domingo, 9 de junho de 2013

Acho que ele foi um bom homem, lutou muito por uma causa humanitária, pelo seu povo pela liberdade, masi acho que a sua partida está muito próxima, vai deixar um bom exemplo pelo mundo. Adimiro muito ele.

Saúde frágil de Mandela traz clima de despedida à África do Sul

Do UOL, em São Paulo

  • Manchete do jornal sul-africano 'Sunday Times' destaca: 'É hora de deixá-lo partir'
O clima de despedida por conta do estado de saúde do ex-presidente Nelson Mandela, 94, já é evidente na África do Sul. Mandela foi novamente hospitalizado no sábado (8) em estado grave por uma pneumonia, e muitos compatriotas manifestavam o desejo de que ele possa "partir com dignidade".
"É hora de deixá-lo partir", afirma a manchete do jornal sul-africano "Sunday Times" em sua página na internet.
"Agora a família deve deixar que Deus atue a sua maneira", disse ao jornal Andrew Mlangeni, amigo de Mandela, que resume uma opinião amplamente compartilhada nas redes sociais nas últimas horas.
"Diremos 'obrigado, Deus, nos deu este homem' e também o deixaremos partir", completou Mlangeni.

Pedido de orações

O ícone da luta contra o apartheid, que completará 95 anos em 18 de julho, estava na primeira página de todos os jornais neste domingo (9). Desde o anúncio da internação, na madrugada de sábado, o governo ainda não divulgou nenhuma informação sobre seu estado.
Mas, o porta-voz da presidência Mac Maharaj teria dito ao canal de TV norte-americano "CNN" que o ex-presidente está respirando sem a ajuda de aparelhos.
Na manhã de sábado, o porta-voz da presidência informou que Mandela sofreu uma recaída por pneumonia e que o estado se agravou durante a noite, o que provocou a hospitalização.
No Twitter, sul-africanos pedem por orações.
"Temos que rezar para que Tata Madiba fique bem ou para que Deus o libere de seus sofrimentos? Acredito que é o momento para que o deixemos partir", escreveu @_Porchez.
"Tata" (pai) e "Madiba" (o nome de seu clã) são duas maneiras respeitosas e carinhosas de fazer referência a Mandela na África do Sul.
O jornal "City Press" destaca o pedido do presidente Jacob Zuma de orações por Mandela, enquanto o popular "Sunday Sun" ressalta que "Mandela luta pela vida".

Oposição

Apesar do clima de comoção, o conservador Nick Griffin, líder do Partido Nacional britânico, de extrema-direita, chamou Mandela de "velho terrorista assassino" em seu Twitter.
"Santo# nelsonmandela parece que está mal das pernas. Certifique-se de evitar a BBC quando o velho terrorista assassino morrer. Vai ser nauseante", escreveu.
E completou em outro post: "Homens de Estado devem ser julgados por resultados, não por retórica. Antes de Mandela, a África do Sul era uma potência econômica segura. Agora o crime é caso perdido", escreveu.

Saúde frágil

Em Pretória, muitos jornalistas permaneciam reunidos diante do hospital onde o Prêmio Nobel da Paz de 1993 pode estar internado, já que a presidência não revelou o local da hospitalização.
Mandela apareceu bastante fragilizado nas últimas imagens divulgadas, em abril, durante uma visita a sua residência das principais autoridades do país.
Nestas imagens ele foi visto sentado em uma cadeira, com um cobertor sobre as pernas. Seu rosto não expressava qualquer emoção.
Mandela passou dez dias internado no fim de março, também por uma infecção pulmonar, provavelmente vinculada às sequelas de uma tuberculose que contraiu durante sua detenção na ilha-prisão de Robben Island.
Nesta prisão, ele passou 18 dos 27 anos de detenção, durante o regime do apartheid, obrigado a trabalhar em uma pedreira, o que afetou para sempre seus pulmões.
O ex-presidente, que se afastou totalmente da vida pública há vários anos, continua venerado pelos sul-africanos por ter conseguido evitar uma explosão de violência racial na transição do regime segregacionista para a democracia, instaurada em 1994.
Esta transição valeu o Nobel da Paz em 1993, que compartilhou com o último presidente do apartheid, Frederik De Klerk,
O arcebispo Desmond Tutu, outra grande figura da luta contra o apartheid e também Prêmio Nobel da Paz, considera Mandela um "ícone mundial da reconciliação". (Com agências internacionais)

http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/06/09/saude-fragil-de-mandela-traz-clima-de-despedida-na-africa-do-sul.htm

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Neurônios, são importantes mais quando querem apaga o cara rápido.

07/06/2013 11h44

Neurônios são renovados regularmente no cérebro ao longo da vida, diz estudo

Testes com bomba nuclear na Guerra Fria permitiram que os cientistas descobrissem, somente hoje, que cerca de 1400 novos neurônios são gerados por dia no cérebro humano. Entenda


Modelo mostra impulso nervoso no cérebro (Foto: ShutterStock)
A formação ou não de neurônios no cérebro humano ao longo da vida é um dos assuntos mais misteriosos para os neurocientistas. Há evidências de que novas células neuronais são geradas em algumas estruturas cerebrais até a vida adulta, mas a frequência com que isso ocorre e a importância desse processo (chamado neurogênese) dentro da fisiologia do cérebro como um todo são temas ainda pouco compreendidos pela ciência.
Agora, um novo estudo realizado por cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, revela evidências diretas e inéditas de que novos neurônios são formados continuamente ao longo da vida no hipocampo, uma região do cérebro fortemente associada à memória e ao aprendizado. Mais especificamente, cerca de 700 novos neurônios são gerados por dia em cada hipocampo (o cérebro tem dois, um em cada hemisfério). O estudo, publicado na revista científica Cell, foi realizado com cérebros congelados (doados após a morte) de pessoas entre 19 e 92 anos.
>> Blogueiro americano mostra como o cérebro trabalha contra nós
Tão interessante quanto os resultados é o método desenvolvido pelos pesquisadores para chegar até eles. Para determinar a idade dos neurônios e concluir em que momento da vida eles foram gerados, utilizou-se uma técnica de datação de carbono semelhante à que se usa na arqueologia e na paleontologia para datação de fósseis e objetos antigos.
Cientistas mediram no DNA de cada neurônio a concentração de carbono-14, um isótopo de carbono não radioativo produzido pela explosão de bombas atômicas na superfície durante os vários testes realizados na Guerra Fria entre as décadas de 1940 e 1960. Comparando a concentração de carbono-14 nas células com as concentrações de carbono-14 na atmosfera no passado, foi possível determinar em que ano cada neurônio foi gerado. Se um neurônio "nasceu" em 1995, mas a pessoa nasceu em 1965, por exemplo, isso significa que ele foi gerado na vida adulta.
O próximo passo agora é tentar determinar a importância dessa neurogênese nas funções cerebrais. Segundo cientistas, o fato de tantas células serem formadas continuamente sugere fortemente que elas têm um papel importante na manutenção das funções cognitivas do hipocampo ao longo da vida.

Aqui elas são muito cafonas e não sabem encarar esta situação, uma pena....

"No Brasil, as mulheres não são abertas em relação ao próprio corpo", diz fotógrafo Spencer Tunick

http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2013/06/07/no-brasil-as-mulheres-nao-sao-abertas-em-relacao-ao-proprio-corpo-diz-fotografo-spencer-tunick.htm 

 

O fotógrafo Spencer Tunick já criou instalações com centenas de pessoas nuas em ensaios inusitados por quase todos os continentes. Mas foi no Brasil que o artista nova-iorquino relembrou a estranheza com que a nudez foi recebida pelas mulheres durante sua participação na 25ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo, em 2002. "Foi uma honra participar da Bienal, mas descobri que no Brasil as mulheres não são abertas em relação ao próprio corpo", disse em entrevista ao UOL.
Entre homens e mulheres, as fotografias de 600 brasileiros nus foram tiradas na rampa do prédio da Bienal e nas dependências do Parque Ibirapuera, na capital paulista. O ensaio foi parte da série "Nude Adrift" (em tradução literal "nu à deriva").

"Por causa dos homens, elas [as mulheres] ficavam assustadas com a ideia de ficarem nuas. Uma coisa no Brasil que não fez sentido para mim na época, e que ainda não faz, é que a maior parte dos homens veio espontaneamente. As mulheres, em geral, tinham que pedir permissão para eles, marido ou namorado. E muitos deles disseram não. Parecia que os homens estavam no controle."
  • O fotógrafo nova-iorquino Spencer Tunick
As imagens tiradas em São Paulo há 11 anos, no entanto, não fazem parte da coletânea de fotos lançada em edição limitada, com apenas 400 exemplares. Batizado de "European Installations", o primeiro livro do fotógrafo traz apenas imagens criadas nos países europeus. "Queria que esse livro fosse o meu melhor trabalho. Então escolhi os 13 anos que trabalhei na Europa, porque escolhi começar o livro por apenas uma região".
O que Tunick conta é que a dedicatória do livro ao Velho Mundo faz parte de um agradecimento. "É uma celebração a esses países que me ajudaram a trabalhar sem ser preso e que permitiram que eu explorasse o corpo nu nas obras, entendendo o tom escultural da minha ideia." 
Apesar de trabalhar com as formas e cores de corpos nus, Spencer não vê erotismo em sua arte. "Gosto de como esse tipo de arte física mexe com a cabeça das pessoas, a real função do corpo. Simplesmente gosto de criar imagens, o aspecto performático nisso. Fazer os convites, levar crianças, criar diálogos com o público."
  • Capa de "European Installations", livro do fotógrafo nova-iorquino Spencer Tunick
As prisões em Nova York

A "fuga" de Tunick para a Europa aconteceu após uma série de prisões e problemas com a prefeitura da Big Apple. "Entre 1994 e 1999 eu fui preso cinco vezes. Já cheguei a receber a polícia de Nova York no meu estúdio, porque lá é ilegal trabalhar com o corpo nu. Em 99 não conseguia mais suportar. Trabalhava há muito tempo com arte e em um segundo conseguia ser preso", contou o fotógrafo.
Foi nessa época que Tunick resolveu aceitar o convite de um museu e do governo suíço, que prometeu tratá-lo como um artista, garantindo que não o prenderia pelos trabalhos. "Ao contrário de Nova York, lá eu faria um trabalho com o governo". Como recompensa, a foto de capa do livro é uma das instalações no país.
Questionado se vê diferença na relação dos europeus com o próprio corpo, Spencer acredita que, "na Europa, as pessoas hesitam mais em ficar nuas, mas são mais livres em relação a arte e não tem problema em fazer isso quando estão em grupos."
Muralha da China, um sonho
Um dos sonhos impossíveis de Spencer, pelo menos por enquanto, é chegar aos países orientais. "Gostaria de fazer um trabalho na Muralha da China. Penso em algo no Japão, mas está muito difícil conseguir fazer a primeira instalação na Ásia."
Espero que na minha próxima visita ao país tenham mais mulheres no meu trabalho e mais orgulho
Spencer Tunick, fotógrafo
Entre os projetos, ele também pensa em fotografar o Havaí, o Peru e a Colômbia, reunindo imagens para uma futura coletânea sobre a América Latina.
Para o Brasil, Tunick disse que não faltam ideias. "Gostaria de fazer algo em um museu de arte contemporânea no Rio, ou ainda aproveitar as praias, as montanhas e os centros urbanos. Acho que renderia algo maravilhoso aí."
Sobre a postura que espera das mulheres na sua volta, Spencer provocou: "Em dez anos [que se passaram da última vez], espero que tenha mudado. Espero que na minha próxima visita ao país tenham mais mulheres no meu trabalho e mais orgulho."

 

terça-feira, 4 de junho de 2013

E aí aconta sobra para vocês??????

30/05/2013 20h32 - Atualizado em 30/05/2013 20h32

A conta sobrou para você

Por que a velha classe média é quem mais sofre com a inflação – e paga o preço dos erros do governo


NO SHOPPING Alan Alencar com a mulher, Diane, e a filha, Laura. Em vez de restaurantes, fast-food. Em vez de cinema, TV pela internet (Foto: Rafael Motta/NITRO/ÉPOCA)
>>Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana
O mineiro Alan dos Santos Alencar, de 43 anos, responsável pela área de tecnologia de uma revenda da Volvo e professor universitário, teve de promover um ajuste dramático em suas contas para não ficar no vermelho. Depois de analisar em detalhes as despesas com sua mulher, Diane, de 42 anos, e a filha Laura, de 15 anos, ele se deu conta de que os gastos com restaurantes, cinemas e saídas à noite estavam pesados demais. Com uma renda familiar de R$ 8 mil, teve de adotar um remédio amargo, mas inevitável: cortar gastos. As idas semanais a restaurantes foram substituídas por refeições em praças de alimentação de shoppings. O cinema foi trocado por um serviço que oferece filmes e séries de TV pela internet. A viagem de férias da família ao exterior ficou para depois. Agora, Alencar diz que, antes de fazer qualquer compra expressiva, ele e Diane avaliam se o gasto é prioritário – e como impactará as contas e os projetos familiares no longo prazo. Sua filha passou a ter uma mesada de R$ 500 para cobrir suas despesas do dia a dia. “É uma maneira de ela aprender a administrar o próprio dinheiro – e de a gente controlar melhor os gastos”, afirma. “Descobri que ter uma adolescente em casa muda muito as contas de uma família.”
>>O tomate e a ameaça da inflação

Capa - Edição 784 (Foto: reprodução/revista ÉPOCA)
O caso de Alencar não é isolado. Hoje, no Brasil, milhões de famílias da classe média tradicional, que viviam com uma folga relativa até pouco tempo atrás, têm de fazer as contas e mudar os hábitos para manter o orçamento sob controle. Fazem parte desse contingente os assalariados e os empresários de pequeno e médio porte relativamente bem-sucedidos, com um patrimônio conquistado quase sempre com o próprio esforço, além dos profissionais em ascensão na carreira. Em sua maioria, eles têm diploma universitário, nível cultural elevado e estão acostumados a frequentar restaurantes, bares, cinemas e shows. Sempre que possível, viajam para fora do país com a família ou com os amigos. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), a classe média tradicional, também chamada classe A/B, é uma massa formada por 21,5 milhões de pessoas, o equivalente a 11,2% da população brasileira. Embora sua importância econômica esteja diminuindo nos últimos anos, com a ascensão das faixas de menor renda, a classe média tradicional ainda representa cerca de um quarto do consumo nacional, de acordo com a Nielsen, uma empresa de pesquisa e análise de mercado – uma fatia estimada em cerca de R$ 800 bilhões por ano, equivalente a 35 vezes o custo do Bolsa Família para o governo em 2013.
A classe A/B responde por 86% das matrículas em escolas particulares, 78% das viagens e 74% dos gastos com lazer e cultura do país. “O desenvolvimento nos últimos dez anos não contemplou a classe média tradicional”, diz o economista Waldir Quadros, professor da Universidade de Campinas (Unicamp). Estudioso da classe média brasileira, ele defendeu, no final dos anos 1970, sua tese de mestrado. “A classe média está espremida, nervosa.”
Ao contrário do que ocorre com as faixas de renda mais baixa, o responsável pela alta no custo de vida dessa faixa da população não é a inflação do tomate ou de outros alimentos. A alta dos alimentos afeta todo mundo, mas pesa mais para os mais pobres. O que mexe com o bolso da classe A/B é um fenômeno chamado pelos economistas de “inflação de serviços”. Ela inclui itens como escolas, planos de saúde, empregadas domésticas, restaurantes e viagens, com maior peso no orçamento de quem ganha mais. Essa inflação dos serviços não se reflete plenamente nos principais indicadores de inflação do país. No IPCA, o índice oficial, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os serviços representam apenas 20% do total, embora alcancem 60% ou até 70% dos gastos familiares nas faixas de renda mais alta, segundo Renato Meirelles, diretor do Instituto Data Popular – voltado para o estudo do consumo dos emergentes e das faixas de menor poder de compra (classes C, D e E).

domingo, 2 de junho de 2013

Uma boa descoberrta principalmente para Elas, espero que seja bem vinda nos combates a esta doença.

02/06/2013 - 14:10

Pesquisa

Vinagre é aliado eficaz no diagnóstico do câncer de colo de útero

Uso do vinagre como método permitiu redução de 31% na taxa de mortalidade

Dados da Organização Mundial de Saúde apontam que, no Brasil, cerca de 69 milhões de mulheres com 15 anos ou mais estão em risco para o câncer de colo de útero
Dados da Organização Mundial de Saúde apontam que, no Brasil, cerca de 69 milhões de mulheres com 15 anos ou mais estão em risco para o câncer de colo de útero (Thinkstock)
A detecção do câncer de colo de útero com vinagre é uma técnica simples e barata que pode salvar milhares de mulheres que vivem nos países mais pobres, segundo estudo clínico realizado na Índia apresentado, neste domingo, nos Estados Unidos, durante a a conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica. O método consiste no uso de vinagre, de gaze e de uma lâmpada de halogêneo e exige uma formação básica para enfermeiros ou profissionais da área de saúde.

No exame, o profissional de saúde esfrega o colo do útero da mulher com vinagre, o que faz com que os tumores pré-cancerígenos fiquem brancos. Os resultados são apresentados um minuto depois, quando a luz da lâmpada é utilizada para inspecionar visualmente o colo do útero. Além da grande redução de custos, os resultados instantâneos são uma grande vantagem para as mulheres em áreas rurais que precisam viajar durante horas para receber atendimento médico.

Este estudo foi conduzido durante 15 anos com 150.000 mulheres indianas de 35 a 64 anos, examinadas a cada dois anos. Segundo os responsáveis pela pesquisa, os testes indicaram uma redução de 31% na taxa de mortalidade provocada pelo câncer de colo de útero.

LEIA TAMBÉM:Brasileira desconhece relação entre câncer de colo de útero e HPVEstudo identifica células que estão na origem do câncer de colo do útero"O câncer de colo do útero pode ser erradicado", diz Nobel de Medicina

Os pesquisadores estimam que o teste seria capaz de salvar anualmente 22.000 vidas na Índia e 73.000 em outros países em desenvolvimento, onde o câncer de colo de útero é uma das principais causas de mortalidade entre as mulheres. Isso porque, nesses países, há pouco ou nenhum acesso ao teste papanicolau, procedimento mais utilizado para detecção desta doença. O papanicolau detecta as mudanças das células do colo do útero que poderiam se tornar cancerígenas.

"Esperamos que os resultados deste estudo tenham um efeito importante na redução do número de casos de câncer de colo do útero na Índia e no mundo", disse Surendra Srinivas Shastri, médico e professor de oncologia preventiva do hospital Tata Memorial de Mumbai, principal autor do estudo.

As 150.000 mulheres recrutadas para este estudo não tinham antecedentes da doença. A metade foi submetida a um exame a cada dois anos com o vinagre e a outra metade não fez nenhum teste, situação mais comum na Índia. A incidência de câncer de colo do útero foi similar nos dois grupos, ocorrendo 26,5 para 100.000 casos nas mulheres submetidas aos testes de detecção e 26,7 para 100.00 nas outras. Mas o teste permitiu uma redução de 31% na taxa de mortalidade.

O câncer de colo de útero, para o qual existe prevenção, é responsável por 275.000 mortes por ano no mundo, sendo 80% dos casos registrados nos países em desenvolvimento.

É eles não levaram em conta que no espaço não é só vasios há muitas coisas que não são possívei junto com o corpo humano.

Espaço

Radiação é obstáculo para missão tripulada até Marte

Pesquisadores usaram robô Curiosity para medir efeitos da jornada espacial. Resultado: uma única viagem até o planeta vermelho equivaleria à quase toda radiação que um astronauta pode absorver ao longo da vida inteira

Mars Science Laboratory
Os cientistas mediram a quantidade de radiação que atingiu o Mars Science Laboratory durante os 253 dias de viagem até Marte. Se a nave estivesse tripulada, essa quantidade poderia causar danos à saúde dos astronautas (Southwest Research)
Missões tripuladas até Marte parecem estar cada vez mais perto da realidade. A Nasa já afirmou que pretende mandar astronautas ao planeta até 2030, e uma série de investidores privados anunciaram a intenção de fazer o mesmo antes disso — até mesmo para gravar um reality show. Um novo estudo publicado nesta quinta-feira na revista Science lembra que esse tipo de missão não é tão simples assim. Segundo os pesquisadores, os riscos para um astronauta enviado até Marte começam antes mesmo de pousar no planeta. A quantidade de radiação a que ele estará exposto ao longo dos meses de viagem será próxima ao limite estabelecido pelas agências espaciais — o que pode significar sérios danos à saúde.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Measurements of Energetic Particle Radiation in Transit to Mars on the Mars Science Laboratory

Onde foi divulgada: periódico Science

Quem fez: C. Zeitlin, D. M. Hassler, F. A. Cucinotta, B. Ehresmann, R. F. Wimmer-Schweingruber, D. E. Brinza, S. Kang, G. Weigle, S. Böttcher, E. Böhm, S. Burmeister, J. Guo, J. Köhler, C. Martin, A. Posner, S. Rafkin, G. Reitz

Instituição: Instituto de Pesquisas Southwest, EUA

Dados de amostragem: Níveis de radiação medidos durante os 253 dias de viagem do Mars Science Laboratory até Marte

Resultado: Os pesquisadores mediram uma exposição de 1,8 milisievert  ao dia, equivalente a 0,66 Sievert por toda a viagem — próximo ao limite estipulado pela Nasa
Na Terra, essa radiação espacial não oferece nenhum tipo de perigo, pois ela é desviada pelo campo magnético do planeta. Nas viagens pelo espaço, no entanto, o astronauta não conta com a mesma proteção.
Os efeitos da radiação não costumam ser imediatos. Já no longo prazo, aumenta a incidência de câncer e de danos ao sistema nervoso.
Uma das radiações estudadas pelos pesquisadores é formada pelos chamados raios cósmicos galácticos. Eles são formados fora do Sistema Solar — provavelmente em supernovas – e podem atravessar a maioria dos escudos de proteção das espaçonaves. O outro tipo de radiação estudado corresponde às partículas energéticas solares, emitidas durante erupções na superfície do Sol.
Medidas anteriores da radiação espacial haviam sido feitas com instrumentos completamente desprotegidos, que não representam as condições que um ser humano enfrentaria durante suas viagens. Dessa vez, o estudo foi realizado a bordo do Mars Science Laboratory, a nave que carregou o robô Curiosity até Marte durante 253 dias, entre 2011 e 2012. “Os dados de nosso estudo são diferentes porque o detector de radiação que usamos estava debaixo de uma boa proteção (um escudo, semelhante ao que seria usado em missões tripuladas)”, diz Cary Zeitlin, pesquisador do Instituto de Pesquisa Southwest, nos Estados Unidos.
Longa viagem — Os pesquisadores utilizam uma unidade chamada Sievert para medir os efeitos biológicos da radiação. Uma dose de 1 Sievert está associada a um aumento de 5% nas chances de um indivíduo desenvolver um câncer fatal. Essa é a dose que a maior parte das agências espaciais estipula como limite para que seus astronautas absorvam durante toda a sua vida.
A partir das informações coletadas no Mars Science Laboratory, os pesquisadores estimaram que uma jornada de 180 dias até Marte (a duração de uma viagem considerada rápida pela Nasa) exporia os tripulantes a 0,66 Sievert, ou dois terços de toda a radiação que eles podem absorver durante sua carreira. “A exposição radioativa que medimos está no limite do que é considerado aceitável — ou talvez tenha até passado do limite. É uma dose equivalente a se submeter a uma tomografia computadorizada a cada cinco ou seis dias”, afirma Zeitlin.
Superfície – Segundo os pesquisadores, os perigos poderiam ser ainda maiores, uma vez que o estudo não leva em conta a radiação na superfície do planeta. A próxima pesquisa do grupo deve usar o robô Curiosity para medir a quantidade de partículas no solo de Marte. “Esses resultados fornecerão informações adicionais para avaliar os cenários de futuras missões”, diz o pesquisador, que destaca que alguns desses cenários levam em conta mais de 500 dias de exploração na superfície do planeta — a parte mais longa de todo o projeto.
Os cientistas dizem que a pesquisa deve incentivar o desenvolvimento de proteções mais eficazes para as naves espaciais e métodos mais potentes de propulsão, que possam encurtar o tempo de viagem. “Isso deverá ser resolvido de um jeito ou de outro antes que os humanos possam ir ao espaço profundo.”

A previsões estão se concretisando aos poucos.

31/05/2013 - 08:42

Astronomia

Rochas indicam presença de água corrente em Marte

Formato de pedregulhos fotografados pelo robô Curiosity sugere que eles teriam se formado em um rio, há bilhões de anos

Curiosity
A área estudada pelos pesquisadores, conhecida como Hottah, foi uma das primeiras visitadas pelo Curiosity, ainda em 2012. Agora, a partir da análise dos dados coletados, os cientistas concluíram que ela abrigava um rio perene, de forte correnteza (Malin Space Science Systems)
Há algum tempo os pesquisadores teorizam sobre a existência de água líquida em Marte. Hoje em dia, a superfície do planeta é basicamente uma vastidão seca e fria, mas diversas formações rochosas — como vales e canais — sugerem um passado muito mais úmido. Uma nova pesquisa publicada nesta quinta-feira na revista Science fornece as evidências mais fortes até hoje de que Marte não só possuía água, mas também rios por onde ela corria.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Martian Fluvial Conglomerates at Gale Crater

Onde foi divulgada: periódico Science

Quem fez: R. M. E. Williams, J. P. Grotzinger, W. E. Dietrich, S. Gupta, D. Y. Sumner, R. C. Wiens, N. Mangold, M. C. Malin, entre outros

Instituição: Instituto Niels Bohr, da Universidade de Copenhague

Dados de amostragem: Imagens capturadas pelo robô Curiosity no ano passado, que mostram formações rochosas no solo de Marte

Resultado: Ao analisar o formato das pedras, os pesquisadores concluíram que elas devem ter se formado no leito de um rio, sugerindo a presença de água corrente no planeta
A pesquisa analisou imagens capturadas pelo robô Curiosity no ano passado, que mostravam formações de cascalho e rochas. Assim que apareceram, as fotografias chamaram a atenção dos pesquisadores, pois a estrutura parecia ter se formado no leito de um rio. A nova pesquisa confirma a impressão inicial, sugerindo a presença de água corrente no planeta há cerca de três bilhões de anos.
As imagens formam um grande mosaico, de 1,4 metro por 80 centímetros, mostrando algumas áreas com grandes acúmulos de rochas, cimentadas como se fossem concreto. "Nós dividimos a imagem em campos menores, de 10 milímetros, e começamos a analisar o cascalho, que é formado por grãos grossos de areia medindo em torno de 0,3 milímetro. Depois, examinamos as pedras que medem entre 4 e 40 milímetros em maior detalhe. Ao todo, fizemos uma análise minuciosa de 515 pedras ", diz Asmus Koefoed, pesquisador do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhague e autor do estudo.
Quando as rochas são desgastadas pelo vento, elas se tornam angulares e ásperas — o que não era o caso das pedras fotografadas. Quando elas se movem em fluxos de água, no entanto, o desgaste acontece de uma maneira completamente diferente. Nesse caso, as pedras correm em meio a uma mistura de água e areia, batendo umas nas outras, fazendo com que seus cantos e bordas se tornem, eventualmente, suaves e arredondados — assim como as rochas fotografadas. “Descobrimos que quase todas as 515 pedras analisadas eram planas, lisas e redondas”, afirma Koefoed.
Nasa
rocha
As formações rochosas analisadas pelos cientistas se formaram a partir da junção de pedras, cascalho, areia e lama no leito de um rio
Formação — Segundo os pesquisadores, os depósitos analisados foram formados a partir do fluxo conjunto de areia fina, lama, cascalho e pedra. Todos esses sedimentos teriam se aglutinado com o passar do tempo, formando um material duro, parecido com o concreto. Os sedimentos localizados nas partes mais superficiais da formação foram, posteriormente, desgastados por partículas de areia carregadas em fortes ventanias.
O resultado permite aos pesquisadores entender um pouco mais sobre o passado de Marte. "Para mover e formar essas pedras arredondadas, é necessário que tenha existido água corrente com uma profundidade de entre 10 centímetros e um metro, com um fluxo de cerca de 1 metro por segundo — um pouco mais rápido do que um típico rio dinamarquês", explica Morten Bo Madsen, pesquisador do Instituto Niels Bohr.
Até agora, os pesquisadores pensavam que o período quente e úmido de Marte deveria ter acontecido entre 3,5 e 3,7 bilhões de anos atrás, mas o novo estudo sugere que ele se estendeu até entre 2 e 3 bilhões de anos atrás.
Segundo os pesquisadores, o estudo mostra que o planeta pode ter sido um local dinâmico, muito mais propício ao desenvolvimento da vida do que hoje. Além de água corrente, pesquisas recentes usando o Curiosity mostraram que havia em sua superfície uma série de minerais essenciais para a vida de microorganismos. Assim, o robô cumpriu um dos objetivos para o qual foi construído: investigar se Marte, em algum momento, foi um ambiente com condições para o desenvolvimento de vida.

O link com todas as esplicações abaixo.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/rochas-fornecem-evidencia-de-agua-corrente-em-marte