quinta-feira, 23 de junho de 2011

Para quem não acredita aqui esta a nave para ver como era.

Espaço

Discovery vira peça de museu

Aposentado, o ônibus espacial Discovery está sendo preparado para ser exposto no Museu Aeroespacial Smithsonian de Washington, nos Estados Unidos. O Discovery aterrissou pela última vez no Centro Espacial Kennedy em 9 de março. Foi a 39ª missão da espaçonave mais utilizada pela Nasa para levar astronautas e equipamentos ao espaço. Sua trajetória como veículo aeroespacial começou em 1984, quando colocou em órbita três satélites de comunicação. No último lançamento, um módulo de armazenamento, peças de reposição e o primeiro robô humanoide a viajar ao espaço - o Robonaut 2 - foram entregues à Estação Espacial Internacional.
O ônibus espacial Discovery durante sua última missão em 26 de fevereiro de 2011
O ônibus espacial Discovery durante sua última missão em 26 de fevereiro de 2011 - NASA/Getty Images
O ônibus espacial Discovery no Centro Espacial Kennedy em 09 de março de 2011, após sua última missão para a Estação Espacial Internacional
O ônibus espacial Discovery no Centro Espacial Kennedy em 09 de março de 2011, após sua última missão para a Estação Espacial Internacional - Joe Raedle/Getty Images
Compartimento para transporte de carga do ônibus espacial Discovery, no Centro Espacial Kennedy, Flórida
Compartimento para transporte de carga do ônibus espacial Discovery, no Centro Espacial Kennedy, Flórida - Justin Dernier/EFE
Compartimento para transporte de carga do ônibus espacial Discovery, no Centro Espacial Kennedy, Flórida
Compartimento para transporte de carga do ônibus espacial Discovery, no Centro Espacial Kennedy, Flórida - Gary I Rothstein/EFE
Cabine do ônibus espacial Discovery, no Centro Espacial Kennedy, Flórida
Cabine do ônibus espacial Discovery, no Centro Espacial Kennedy, Flórida - Justin Dernier/EFE
O ônibus espacial Discovery no Centro Espacial Kennedy, Flórida
O ônibus espacial Discovery no Centro Espacial Kennedy, Flórida - Gary I Rothstein/EFE
Cabine de comando do ônibus espacial Discovery, no Centro Espacial Kennedy, Flórida
Cabine de comando do ônibus espacial Discovery, no Centro Espacial Kennedy, Flórida - Justin Dernier/EFE
O ônibus espacial Discovery no Centro Espacial Kennedy, Flórida
O ônibus espacial Discovery no Centro Espacial Kennedy, Flórida - Gary I Rothstein/EFE
O ônibus espacial Discovery no Centro Espacial Kennedy, Flórida
O ônibus espacial Discovery no Centro Espacial Kennedy, Flórida - Gary I Rothstein/EFE
Interior do ônibus espacial Discovery, no Centro Espacial Kennedy, Flórida
Interior do ônibus espacial Discovery, no Centro Espacial Kennedy, Flórida - Justin Dernier/EFE
O ônibus espacial Discovery no Centro Espacial Kennedy, Flórida
O ônibus espacial Discovery no Centro Espacial Kennedy, Flórida - Justin Dernier/EFE
O ônibus espacial Discovery no Centro Espacial Kennedy, Flórida
O ônibus espacial Discovery no Centro Espacial Kennedy, Flórida - Bruce Weaver/AFP












Esses intocaveis que não levam a nada deveriam se preocupar por coisas mais importantes e não se prender com coisas banais, que cada um leve a vida que quer.

União homossexual

'Na prática, o STF está mudando a Constituição'

Jeronymo Pedro Villas Boas, juiz que afrontou decisão do STF ao anular uma união gay em Goiânia, diz que se baseou no conceito de família previsto na Carta de 1988 e que não pode ser alterado por nenhuma instância do Poder Judiciário

Hugo Marques
Juiz Jeronymo Pedro Villas Boas Juiz Jeronymo Pedro Villas Boas (Lula Marques/Folhapress)
'Homofobia é um conceito que está sendo fabricado por alguns ativistas políticos que defendem concepções minoritárias no âmbito social, para taxar ou rotular pessoas que representam a maioria da população'

Jeronymo Pedro Villas Boas, titular da 1ª Vara de Registros Públicos de Goiânia

O juiz goiano Jeronymo Pedro Villas Boas, titular da 1ª Vara de Registros Públicos de Goiânia, chamou atenção do país na última sexta-feira. Contrariando o Supremo Tribunal Federal (STF), que doze dias antes decidira que a união estável entre casais do mesmo sexo tem o mesmo valor legal que as relações entre homens e mulheres, ele anulou um dos primeiros casamentos entre homossexuais realizados no país sob a nova ordem. Amparados pela decisão do STF e vestidos a caráter, com padrinhos e tudo, o jornalista Liorcino Mendes e o estudante Odílio Torres haviam corrido a um cartório de Goiânia para formalizar a relação iniciada um ano antes. Saíram de lá com a certidão de casamento debaixo do braço. Vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), o juiz Villas Boas anulou a certidão. Ministros do STF e entidades de classe, como a Ordem dos Advogados do Brasil, classificaram a atitude dele como uma afronta. Casado, pai de dois filhos, juiz há 19 anos, Villas Boas não se abalou. Criticou os colegas e ainda tachou de “ilegítima e inconstitucional” a decisão dos ministros.  Pastor da Assembleia de Deus, uma congregação evangélica contrária ao casamento entre homossexuais, o magistrado esteve na Câmara dos Deputados para receber uma moção de apoio da bancada evangélica. Em entrevista  ao site de VEJA, o juiz acusa o Supremo de mudar a Constituição.
O que o levou a contrariar uma decisão do Supremo? Eu atuei no estrito exercício da minha competência, como juiz da 1ª Vara de Registro Público, que tem poder de corrigir atos dos cartórios da minha jurisdição. Tomei conhecimento pela imprensa do registro desse ato notarial (o casamento de Liorcino e Odílio), onde se pretendia, além de simplesmente afirmar-se uma união entre duas pessoas do mesmo sexo, constituir uma família sob a proteção do estado. Entendo que, para que um casal obtenha reconhecimento perante o estado, deve procurar a via judicial e obter isso por meio de uma sentença de um juiz. Só assim, a meu ver, com a decisão judicial transitada em julgado, é possível obter os efeitos jurídicos que decorrem do casamento, como incluir o companheiro ou a companheira na previdência social, por exemplo.
O senhor tomou essa decisão por ser evangélico? É evidente que qualquer formação ou concepção religiosa ou filosófica influi no convencimento do magistrado, mas isso não é determinante. Veja bem, nós vivemos num país de maioria cristã, o Estado brasileiro é constituído sob a proteção de Deus, está no preâmbulo da Constituição. O Estado brasileiro não é laico. Ele só não professa uma religião. Temos aqui uma sociedade religiosa, com diversas crenças, onde cada indivíduo tem liberdade de culto, e o Estado não pode se imiscuir nisso. Eu, como magistrado, não me determino pela minha formação eminentemente religiosa, ou pelo que eu compreendo de fé. Minha decisão é técnica, é eminentemente jurídica. Ela tem um fundo e uma concepção axiológica, dos meus valores pessoais, porque o juiz não se distancia disso. Da mesma forma que a decisão do Supremo, o voto do ministro Ayres Brito, o voto do ministro Luiz Fux, que foram declarados, têm concepção axiológica, são os valores que eles sedimentaram ao longo da vida.
Mas decisão do Supremo não se muda. Afinal, é a mais alta corte do país. O senhor foi bastante criticado. Recebei muitos aconselhamentos... Mas o juiz tem que ter, no mínimo, coragem de decidir. Se o juiz não tiver coragem, ele não deve ser juiz.
A decisão foi revista pela corregedora do Tribunal de Justiça de Goiás. O senhor ficou decepcionado? Certamente isso aconteceu pelo impacto que a decisão teve no âmbito da sociedade. A reação dos órgãos superiores, do próprio Supremo, através de entrevistas que foram dadas por ministros, levaram a corregedora a avocar o processo e decidir uma questão que estava afeta a um juiz de primeiro grau como se fosse uma juíza de primeiro grau, quando na realidade ela é apenas corregedora de Justiça. Provavelmente essa desembargadora recebeu um telefonema de alguém, não é?
Na prática, a decisão do Supremo significa que casais homossexuais também podem constituir família, e que as regras que valem para uma relação entre homem e mulher valem também para casais formados por pessoas do mesmo sexo. O senhor vê riscos nisso? O conceito de normalidade hoje, na sociedade globalizada, é muito complexo. Pelos meus padrões morais de conduta, de vida, eu não acredito que uma criação num lar com um ambiente em que a relação homossexual é livre possa trazer a uma criança que ali for criada, por exemplo, uma sedimentação de valores comuns, que a sociedade tem. Essa criança certamente sedimentará os mesmos valores ali do núcleo de relacionamento em que ele vai viver. Isso vai gerar  dificuldades de convivência social. Essa criança com certeza sofreria maior dificuldade de sociabilização num ambiente de escola, porque aquele núcleo familiar pode ser normal num primeiro momento, mas depois vai gerar um conflito.
O senhor vê falhas na decisão do STF? Na medida que o Supremo abre a possibilidade de interpretar a Constituição de forma ampliativa e cria uma nova figura de família, entre aspas, ele abre a oportunidade ou a possibilidade de reinterpretação da Constituição para incluir outros tipos de família, como a família poligâmica, onde um indivíduo mantém um relacionamento contínuo e estável, com aparência de constituição de núcleo familiar sob o mesmo teto, por um período longo. Ocorreu aí, aparentemente, a quebra do princípio de que a família no Brasil só se forma entre homem e mulher, a família monogâmica. Talvez aqueles indivíduos de origem árabe, que na sua própria estrutura religiosa e social admitem a formação de haréns, possam viver no Brasil e reivindicar a proteção do estado. O Judiciário não pode mudar a Constituição. O Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, decidiu incluir no direito de família mais um tipo de família, que seria aquela formada por indivíduos do mesmo sexo. Quando o Supremo faz isso e proíbe todos os tribunais e juízes que venham a decidir o contrário, na realidade ele mudou a Constituição.
Como juiz de registro público, o senhor já decidiu em ações nas quais homossexuais queriam mudar de nome, de homem para mulher? Nego. É preciso saber se o indivíduo que se apresenta como homem realmente tem na sua integralidade o aparelho reprodutor masculino e se o indivíduo que se apresenta como mulher tem aparelho sexual feminino, que inclui útero, ovário e demais órgãos que são propícios à reprodução. Por que isso? Porque para a habilitação e casamento, não se exige mais do que a certidão de nascimento. Há uma burla da lei quando você tira qualquer referência ao sexo original da pessoa e a transforma em pessoa de outro sexo.
O que o senhor achou das cartilhas do Ministério da Educação contra a homofobia? Homofobia é um conceito que está sendo fabricado por alguns ativistas políticos que defendem concepções minoritárias no âmbito social, para taxar ou rotular pessoas que representam a maioria da população, que são legitimadas inclusive a discursarem, a representarem a população nos parlamentos, para criar uma espécie de separação ou de fissura social entre aqueles que são a favor ou contra algum comportamento. O que deve ser contido no meio social, e poucos países incriminam esse tipo de conduta, a maioria de origem liberal não o faz, é o discurso do ódio. Incentivar a violência no Brasil é crime. Ninguém está incentivando violência contra homossexual ou qualquer grupo que se forme com opção sexual distinta daquela da maioria. Agora, o que não se pode querer é que a minoria dite o comportamento da maioria da sociedade, que, repito, é cristã e tem uma formação moral e valores diferentes, que devem ser respeitados.

Taí um protesto muito bom para este governo pois as coisas com preços e impostos estão um absurdo mesmo ninguem aguenta e até onde vai chegar ninguem sabe.

  • Preço da gasolina
  •   |  ISTOÉ Online
  •   |  22.Jun.11 - 18:00
  •   |  Atualizado em 22.Jun.11 - 23:47
Ataque de hackers tira site da Petrobras do ar
Terra
Os hackers brasileiros do grupo Lulz Security atacaram na tarde desta quarta-feira o site da Petrobras e deixaram a página fora do ar por alguns minutos. O grupo é o mesmo que derrubou os sites do governo brasileiro e da Presidência da República nesta madrugada e é vinculado ao grupo que atacou os sites do Senado americano e da CIA. Pelo perfil no Twitter, o grupo incentivou os membros a atacarem o site da Petrobras. "www.petrobras.com.br voce e capaz? entre na embarcacao e vamos atear fogo!", dizia o post. Instantes depois de derrubar a página, o grupo justificou o ataque: "Acorda Brasil! Nao queremos mais comprar combustivel a R$2.75 a R$2.98 e expotar a menos da metade do preco! ACORDA DILMA!", dizia um dos tweets. "Nao queremos ver o nosso combustivel sendo vendido nos paises da uniao mercosul ao preco medio de 1,60 a 1,90 e no brasil a 2.75 a 2.98!", afirmava outra postagem.
 

Isto é ua forma de vida que não podemos ver ao olho nú mais existe nas águas

22/06/2011 08h04 - Atualizado em 22/06/2011 08h52

Biólogo captura beleza da vida marinha nas águas gélidas da Rússia

Apesar de viverem nas profundezas de uma região inóspita, criaturas são ricas em cores.

Da BBC
O biólogo russo Alexander Semenov transformou em livro as imagens que ele e seus colegas produziram durante quatro anos de estudos da vida marinha na Estação Biológica do Mar Branco, centro de pesquisas no noroeste da Rússia.
Imagens do livro de Semenov. Veja mais abaixo.  (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )Imagens do livro de Semenov. Veja mais abaixo. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )
As imagens de Semenov foram feitas em uma região gélida e inóspita, que passa a metade do ano congelada. Ainda assim, as criaturas marinhas fotografadas por ele são ricas em cores.
Ele relata que algumas das criaturas fotografadas são comuns em diversos lugares do mundo; outras, porém, foram vistas por apenas alguns especialistas até hoje.
Sua espécie favorita é o molusco Coryphella polaris, 'uma lesma que vive a 30 metros (de profundidade) no escuro e em águas geladas, e é tão bonito', disse ele ao site TreeHugger.
O livro de Semenov já foi lançado na Rússia e agora está sendo traduzido ao inglês.
Imagens do livro de Semenov.  (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )
Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )
Imagens do livro de Semenov.  (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )Imagens do livro de Semenov. (Foto: Alexander Semenov / White Sea Biological Station )


quarta-feira, 22 de junho de 2011

É a coisa esta ficando muito concorrida e ficando melhor nas aeronaves.

22/06/2011 - 11h23

Novos rivais regionais não ameaçam Embraer, A320neo sim

Cesar Bianconi

Conheça o modelo A320neo da Airbus

 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARIS (Reuters) - A ameaça de novos concorrentes da Embraer de Rússia, Japão e China na produção de jatos regionais não se fez presente na Paris Air Show.
Mesmo não sendo um competidor direto dos aviões da fabricante brasileira, parece ter sido o A320neo, da Airbus, aquele que mais provocou.
Até o início da tarde de quarta-feira na França (manhã no Brasil), a fabricante europeia aparecia como vitoriosa no salão de aeronáutica que acontece esta semana no aeroporto de Le Bourget, como amplamente previsto, com pedidos de dezenas de bilhões de dólares anunciados, a maioria deles para o A320neo, versão do seu campeão de vendas A320.
O A320neo --embora não rivalize com os E-Jets da Embraer de 70 a 122 passageiros por ter maior porte-- afeta a fabricante brasileira e toda a indústria à medida que pode fazer com que companhias aéreas reavaliem seus planos de frota. O novo avião da Airbus promete economia relevante de combustível em um momento de preços do petróleo em alta. "O mercado está muito desafiador, com novos concorrentes, novos produtos. Até o A320neo acaba influenciando", afirmou à Reuters o vice-presidente de Aviação Comercial da Embraer, José Paulo de Souza e Silva, durante a feira.
Foto 2 de 5 - Avião modelo A320neo em imagem representativa. O novo avião da Airbus promete economia relevante de combustível em um momento de preços do petróleo em alta
Foto 3 de 5 - Avião modelo A320neo em imagem representativa. O novo avião da Airbus promete economia relevante de combustível em um momento de preços do petróleo em alta
Foto 4 de 5 - Avião modelo A320neo em imagem representativa. O novo avião da Airbus promete economia relevante de combustível em um momento de preços do petróleo em alta
Foto 5 de 5 - Avião modelo A320neo em imagem representativa. O novo avião da Airbus promete economia relevante de combustível em um momento de preços do petróleo em alta




domingo, 19 de junho de 2011

Eu não tenho nada a ver com isso mais na minha maneira de pensar acho que o Paiz deveria mander ele para os Italianos, o que acho é que apesar de ser o que ele é não deveria ser solto e legalizado por aqui, isto prova que o Brasil não tem coragem e nem competencia para efetuar isto com uma pessoa que fez o que fez e esta numa boa por aqui estes juristas estão mesmo sem senço de responsabilidade Tem muito que processar o Brasil e pagar tomar vergonha e os juristas deichar de ser um intocaveis sem responsabilidade pois aqui quem tem dinheiro nunca fica muito tempo preso sempre tem um geitinho de sair muito fácil.

Diplomacia

Battisti: Brasil tem poucas chances de escapar de Haia

Após negar extradição do terrorista, acordo com governo italiano é improvável e decisão caberá ao Tribunal Internacional de Justiça

Adriana Caitano
Hall do Palácio da Paz, sede da Corte de Haia, na Holanda Palácio da Paz, sede do Tribunal de Haia: governo italiano quer rever decisão do Brasil (Divulgação)

Não há empecilho jurídico ou diplomático para que a Itália processe o Brasil no Tribunal Internacional de Justiça, a Corte de Haia, na Holanda, depois que o governo brasileiro se recusou a extraditar o terrorista Cesare Battisti - condenado à prisão perpétua pela justiça italiana pela morte de quatro pessoas na década de 70.
A possibilidade de um acordo entre os dois países em uma comissão de conciliação é improvável, opinam especialistas ouvidos pelo site de VEJA. A comissão deve ser criada nesta semana. Mas não há sinais de que algum lado esteja disposto a ceder após o impasse criado em torno da questão. A abertura da ação em Haia - o mais importante órgão judiciário da Organização das Nações Unidas (ONU) - torna-se, portanto, cada vez mais próxima.
“O Brasil irá insistir no respeito à sua jurisdição interna e à Itália só interessa a extradição do Battisti”, diz o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Leonardo Nemer Caldeira Brant, ex-jurista da Corte de Haia. “Não há nenhum meio termo, um denominador comum ou uma margem de negociação nesse caso”.
Jurisprudência - Inédito, o julgamento será um marco na trajetória de Haia e servirá de jurisprudência para casos semelhantes. Em pauta, o questionamento suscitado pela Itália: o governo brasileiro violou o tratado bilateral de extradição quando decidiu não enviar o terrorista de volta?
Desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão do ex-presidente Lula de não extraditar Battisti, ganhou força no meio jurídico uma hipótese: o Brasil poderia se recusar a ser processado, o que inviabilizaria a abertura do processo. “O tratado assinado pelos países abre espaço para que as controvérsias sejam resolvidas no tribunal”, explica o professor de direito internacional da Universidade de São Paulo (USP) André de Carvalho Ramos.
É nesse item que o governo italiano se ampara. Em 1954, Brasil e Itália assinaram a Convenção sobre Conciliação e Solução Judiciária. Ainda em vigor, ela prevê que os casos de controvérsia entre os dois países devem ser submetidos a uma comissão conciliatória com integrantes das duas partes. A comissão nunca chegou a sair do papel.
Nesta sexta-feira, a Itália formalizou o pedido para que os três integrantes do grupo sejam indicados e comecem a analisar o caso. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o governo brasileiro reconhece o tratado e deverá respeitá-lo. O texto da convenção deixa claro que se os países não chegarem a um acordo em quatro meses terão de se submeter a Haia.
Redução de pena - O advogado Nabor Bulhões, que representa o governo italiano, destaca que o país tem muito clara sua intenção. “A Itália quer que o tratado de extradição com o Brasil seja cumprido e concorda em reduzir a pena de Battisti para 30 anos e deduzir dela o tempo que ele já ficou preso, como prevê o tratado”, informa.
Segundo Bulhões, o governo italiano quer exercer o direito de ter a decisão brasileira revista, já que acusa o Brasil de ter desrespeitado o tratado de extradição. Quando Lula decidiu manter Battisti em território nacional, a Advocacia-Geral da União (AGU) argumentou que o terrorista poderia sofrer “atos de perseguição e discriminação” caso voltasse a seu país. Os italianos alegam que a justificativa brasileira fere sua imagem democrática. E que os crimes praticados pelo terrorista foram comuns, sem conotação política.
Como a Corte de Haia nunca julgou um caso que envolvesse extradição, o resultado abrirá um precedente. “Há uma probabilidade grande de o Brasil perder. A Itália pode alegar que se subordina permanentemente ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que já garantiu não ter havido problemas no julgamento de Battisti”, ressalta o professor André de Carvalho Ramos.

Pelo geito não foi só o Palocci que conseguiu aumentar seu património o Amazonas não esta ficando fora, se isso virá mania daquiapouco são os de outros estados e no final todos eles estarão dentro desta lista, coisa boa ser politico neste Paiz, não é.

Parlamentares do AM triplicam patrimônio em quatro anos de mandato

Senadores, deputados federais e estaduais aumentaram seus patrimônios em até 21 vezes  de acordo com dados do TSE 

19 de Junho de 2011

Aristide Furtado/Jornal Acritica

Aumento patrimonial de até 2.058%, no espaço de quatro anos, de membros das bancadas parlamentares estadual e federal do Amazonas
Aumento patrimonial de até 2.058%, no espaço de quatro anos, de membros das bancadas parlamentares estadual e federal do Amazonas (Reprodução )
O aumento patrimonial de até 2.058%, no espaço de quatro anos, de membros das bancadas parlamentares estadual e federal do Amazonas mostra que o escândalo que provocou a queda do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, no dia 8 último, não é um caso isolado na política brasileira.
Palocci pediu demissão diante da denúncia de que multiplicou por 20 o patrimônio pessoal nos últimos quatro anos. Reportagem do jornal Folha de São Paulo, do dia 15 de maio, revelou que o ex-ministro declarou à Justiça Eleitoral, em 2006, bens no valor de R$ 375 mil (valores corrigidos). E entre 2009 e 2010, a empresa Projeto, de propriedade dele, comprou imóveis de R$ 7,5 milhões.
O cruzamento das declarações de bens de parlamentares à Justiça Eleitoral, nas eleições de 2006 e 2010, elaborado pela Organização não-governamental Transparência Brasil, e  consulta ao site do Tribunal Superior Eleitoral (www.tse.gov.br/) aponta multiplicação de três a 21 vezes do valor do patrimônio de deputados estaduais, federais e senadores do Amazonas.
A deputada estadual Conceição Sampaio (PP) registrou nesse período crescimento patrimonial de 2.058%. Em 2006, declarou R$ 36 mil. Tinha um carro Fiesta, de R$ 30,9 mil, aplicação no Bradesco de R$ 5 mil e uma linha telefônica de R$ 100. Em 2010, a declaração à Justiça Eleitoral saltou para R$ 777,7 mil.
A principal causa da multiplicação por 21 vezes do patrimônio foram R$ 515,2 mil em caderneta de poupança. E um apartamento no condomínio Napole, no bairro Parque Dez, Zona Centro-Sul de Manaus.
O patrimônio do deputado Adjuto Afonso (PP) foi multiplicado por nove nos últimos quatro anos. Saltou de R$ 115,4 mil para R$ 1,073 milhão. Um aumento de 829,3%. Na disputa de 2006, possuía dois apartamentos uma casa residencial, uma sala comercial, um terreno no residencial Ponta Negra e uma pick up S 10. Na declaração do ano passado incluiu mais três apartamentos, dois de R$ 266,5 mil cada, e um de R$ 118 mil. E ainda um carro, saldo de R$ 117,4 mil no Banco do Brasil e cotas da empresa L Queiros no valor de R$ 112,2 mil.
O valor dos bens declarados pelo deputado Marcos Rotta (PMDB) multiplicou por sete vezes. Em 2006 era dono de R$ 80 mil. Possuía dois carros e um jet ski. Quatro anos depois suas posses saltaram para R$ 627 mil. Uma elevação de 683,8% sobre o valor anterior. A maior diferença foi provocada pelo registro de R$ 340 mil em espécie. Declarou também uma pick up Frontier, uma lancha reagal de R$ 120 mil e um lote de terras.
O patrimônio do ex-prefeito de Maués e deputado Sidney Leite (DEM) multiplicou por seis. Em 2006, quando concorreu ao cargo de vice-governador na chapa do hoje prefeito Amazonino Mendes (PTB), a declaração de bens do parlamentar somou R$ 152 mil. Na última eleição para ALE-AM, esse valor saltou para R$ 1,014 milhão. Além de uma casa, um terreno em área rural, um lote no residencial Ephigênio Sales, cotas de capital de uma construtora, declarou dois carros, um imóvel comercial em Maués, um apartamento de R$ 280 mil, no edifício Saint Remy, e três outros imóveis.
Sabino  na lista dos ‘pobres’
 Cinco parlamentares do Amazonas disseram à Justiça Eleitoral que empobreceram nos últimos quatro anos, segundo cruzamento dos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) das eleições de 2006 e 2010.
O deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB), que está no segundo mandato na Câmara de Deputados, apresentou queda de 81,91% no valor do patrimônio declarado à Justiça Eleitoral. Em 2006, quando deixou o mandato de vereador de Manaus para concorrer ao atual cargo, informou possuir R$ 1,1 milhão. Quatro anos depois, o parlamentar, abatido por um súbito empobrecimento, declarou apenas R$ 214,2 mil.
Ex-vice-prefeito de Manaus, o deputado Carlos Souza (PP) informou perdas de 67,12%. Em 2006 possuía R$ 1,4 milhão. O deputado federal (hoje está no terceiro), Souza entregou declaração no valor de R$ 485,9 mil. Uma diferença a menor de R$ 991,9 mil.
O irmão dele, o deputado estadual Fausto Souza (PRTB) foi outro parlamentar que teve a relação de bens esvaziada. Na eleição de 2006, disse que tinha R$ 508,6 mil. Quatro anos depois, esse valor caiu para R$ 185 mil. Uma perda de R$ 323,6 mil, o que significa 63,6%.
Faz parte da lista de parlamentares que apresentaram redução do valor dos bens o deputado federal Silas Câmara (PSC). Entre 2006 e 2010, o patrimônio dele caiu 35,5%. Silas, que está no quarto mandato na Câmara de Deputados, possuía R$ 574 mil. No ano passado informou ser dono de  R$ 370 mil à Justiça Eleitoral.  Uma diminuição de R$ 203,9 mil.
Deputado estadual no quarto mandato, Sinésio Campos (PT) está entre os parlamentares que, em 2010, disseram ao Tribunal Superior Eleitoral ter perdido patrimônio nos últimos quatro anos. Em 2006, declarou R$ 218 mil. No ano passado, disse ser proprietário de R$ 180 mil.
Braga lidera ranking local no Senado
O ex-governador e hoje senador Eduardo Braga (PMDB) lidera o ranking de elevação patrimonial entre os representantes do Amazonas no Senado. Em quatro anos o valor da declaração dele quase quatriplicou.
Saltou de R$ 4,1 milhões em 2006 quando disputou a reeleição para o Governo do Estado para R$ 16,4 milhões em 2010.
A lista de bens de Braga é composta por 32 itens. O de valor mais elevado é a aplicação de R$ 5,3 milhões em renda fixa no Bradesco. Mais R$ 3,7 milhões estavam aplicados em um fundo de investimentos do mesmo banco.
Cotas de capital da Parintins Veículos no total de R$ 2,6 milhão integram a declaração; um terreno edificado na Ponta Negra, de R$ 800 mil; aplicação no banco Safra, de R$ 750,6 mil; um apartamento no edifício Farol da Ponta Negra, de R$ 338,5 mil, outro no Maison Camille de R$ 570,4 mil. 
As posses da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) cresceram 35,7%. Em 2006, na eleição para deputada federal possuía R$ 243,5 mil em bens.
Rebecca tem maior crescimento
Representantes do Amazonas na Câmara Federal também registraram, nos últimos quatro anos, crescimento do patrimônio. O mais expressivo ficou por conta da lista de bens da deputada federal Rebecca Garcia (PP), filha do empresário e ex-deputado Francisco Garcia.
Rebecca teve o valor dos bens multiplicado por seis no período. Em 2006, declarou R$ 367,4 mil à Justiça Eleitoral. Eram R$ 260 mil em  dinheiro vivo, participação em duas empresas e um apartamento na rua Recife. Na disputa pela reeleição o valor declarado subiu para R$ 2,2 milhões.
Um dos fatores da elevação foi o registro de R$ 875 mil de capital social da firma JG Rodrigues que antes havia sido registrado por R$ 625. Pesou no crescimento patrimonial R$ 500 mil de cotas da empresa GBR Componentes da Amazônia e R$ 488,7 mil de saldo credor na firma JG Rodrigues.
O segundo maior crescimento patrimonial foi do deputado federal Átila Lins (PMDB). Saltou de R$ 1,2 milhão para R$ 1,7 milhão. Uma evolução de 42,5%.