terça-feira, 9 de novembro de 2010

O que adinata ele ja invadiu mesmo e faria tudo denovo outra vez é só ter oportunidade quer ves espera

09/11/2010 00h16 - Atualizado em 09/11/2010 05h40

Em entrevista à TV, Bush diz que não queria invadir Iraque

Foi a primeira entrevista à TV desde abandonou a Casa Branca.
Bush está lançando seu livro de memórias 'Decision points'.

Da AFP
bush 
Reprodução da capa da autobiografia de Bush.
(Foto: Reuters)
O ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou na noite desta segunda-feira 98) que foi uma "voz dissidente" contra a invasão do Iraque dentro do seu governo, mas acabou finalmente convencido a usar a força.
Na primeira entrevista à TV desde que abandonou a Casa Branca, Bush disse à NBC: "Era uma voz dissidente. Não queria usar a força" no Iraque. Pretendia dar uma chance à diplomacia".
Perguntado sobre a influência de seu vice-presidente, Dick Cheney, um declarado defensor da guerra no Iraque, Bush respondeu que isto não teve importância. "Era eu que decidia quando atacar".
"Dick Cheney talvez tenha dito 'vamos', e eu disse 'não'", revelou o ex-presidente.
Praticamente silencioso desde que deixou a presidência, em janeiro de 2009, Bush retorna à cena para lançar, nesta terça-feira (9), seu livro de memórias, "Decision points" ("Instantes decisivos" numa tradução livre).
Bush, de 64 anos, que passou a maior parte dos dois últimos anos no Texas, aparecerá amanhã no programa Oprah Winfrey, concedendo depois outras entrevistas aos apresentadores conservadores Rush Limbaugh, Sean Hannity e Bill O'Reilly.
Com cerca de 500 páginas, as memórias do 43º presidente (2001-2009) falam sobre seu mandato marcado pelos atentados de 11 de Setembro e as guerras nas quais se envolveu no Afeganistão, depois no Iraque.
Segundo o jornal "The New York Times", que teve acesso a uma cópia do livro, o ex-presidente admite ter se sentido mal ao saber que nenhuma arma de destruição em massa havia sido encontrada no Iraque, quando justamente sua suposta presença justificara a invasão, em 2003.
George W. Bush, no entanto, defende a intervenção num país "que se saiu melhor com um governo responsável ante o povo e que parou de torturar e matar".
Ele justifica também o recurso à tortura conhecida como 'submarino' que autorizou e foi empregada no cérebro dos ataques do 11/9, Khalid Sheikh Mohammed. Depois de assumir o governo, o sucessor de Bush, presidente Barack Obama, e seu secretário da Justiça, Eric Holder, descreveram o 'submarino' como um ato de tortura.
Bush revela que passou o pior momento de sua presidência durante o incidente com o furacão Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005 e que lhe valeu a acusação de incompetência.
O rapper Kanye West acusou então o presidente de não se preocupar com os negros. "Ele me chamou de racista", lembra-se o ex-presidente. "Não digeri isso na época e não o farei nunca (...) não é verdade, e isso foi um dos momentos mais repugnantes de minha presidência".

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