantes" e disse que um pequeno grupo de "doentes" está estimulando os jovens a imitar o que aconteceu na Tunísia e no Egito.
"Se esses vermes continuarem, a Líbia vai retonar à escuridão dos anos 50", disse, em um pronunciamento exaltado mas inconstante, aparentemente feito diante de um prédio bombardeado por aviões norte-americanos em 1986. "Vocês querem Benghazi destruída, sem eletricidade nem água?", ameaçou, dizendo que vai lutar até a sua "última gota de sangue". Para Kadafi, a Líbia pode se transformar em um novo Afeganistão ou em uma nova Somália, em caso de guerra civil. "Vocês querem que os americanos venham e ocupem a Líbia como fizeram no Afeganistão?"
"O povo líbio está comigo", afirmou Kadhafi, convocando seus partidários para uma manifestação na quarta-feira. "Capturem os ratos! Saiam de suas casas e ataquem!", gritou o ditador, há mais de 40 anos no poder. "Se vocês amam Kadafi, saiam às ruas da Líbia para protegê-las", disse, acrescentando que os oposicionistas devem ser executados. "Eu sequer dei a ordem para usar balas de verdade!".
"Que vergonha. Vocês são uma gangue? Liberem Benghazi. Larguem as armas ou haverá um massacre", disse, enfatizando como os manifestantes estão destruindo o país. "Não destruam o seu próprio país por nenhuma razão - qual o problema de vocês? Nós temos nossa água nosso petróleo." Ele ameaçou os rebeldes com uma resposta similar à de Tiananmen (na China) e de Fallujah (no Iraque) - dois históricos massacres.
Para Kadafi, cujo regime vem enfrentando protestos sem precedentes em várias cidades do país, o Ocidente quer apenas controlar o petróleo da Líbia. Segundo ele, o povo líbio pode decidir para onde vai o lucro do petróleo do país. Apesar da postura inflexível, ele demonstrou aceitar fazer concessões aos protestos, dizendo que "uma nova adminstração será formada" e que "conselhos municipais" serão criados.
Mundo árabe em convulsão
A onda de protestos que desbancou em poucas semanas os longevos governos da Tunísia e do Egito segue se irradiando por diversos Estados do mundo árabe. Depois da queda do tunisiano Ben Ali e do egípcio Hosni Mubarak, os protestos mantêm-se quase que diariamente e começam a delinear um momento histórico para a região. Há elementos comuns em todos os conflitos: em maior ou menor medida, a insatisfação com a situação político-econômica e o clamor por liberdade e democracia; no entanto, a onda contestatória vai, aos poucos, ganhando contornos próprios em cada país e ressaltando suas diferenças políticas, culturais e sociais.
No norte da África, a Argélia vive - desde o começo do ano - protestos contra o presidente Abdelaziz Bouteflika, que ocupa o cargo desde que venceu as eleições, pela primeira vez, em 1999; mais recentemente, a população do Marrocos também aderiu aos protestos, questionando o reinado de Mohammed VI. A onda também chegou à península arábica: na Jordânia, foi rápida a erupção de protestos contra o rei Abdullah, no posto desde 1999; já ao sul da península, massas têm saído às ruas para pedir mudanças no Iêmen, presidido por Ali Abdullah Saleh desde 1978, bem como em Omã, no qual o sultão Al Said reina desde 1970.
Além destes, os protestos vêm sendo particularmente intensos em dois países. Na Líbia, país fortemente controlado pelo revolucionário líder Muamar Kadafi, a população entra em sangrento confronto com as forças de segurança; em meio à onda de violência, um filho de Kadafi foi à TV estatal do país para tirar a legitimidade dos protestos, acusando um "complô" para dividir o país e suas riquezas. Na península arábica, o pequeno reino do Bahrein - estratégico aliado dos Estados Unidos - vem sendo contestado pela população, que quer mudanças no governo do rei Hamad Bin Isa Al Khalifa, no poder desde 1999.
Outro foco latente de tensão é a república islâmica do Irã. O país persa (não árabe, embora falante desta língua) é o protagonista contemporâneo da tensão entre Islã/Ocidente e também tem registrado protestos populares que contestam a presidência de Mahmoud Ahmadinejad, no cargo desde 2005. Enquanto isso, a Tunísia e o Egito vivem os lento e trabalhoso processo pós-revolucionário, no qual novos governos vão sendo formados para tentar dar resposta aos anseios da população.

Vejam mais detalhes sobre o terremoto.

Sobe para 65 o número de mortos por terremoto na N. Zelândia
22 de fevereiro de 2011 00h58 atualizado às 02h48

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Ônibus é esmagado por destroços do terremoto. Foto: Getty Images Ônibus fica coberto por destroços em Christchurch após tremor
Foto: Getty Images
Pelo menos 65 pessoas morreram em Christchurch, no sul da Nova Zelândia, após o terremoto de 6,3 graus na escala Richter que atingiu a cidade, a segunda maior do país, indicou o primeiro-ministro do país, John Key. O anúncio ocorre horas depois de os serviços de resgate começarem a se mobilizar para atender às pessoas presas nos escombros de edifícios da cidade.
Em um primeiro momento, Carter indicou em entrevista coletiva que, embora tivesse recebido várias informações sobre vítimas, nenhuma delas estaria confirmada. Também fontes policiais disseram à Radio Nova Zelândia que haviam recebido informações sobre várias mortes em distintas áreas do centro da cidade, além de dois ônibus atingidos por edifícios destruídos. "Um doutor e os serviços de emergência estão atendendo às vítimas", disseram.
O primeiro-ministro neozelandês, John Key, indicou diante do Parlamento, em Wellington, que pela intensidade do tremor e segundo os primeiros relatórios sobre a situação, era provável que houvesse vítimas.
Em algumas ruas de Chistchurch, cidade com população de 400 mil pessoas, o tremor gerou crateras de até um metro de profundidade. O tremor aconteceu pouco depois do meio-dia a 5 km do centro da cidade e a 4 km de profundidade, e foi seguido de uma réplica de 4,5 graus, 15 minutos mais tarde, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Vários edifícios do centro desmoronaram ou registraram focos de incêndio, enquanto também há pessoas feridas e presas nas estruturas danificadas. "O que posso ver daqui, no centro da cidade, é que causou um prejuízo considerável", indicou à rádio local o prefeito de Christchurch, Bob Parquer.
A polícia ordenou o fechamento do aeroporto e está evacuando o centro da cidade por medo de desmoronamentos.
Em setembro do ano passado, um terremoto de 7,2 graus atingiu Chistchurch, deixando dezenas de feridos e grandes danos em infraestruturas públicas e edifícios no sul do país. Desde então, esta parte do país sofreu vários tremores, o último de 4,9 graus na escala Richter, logo depois do Natal.

Ele voltou de novo, e vai voltar mais vezes. Temos que esta convivendo sempre com esses fatos.

22/02/2011 - 02h44

Premiê neozelandês confirma pelo menos 65 mortes em Christchurch; número deve aumentar

Do UOL Notícias*
Em São Paulo
O primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, confirmou por volta das 16h (horário local) que 65 pessoas morreram por causa do terremoto de 6,3 pontos que atingiu a cidade de Christchurch, a segunda maior do país, nesta terça-feira. Segundo pronunciamento de Key, transmitido pelo canal de notícias neozelandês 3 News, o número de mortos é incerto e deve subir, à medida que as equipes de buscas resgatem os corpos que ficaram soterrados nos escombros. "Esta é uma tragédia absoluta para a cidade, a Nova Zelândia, e as pessoas que nós nos preocupamos tanto", disse o premiê.
De acordo com a polícia local, "várias mortes ocorreram em diferentes pontos do centro da cidade, onde dois ônibus foram esmagados por escombros", disse um oficial. "Relatórios apontam a queda de vários prédios, incêndios e pessoas presas em imóveis no centro."

Terremoto atinge Nova Zelândia

Foto 4 de 22 - Reprodução de TV mostra estragos causados por um terremoto de 6,3 pontos que atingiu a Nova Zelândia Mais Reprodução TV3/Reuters
O terremoto ocorreu às 12h51 desta terça-feira (horário local) e teve seu epicentro situado a apenas 5 km da cidade, a uma profundidade de 4 km, segundo o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS). Testemunhas disseram que o tremor derrubou vários prédios e abriu crateras nas estradas.
As TVs mostraram cenas de pânico na cidade, onde as pessoas saíram dos escritórios para as ruas. O aeroporto da cidade foi fechado e a polícia está evacuando o centro de Christchurch, onde vários prédios já estavam fragilizados pelo abalo de setembro passado. "Foi realmente terrível, muito forte", contou o comerciante Julian Hogday à TV3.
Ajuda online
Logo após os tremores, os moradores de Christchurch passaram a contar com a ajuda da Internet para localizar parentes e amigos desparecidos. O Google colocou no ar um site que permite aos moradores procurarem por pessoas que ainda não foram localizadas ou então divulgar informações sobre pessoas que conhecem online.
Os neozelandeses também se organizaram e publicaram uma página especial no Facebook para que as pessoas divulguem informações sobre o que está acontecendo em Christchurch, procurem por familiares e colegas e mandem mensagens de apoio aos moradores. Pelo Twitter, é possível pedir informações sobre desaparecidos usando a hashtag "#eqnzContact".
O pesquisador Paul Nicholls, do Grupo de Mídia Digital da Universidade de Canterbury, fez um mapa interativo que mostra a intensidade do terremoto que atingiu a cidade de Christchurch.
Outro tremor
A cidade foi atingida por um forte terremoto de magnitude 7,1 em setembro do ano passado, que causou graves danos generalizados, mas poucos feridos. Desde então, a região tem sido atingida por milhares de réplicas.
Havia registros de escombros caindo de um prédio já danificado e pessoas sendo retiradas de alguns escritórios no centro financeiro, na medida em que inspeções eram feitas.
A Nova Zelândia, que está entre as placas tectônicas do Pacífico e Indo-Australiana, registra uma média de mais de 14 mil terremotos por ano, dos quais cerca de 20 normalmente atingem magnitude 5.
*Com agências internacionais

Topo de torre torre de igreja em Christchurch é destruído por causa de terremoto de 6,3 pontos na escala Richter que atingiu a cidade

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A coisa vai pegar fogo nesta região.

21/02/2011 - 17h44

Pilotos líbios desertam e levam caças para Malta, dizem fontes


DA REUTERS, EM VALLETTA
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Onda de Revoltas Dois pilotos da Força Aérea da Líbia desertaram na segunda-feira e levaram seus caças para Malta, onde disseram às autoridades que haviam recebido ordens para bombardear manifestantes, segundo fontes do governo maltês.
Após onda de violência, Líbia fecha espaço aéreo de Trípoli
Religioso sunita lança decreto pedindo assassinato de Gaddafi
Odebrecht trabalha para retirar 187 brasileiros da Líbia
As fontes disseram que os aviadores --ambos com a patente de coronel-- decolaram de uma base perto de Trípoli. Eles estão sendo interrogados pela polícia local, e um dos dois pediu asilo político.

Darrin Zammit Lupi/Reuters
Piloto da força aérea líbia caminha perto de jato Mirage que pousou no aeroporto internacional de Malta
Piloto da força aérea líbia caminha perto de jato Mirage que pousou no aeroporto internacional de Malta
Os dois disseram que decidiram voar para Malta após receberem ordens para atacar manifestantes em Benghazi, segunda maior cidade da Líbia, epicentro dos protestos contra o regime de Muammar Gaddafi.
A polícia maltesa também está interrogando sete passageiros que chegaram da Líbia a bordo de dois helicópteros com matrícula francesa.
Fontes do governo disseram que os helicópteros deixaram a Líbia sem autorização das autoridades locais, e que só um dos sete passageiros -- que afirmam ser cidadãos franceses-- tinha passaporte.
A chancelaria francesa disse que estava analisando o caso.
VIOLÊNCIA
O episódio ocorreu em meio a intensos protestos na Líbia contra Gaddafi e seus 42 anos de governo autoritário. Intensa repressão já deixou ao menos 233 mortos, segundo informou nesta segunda-feira a ONG sediada em Nova York Human Rights Watch. Já a Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) calcula entre 300 e 400 pessoas foram mortas desde o início da rebelião.

Reuters
Manifestantes se reúnem supostamente em Benghazi nessa imagem sem data colocada na rede social Facebook
Manifestantes se reúnem supostamente em Benghazi nessa imagem sem data colocada na rede social Facebook
A FIDH relatou ainda que manifestantes antirregime assumiram o controle de cidades líbias e que militares estão desertando.
"Muitas cidades foram tomadas, principalmente no leste. Os militares estão debandando", declarou a presidente da FIDH, Souhayr Belhassen, citando principalmente Benghazi, reduto da oposição, e Syrta, cidade natal do coronel de Gaddafi.
A emissora de TV NTV, citando um trabalhador turco, informou que a cidade de Jalu, localizada cerca de 400 quilômetros ao sul de Benghazi, também foi controlada pelos opositores do regime.
"O controle está totalmente nas mãos da população. Não há forças de segurança, não há polícia. Estamos sujeitos à vontade e ao controle do povo", relatou Mustafa Karaoglu, que trabalha na cidade --de cerca de 3.500 habitantes--, onde um grupo de trabalhadores estrangeiros se mantém reclusos em seus locais de trabalho.
Benghazi, onde os protestos começaram na semana passada após a prisão de um advogado de direitos humanos e onde dezenas de pessoas foram mortas por forças de segurança, está efetivamente sob controle dos manifestantes, de acordo com alguns moradores da localidade.
BOMBARDEIOS
O governo de Gaddafi voltou a reprimir duramente os manifestantes que pedem sua renúncia e atacou, com aviões militares que dispararam munição real, multidões que se reuniram na capital da Líbia, Trípoli, para protestar, informou nesta segunda-feira a emissora de TV árabe Al Jazeera. Segundo especialistas, a ação poderia significar que o regime do ditador está perto do fim.
A informação foi passada por um cidadão líbio, Soula al Balaazi --que se diz um ativista da oposição--, que afirmou à TV por telefone que aviões de guerra da força aérea do país bombardeou "alguns locais de Trípoli".
No entanto, não foi possível confirmar a informação de forma independente.
Um analista da consultoria Control Risks, com sede em Londres, disse que o uso de aviões militares contra seu próprio povo indica que o fim pode estar próximo para Gaddafi.
"Isso realmente parecem ser atos derradeiros, desesperados. Se você está bombeando sua própria capital, é realmente difícil ver como você pode sobreviver", afirmou Julien Barnes-Dacey, analista da consultoria para o Oriente Médio.
"Na Líbia, mais do que em qualquer outro país da região, há um prospecto de violência grave e conflito aberto."

É um absurdo uma pessoa pública chegar a esse ponto ainda mais um iginorante deste que tem se beneficiado muito das pessoas.

21/02/2011 - 17h28

Em bate-boca, prefeito de Manaus fala para desempregada 'morrer'

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KÁTIA BRASIL
DE MANAUS
Atualizado às 18h36.
Em visita a uma área de risco de desabamento, o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), 71, mandou na manhã desta segunda-feira uma moradora "morrer" ao ser questionado por ela sobre a solução do problema de habitação.
Veja o vídeo em que o prefeito diz para moradora morrer
No fim de semana, durante um temporal, três pessoas morreram após o desabamento de um barranco sobre casas na cidade.
De chapéu panamá e camiseta verde, Amazonino, cercado por moradores, falava sobre a necessidade de deixar o lugar. O vídeo foi gravado por um repórter de um site local e colocado no Youtube.
"É preciso parar de construir casas em áreas de risco", disse o prefeito.
A moradora desempregada Laudenice Paiva, 37, rebateu. "Mas prefeito, se a gente mora aqui é porque não tem onde morar."
Irritado, ele afirmou: "Minha filha, então morra, morra, morra!"
O prefeito indagou de qual cidade a moradora vinha. Ela disse que era paraense. "Então tá explicado", reiterou Amazonino.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Manaus argumentou que o político foi provocado pela moradora. Segundo a prefeitura, ela não mora na localidade.
Após o episódio, Amazonino declarou que "compreende" a indignação da moradora. Mas falou que havia "gente instruída por grupos políticos para criar clima, criar problema, desviar a atenção da realidade".

E agora eles não sabem nada sobre isto estão perdidos ou muito mau informado.




Uma grande mancha vermelha é vista no mar da praia de São Conrado, zona sul da cidade, nesta segunda-feira. Procurada pela reportagem, a Defesa Civil disse não saber o que causou a mancha; já o Inea (Instituto Estadual do Ambiente) disse que vai apurar a causa do fato

Relembrem esta maravilha da natureza.

publicado em 06/02/2011 às 14h55:

Nasa apresenta pela primeira
vez imagens completas do Sol

Cientistas esperam que sistema ajude a melhorar previsão do tempo
EFE
NasaNasa

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A Nasa, agência espacial americana, apresentou neste domingo (6) pela primeira vez imagens da superfície solar e de sua atmosfera. Os cientistas esperam que as novas imagens ajudem a melhorar a previsão do tempo.
Esse trabalho é o resultado das observações feitas pelas duas sondas solares do Observatório de Relações Solares-Terrestres (Stereo, por sua sigla em inglês), enviadas pela Nasa em 2006.
As duas sondas foram enviadas a pontos diametralmente opostos do Sol para estudar como o fluxo de energia e a matéria solar afeta a Terra.
Seus instrumentos proporcionaram uma nova visão do sistema solar e, em 2007, geraram as primeiras fotografias tridimensionais do Sol, disse a agência americana por meio de comunicado.
- As novas imagens ajudarão a melhorar o planejamento de futuras missões de naves espaciais robóticas ou com tripulação para o sistema solar.

Isto é uma aurora boreal muito lindo mesmo.

publicado em 21/02/2011 às 14h03:

Partículas do Sol causam show
de luzes no céu da Noruega

Vila registrou aurora boreal nesta segunda-feira (21)
Do R7, com Efe
Martial Trezzini/EfeMartial Trezzini/Efe

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A aurora boreal iluminou o céu da vila de Ersfjordbotn, perto da cidade de Tromso, na Noruega. O espetáculo que deixa o céu colorido ocorre pela interação entre o vento solar (correntes de partículas eletricamente carregadas emitidas pelo Sol) e moléculas de gás existentes na atmosfera da Terra.
Quando as partículas de vento solar atingem a Terra, são atraídas pelo campo magnético do nosso planeta e se deslocam para os polos, onde se chocam com moléculas de regiões altas da atmosfera. O processo faz com que seja emitida uma forte luz, que pode ser vista a olho nu. Aurora boreal é o nome que esse fenômeno recebe quando acontece próximo ao polo Norte.

Isto é um suicidio em massa coisas da natureza mesmo.


Mais de cem baleias morreram encalhadas em uma praia isolada da ilha Sul da Nova Zelândia. As baleias, 107 no total, foram encontradas em uma praia de Stewart Island

Isso é que é negociar ???

Airbus espera vender 400 cargueiros A400M nos próximos 30 anos
21 de fevereiro de 2011 • 13h45 •  atualizado 14h59

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A400M é projetado para transportar soldados e equipamento pesado A400M é projetado para transportar soldados e equipamento pesado
Foto: Getty Images


A Airbus espera vendas globais de 400 unidades de seu cargueiro militar A400M nos próximos 30 anos, afirmou um executivo da companhia nesta segunda-feira.Didier Vernet, diretor de desenvolvimento de mercado da Airbus, afirmou que Estados do Oriente Médio e do norte da África devem encomendar entre 50 e 100 aviões. "Há expectativas para nós quando os países encerrarem os programas do C-130 e do C-17 (cargueiros militares produzidos por Lockheed Martin e Boeing)", afirmou ele a jornalistas.O executivo previu que a demanda global por aviões cargueiros militares será de cerca de 800 unidades nos próximos 30 anos e que a divisão militar da Airbus pretende ter metade desse mercado. "Há muitas aeronaves antigas para serem substituídas", disse Vernet. "As perspectivas para os próximos 30 anos são de 400 aeronaves."O A400M é projetado para transportar soldados e equipamento pesado para zonas de combate. Mas problemas técnicos deixaram o projeto de 20 bilhões de euros quatro anos atrás do previsto e 11 bilhões de euros acima do orçado inicialmente.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Isto tem que ser muito restrito, apesar de termos muitos médicos irresponsável pelo Pais. Mais leiam para tomar suas comclusões.

publicado em 20/02/2011 às 06h00:

Mesmo sem aprovação do governo, terapia com ozônio promete acabar com superbactérias e tratar feridas

Técnica usada para tratar infecções e queimaduras não é reconhecida no país
Camila Neumam, do R7
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O gás ozônio (O3), já usado na indústria química e no tratamento de água, ganha espaço em diferentes ramos da medicina. Chamado de ozonioterapia, a técnica usa o gás para tratar inflamações, alergias de pele, infecções agudas, problemas circulatórios e até de imunidade. O problema é que o Ministério da Saúde não reconhece a eficácia do procedimento.
O gás misturado à água, em óleo, ou injetado como vapor em um saco plástico, é aplicado em queimaduras, feridas e na corrente sanguínea com a função de amenizar sintomas.
Uma pesquisa recente da USP (Universidade de São Paulo) mostrou inclusive que o ozônio também é capaz de matar as temidas superbactérias (bactérias resistentes a antibióticos), incluindo a KPC, cuja infecção já atinge 13 Estados brasileiros e matou 20 pessoas.
Especialistas tentam incorporar terapia com ozônio na saúde pública
No Brasil, a técnica é utilizada e defendida por pelo menos 200 médicos que fazem parte da Abroz (Associação Brasileira de Ozonioterapia), mesmo sem apoio do governo. A entidade já fez pedidos recorrentes de inclusão da técnica no SUS (Sistema Único de Saúde).
Segundo a diretora da Abroz, Emília Gadelha, a associação negocia há seis anos para incluir a técnica no sistema público. Para isso, já encaminhou uma série de documentos ao governo que comprovam sua eficácia. O Ministério disse que ainda está estudando a proposta.
A dificuldade de inclusão no país, segundo a diretora da Abroz, se dá pela burocracia e por conflito de interesses.
- É tanta burocracia. Mandamos papeis para o Conselho Federal de Medicina, Conselho Regional de Medicina de São Paulo; fizemos reunião com o Ministério da Saúde. Mas hoje em dia a medicina usa um critério dado pela indústria farmacêutica.
Em dezembro de 2010, o ministério realizou uma audiência pública para reunir essas informações. Ao ser questionado sobre a possibilidade de inserção do tratamento, o ministério respondeu por e-mail. - Atendendo ao pedido de entidades médicas, o Ministério da Saúde continuará recebendo informações sobre as tecnologias em estudo e apresentadas na audiência pública até o próximo mês de março. Depois do prazo, as considerações serão enviadas à Citec (Comissão de Incorporação de Tecnologia) para análise e decisão.

O governo não disse até quando vai dar uma resposta. A incorporação de tecnologias no SUS é feita a partir da análise da eficácia, efetividade e custo-benefício dos medicamentos e produtos e deve ser acompanhada de regras precisas quanto à indicação e forma de uso.
De acordo com a diretora da Abroz, o uso do ozônio nesses tratamentos diminuiria custos para o sistema público, pois os resultados são mais rápidos e os equipamentos necessários, segundo ela, não são caros. Um gerador de ozônio (máquina que converte oxigênio em ozônio) pode ser adquirido por R$ 1.000, em média.
- Em termos de saúde pública, acho um desperdício não usar o ozonioterapia. Uma ferida crônica de pé diabético demora de oito meses a dois anos para fechar. Quando médicos cubanos usam o ozônio, demora no máximo dois, três meses. Fora que diminui muito a chance de amputação do membro.
Para Hermelinda Pedrosa, coordenadora do Departamento de Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes, faltam evidências científicas que comprovem a eficácia do ozônio do tratamento das feridas causadas pela doença.
- No meu conhecimento, a ozonioterapia não dispõe de dados científicos robustos que dizem que a medida traga um efeito positivo. Não é uma ferramenta consensual no campo científico.

Combate à superbactéria não é consenso
Outro ponto que divide os médicos é a ação antibacteriana do ozônio. O imunologista Glacus de Souza Brito, do Departamento de Imunologia da USP (Universidade de São Paulo) demonstrou o poder do gás em eliminar superbactérias.
Um ensaio clínico realizado por ele no Hospital das Clínicas de São Paulo, no Departamento de Cirurgia de Trauma, conseguiu eliminar dez tipos de bactérias hospitalares multirresistentes aos antibióticos com apenas cinco minutos de exposição ao gás. Uma das cepas estudadas foi a KPC.
- Seria uma formas de tratar a KPC, mas estamos ainda montando o estudo que tem que ser aprovado no Comitê de Ética da USP.
Dada a aprovação, o estudo precisa ainda ser liberado pelo Comitê de Ética Médica Nacional e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser usado em seres humanos.
Se o procedimento indicado for aceito, terá como método a “ozonização do sangue”, ou seja, será retirada uma amostra de sangue que será misturada ao ozônio e reinjetada na corrente sanguínea. O imunologista diz que o procedimento é seguro.
- Não tem efeito colateral, porque depois que o ozônio entra no corpo vira oxigênio em alta concentração, que funciona como um medicamento.
O infectologista Carlos Magno Fortaleza, professor da Faculdade de Medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista), no entanto, não reconhece a eficácia da ozonioterapia para tratar superbactérias.

- Nunca usei para tratar infecção por bactéria multirresistente e nunca ouvi falar sobre a real eficácia do ozônio em tratamentos infectocontagiosos.

O lixo aqui deve ser eles que não sabem bem o que fazer e se preocupam só com as coisas de interesse deles, termina dando nisso.

Poder Legislativo

O arquivo implacável do Congresso Nacional

Atoladas pelo excesso de projetos, comissões emperram e maioria das propostas é engavetada no fim de cada legislatura. Em dezembro foram 10.000

Adriana Caitano
Fachada do Congresso: insatisfação com a fábrica de projetos desagrada governo e oposição Fachada do Congresso: insatisfação com a fábrica de projetos desagrada governo e oposição (Rodolfo Stuckert/Agência Câmara)
Leonardo Barreto, cientista político: “O Congresso sofre problemas graves de eficiência. Será que os parlamentares não estão sendo pouco criteriosos e gerando um volume excessivo de projetos?”
A cada quatro anos, os eleitores brasileiros são bombardeados por milhares de propostas de candidatos a deputado federal ou a senador. Em campanha, eles prometem de tudo, desde leis para melhorar a vida da população até homenagens ao pioneiro, ao policial e ao pipoqueiro da cidade. O problema é que, depois de eleitos, todas as promessas são transformadas em milhares de projetos de lei. Só nos últimos quatro anos, 11.564 propostas foram apresentadas no Congresso Nacional. Dessas, 10.574 acabaram arquivadas no fim de dezembro do ano passado, às vésperas do encerramento da legislatura. Em outras palavras, centenas de projetos serviram apenas para superlotar comissões, emperrar a tramitação e atravancar votações.

O custo para o país dessa produção de lixo é salgado. Somadas, apenas as estruturas dos 594 gabinetes na Câmara e no Senado devem consumir, em 2011, 958 milhões de reais – na conta estão incluídos salários e benefícios dos parlamentares, despesas com funcionários e gastos com material. Alguma coisa vai mal quando tanto dinheiro não resulta em benefícios relevantes. “O Congresso sofre problemas graves de eficiência”, afirma o cientista político Leonardo Barreto, professor da Universidade de Brasília. “Qualquer dinheiro gasto será considerado alto se não gerar resultados para a sociedade.” Barreto ainda levanta outra questão relevante para um país que já conta com cerca de 180.000 leis federais em vigor: “Será que os parlamentares não estão sendo pouco criteriosos e gerando um volume excessivo de projetos?”

Produtividade – Como em geral só aparecem no Congresso de terça a quinta-feira, e ainda assim em meio período, os deputados e senadores acabam depositando na apresentação de projetos a esperança de transmitir aos eleitores uma imagem de produtividade. Como num grande teatro, eles apresentam seus projetos mesmo sabendo que as chances de que tramitem são pequenas. No futuro, prestarão contas aos eleitores com uma farta lista de propostas apresentadas. E ainda culparão a burocracia do Legislativo pela não tramitação dos projetos.

“Há muita ênfase na apresentação de leis, quando deveria prevalecer a qualidade”, admite o líder do PSOL na Câmara, deputado Chico Alencar (RJ). “Nosso papel não é só legislar, precisamos de um ponto de equilíbrio: nem tantas leis que banalizem a atividade legislativa nem tão poucas que não justifiquem nossa função.”

A insatisfação com a fábrica de projetos de lei desagrada tanto a base governista quanto a oposição. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), também se incomoda com o inchaço de propostas e o ritmo lento de tramitação. “Desse jeito, o Congresso não consegue acompanhar a necessidade de desenvolvimento do Brasil”, considera. “Acaba havendo um dispêndio intelectual”, afirma o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). “O Brasil se acostumou com muitas leis e isso, infelizmente, não parece que vá mudar.”

De acordo com um levantamento da Câmara dos Deputados, 97% dos projetos transformados em lei no Brasil demoraram até oito anos para cumprir todo o roteiro de tramitação até a sanção presidencial. Os outros 3% se arrastaram por ainda mais tempo. De posse dos dados, os parlamentares sabem que a maioria de suas propostas jamais chegará a lei. Por uma razão simples: os regimentos internos da Câmara e do Senado determinam o arquivamento automático dos projetos que, ao final de cada legislatura, não tenham chegado ao plenário, ou cujos autores não foram reeleitos. Significa dizer que, não importa quando foi apresentada, toda proposta, relevante ou não para o país, terá esse destino se não tramitar com rapidez.

Desesperança - Sugestões para mudar esse quadro até existem. O senador Humberto Costa, por exemplo, propõe “maior consciência dos parlamentares na apresentação de ações em temas essenciais, um processo de tramitação mais rápido e a reforma dos regimentos da Câmara e do Senado”. O cientista político Leonardo Barreto vai mais fundo: “É preciso criar vias mais transparentes, diminuir o número de atores que podem vetar o trâmite dos projetos e aumentar os critérios para a apresentação de propostas, como ser obrigatório um estudo de impacto de cada projeto”.

Curiosamente, no entanto, para que mudanças como essas sejam colocadas em prática também é necessária a apresentação de projetos de lei. E esses acabarão emperrando junto com todos os outros. Um exemplo? No arquivamento de dezembro passado, o projeto de resolução 237/2010, criado pela Mesa Diretora da Câmara para alterar a regra de arquivamento de propostas, também foi parar na gaveta.