quarta-feira, 10 de agosto de 2022

TÁ AI UMA COISA QUE EU NÃO SABIA

 

O que formigas têm a ver com a evolução do cérebro humano

Nova pesquisa refuta estudo do ano passado, concluindo que o cérebro humano não sofreu redução nos últimos 3 mil anos

Pesquisa agora contestada usou formigas para estudar os possíveis motivos do aumento ou diminuição do tamanho do cérebro
Pesquisa agora contestada usou formigas para estudar os possíveis motivos do aumento ou diminuição do tamanho do cérebro
Foto: kuritafsheen77 / Freepik

Pesquisadores contestam a ideia de que o cérebro humano tenha diminuído nos últimos 3 mil anos em um estudo publicado na revista científica Frontiers in Ecology and Evolution. A hipótese havia sido publicada na mesma revista, em 2021, e usava formigas para estudar os possíveis motivos do aumento ou diminuição do tamanho do cérebro. A pesquisa anterior propôs que a (suposta) redução estava relacionada à expansão da inteligência coletiva nas sociedades.

Na nova pesquisa, Mark Grabowski e Brian Villmoare refutam o estudo do ano passado, concluindo que o cérebro humano não sofreu redução nos últimos 3 mil anos.

São dois os principais pontos de contestação. O primeiro diz respeito à abrangência das amostras examinadas: metade dos 987 crânios representam apenas os últimos 100 anos, o que não possibilitaria uma análise adequada sobre quanto o tamanho do cérebro humano mudou ao longo do tempo.

Já o segundo argumento é referente à relação entre os crânios selecionados e o período de surgimento de sociedades mais complexas, citado no estudo.

Grabowski e Villmoare destacam que o surgimento dessas organizações sociais ocorreu em momentos diferentes ao redor do mundo — o que significa que deveria existir uma variação, entre as diferentes populações, do momento da suposta redução do tamanho do cérebro.

No entanto, a pesquisa de 2021 apresentaria apenas 23 crânios condizentes com os períodos dessas alterações e teria agrupado espécimes de locais diferentes, incluindo Inglaterra, China, Mali e Argélia.

Como era o estudo contestado

Por meio de análise de fósseis e de crânios humanos modernos, a primeira pesquisa havia concluído que o cérebro humano aumentou em dois períodos (2,1 milhões e 1,5 milhão de anos atrás), durante o Pleistoceno, e diminuiu cerca de 3 mil anos atrás, durante o Holoceno — período de avanços técnicos que levaram, por exemplo, à formação de grupos sociais maiores. Além dos crânios, os pesquisadores recorreram ao estudo de formigas para conduzir o estudo.

“Nós propomos que formigas podem prover modelos diversos para entender por que cérebros podem aumentar ou diminuir de tamanho em virtude da vida social. Compreender por que cérebros aumentam ou diminuem é algo difícil de se estudar utilizando apenas fósseis”, afirmou na época James Traniello, um dos autores da pesquisa.

O estudo do tamanho, estrutura e uso de energia do cérebro de algumas formigas (incluindo, por exemplo, formigas-tecelãs e saúvas) indicou que o fenômeno da inteligência coletiva e a divisão de trabalho poderiam contribuir para a variação do tamanho do cérebro.

Ou seja, em um grupo social em que o conhecimento é compartilhado ou em que indivíduos são especializados em uma determinada tarefa, os cérebros podem se adaptar para se tornarem mais eficientes e reduzirem em tamanho. 

De acordo com a pesquisa, a redução aconteceria porque a externalização do conhecimento requer menos energia para armazenar informações enquanto indivíduos. Ou seja, não haveria mais necessidade de cérebros tão grandes.

“Nós propomos que essa redução foi devida à crescente confiança na inteligência coletiva; a ideia de que um grupo de pessoas é mais inteligente do que a pessoa mais inteligente do grupo”, afirmou Traniello.

Mas a nova pesquisa detonou essa teoria. "Reexaminamos o conjunto de dados e descobrimos que o tamanho do cérebro humano não mudou em 30 mil anos, e provavelmente não em 300 mil anos", disse Villmoare. "De fato, com base neste conjunto de dados, podemos identificar nenhuma redução no tamanho do cérebro em humanos modernos durante qualquer período de tempo desde as origens de nossa espécie."

 

 

 

OLHA AQUI UM DOS GRANDES ALERTAS, AS COISAS ESTÃO MUDANDO E NEM MUITA GENTE ESTA SE DANDO CONTA DISTO, ISTO JÁ É A GRANDE PROVA DE QUE COISAS VIRÃO PARA OS ANOS A FRENTE.

 

Extensão do gelo marinho da Antártida atinge menor nível em julho

Número de julho ficou 7% menor do que média dos últimos 44 anos

A extensão do gelo marinho da Antártida bateu um novo recorde negativo no mês de julho e ficou 7% inferior à média histórica dos últimos 44 anos para esse período, informou o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, nesta segunda-feira (8).

Extensão do gelo marinho ficou 7% abaixo da média dos últimos 44 anos
Extensão do gelo marinho ficou 7% abaixo da média dos últimos 44 anos
Foto: EPA / Ansa - Brasil

"O Oceano Antártico viu áreas generalizadas de concentração de gelo marinho abaixo da média dos mares de Amundsen e Bellingshausen até o norte do mar de Weddell, bem como na maior parte do Oceano Índico", diz o comunicado.

O relatório ainda aponta que a extensão do Mar Ártico ficou 4% abaixo da média, ficando o mês como o 12º mais baixo para julhos da história, exatamente acima dos menores valores vistos entre 2019 e 2021.

O Serviço Copernicus ainda apontou que, globalmente, o mês de julho de 2022 ficou entre os três meses mais quentes da história, perto de 0,4°C sobre 1991-2020, um "pouco mais fresco" do que julho de 2019 e um pouco acima de julho de 2016.

Considerando só a Europa, o período foi o sexto mais quente da história. Já em diversas áreas do sul do planeta, a temperatura ficou abaixo da média.

Além disso, o mês de julho foi mais seco do que a média na maior parte da Europa, "com recordes de pouca chuva no leste e secas severas em diversos locais no sudoeste e sudeste". "Essas condições afetaram as economias localmente e facilitaram a disseminação e intensificação de incêndios florestais", aponta ainda.

Também ficaram mais secos do que as médias históricas "muitas áreas na América do Norte e grandes regiões na América do Sul, Ásia Central e Austrália". .

 

ISTO É REALMENTE INTERESSANTE

 

Aranhas-saltadoras seriam capazes de ter sonhos

Observações de aranhas-saltadoras sugerem que elas possuem algo similar ao sono REM, e poderiam inclusive ter sonhos

Um novo estudo sugere que as aranhas-saltadoras, também conhecidas como aranhas-papa-moscas, membros da família mais numerosa da ordem e que muitos criam como animais de estimação, têm uma característica inesperada em comum com humanos e outros vertebrados: um comportamento similar ao sono REM, que sugere inclusive que estes pequenos aracnídeos são capazes de... sonhar.

Aranhas-saltadoras, como a Platycryptus undatus acima (tamanho real: 9 mm) apresentam comportamento que até então, se pensava ser exclusivo de vertebrados (
Aranhas-saltadoras, como a Platycryptus undatus acima (tamanho real: 9 mm) apresentam comportamento que até então, se pensava ser exclusivo de vertebrados (
Foto: Kevincollins123/Wikimedia Commons / Meio Bit

O que é sono REM?

O sono é geral é dividido em várias fases, separados por diferenças na atividade cerebral. Sono REM ou R.E.M. (agora você sabe de onde veio o nome da banda), de Rapid Eye Movement, ou Movimento Rápido dos Olhos em português, já foi chamado no passado de sono paradoxal, pois devido à atividade do tálamo, o cérebro se comporta como se estivéssemos acordados. Mas continuamos dormindo.

É nesta fase do sono que coisas estranhas acontecem. O controle muscular autônomo é cortado, para que o corpo não "encene" as situações criadas durante os sonhos mais vívidos, que se formam neste cenário. É daí que vem a paralisia do sono, quando "acordamos" parcialmente neste ponto; estamos conscientes, mas completamente imóveis.

O sono REM propriamente desenvolvido é exclusivo dos mamíferos, em especial dos humanos, embora já tenha sido observado em répteis e pássaros. Até então, pensava-se ser um processo cognitivo presente apenas em vertebrados.

Essa percepção mudou completamente por acaso, graças a uma pesquisa não relacionada conduzida pela Dra. Daniela Rößler, ecologista comportamental e pós-doutoranda da Universität Konstanz, ligada ao Instituto Max Planck da Alemanha.

Ela coletou aranhas-saltadoras para outra pesquisa, que visava analisar seu comportamento quando confrontadas com versões impressas em 3D de aranhas predadoras, quando notou algo curioso.

Uma noite, ela observou que todas as aranhas estavam penduradas de cabeça para baixo, suspensas por seus fios de seda, no que Rößler inicialmente pensou que todas estavam mortas. Uma análise mais detalhada constatou que, na verdade, elas estavam dormindo.

Aranhas sonham com moscas elétricas?

Uma espécie em específico, a Evarcha arcuata, se tornou o objeto de estudos da dra. Rößler, dado a um comportamento noturno peculiar. Com apenas 6 mm de comprimento, esta aranhinha exigiu a aquisição de uma câmera de visão noturna (um modelo barato, segundo a pesquisadora), ligada a uma lente de aumento graças à boa e velha gambiarra, com fita adesiva.

O que a câmera capturou a seguir foi algo que a naturalista não esperava. Enquanto dormia, a Evarcha arcuata movia as pernas, o abdômen e até mesmo as fieiras, as organelas que produzem as teias. As patas inclusive se retraíam em direção ao esterno, como as aranhas fazem quando morrem.

Como a aranha continuava dormindo, a dra. Rößler deduziu que este poderia ser um comportamento similar ao do sono REM, atestado ao observar espécimes recém-nascidos. Graças a seu exoesqueleto semitransparente nos primeiros momentos de vida, foi possível observar que os tubos retinianos, estruturas internas que aranhas usam para reposicionar seus olhos, se movimentam enquanto o espécime dorme.

Outros artrópodes não possuem estruturas especializadas para mexer os olhos. Moscas e abelhas, por exemplo, precisam mover suas cabeças para direcionar a visão a um determinado ponto.

A pesquisa é importante porque desafia o que se sabe sobre o sono REM, principalmente, que ele não é um processo tão complexo assim, e que pode ter surgido muito mais cedo, na linha do tempo da Evolução, do que se pensava.

Além disso, o comportamento levanta a hipótese de que estas aranhas, que não são maiores que uma unha, podem ter experiências similares a sonhos, embora não se saiba o quão rudimentar eles sejam.

No mais, fica a dúvida de como seria a aparência do Rei dos Sonhos, do ponto de vista de uma aranha-saltadora.

Referências bibliográficas

RÖßLER, D. C., KIM, K., DE AGRÒ, M., SHAMBLE, P. S. Regularly occurring bouts of retinal movements suggest an REM sleep-like state in jumping spiders. PNAS, Volume 119, N.º 33, 3 páginas, 8 de agosto de 2022. Disponível aqui.

 

 

 

 

 

terça-feira, 9 de agosto de 2022

INFELISMENTE ESTA CASA NÃO TEM MAIS MÉRITO NENHUM, ENTRA UM SAI OUTRO E DEPOIS VOLTA DENOVO SE TORNA UM VICIO MACABRO E SOMBRIL, UMA CASA RODEADA DE BANDIDOS, QUE SÕ TRABALHAM PARA O MAU DE UMA POPULAÇÃO E FAVORECE MUITO A BANDIDOS, NARCOTRAFECOS E MUITA GENTE QUE NÃO QUER NEM SABER DOS OUTROS, ,POR ISSO JÁ PASSOU O TEMPO DE TER FECHADO ESTA CASA E COLOCADO TODOS NA CADEIA A MUITO TEMPO, ESPERO QUE ISSO ACONTEÇA E RÁPIDO.

 

'Vou me despedir moído, mas mantive a altivez', diz Fux sobre saída da presidência do STF

Ele deixa a presidência do STF no dia 12 de setembro, quando transferirá o cargo à ministra Rosa Weber.

"Me despeço daquela cadeira [de presidente] que, segundo alguns, é uma cadeira de moer gente. Vou me despedir moído, mas mantive meu papel de brasileiro, equilibrando os poderes, não apagando fogo com gasolina, mantendo a sobriedade e a altivez que o magistrado deve ter. Graças ao bom Deus, consegui equilibrar exercendo essa função muito árdua", afirmou ele em uma palestra que fez no Iasp (Instituto de Advogados de São Paulo)

O evento, no formato de reunião-almoço, voltou a ser realizado pela primeira vez depois de um intervalo de dois anos em que ficou suspenso por causa da epidemia de Covid-19.

Os 250 ingressos colocados à venda por R$ 250 para associados, e R$ 350 para não associados, foram todos vendidos.

No discurso, Fux falou em tom de despedida e fez um breve balanço de seus principais desafios na presidência do STF.

Durante seu mandato, a Corte sofreu reiteradas críticas do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). Fux não tocou no nome dele, mas disse que o tribunal age sempre, e exclusivamente, quando é "demandado".

"É preciso que alguém promova uma ação", afirmou ele à plateia de advogados.

"Fala-se em judicialização da política. Não é o Judiciário que quer tratar de política. É a política que movimenta o Judiciário. E verificamos isso no dia a dia. Quando não há consenso no Parlamento [em torno da aprovação de uma lei], a primeira frase que se houve daquelas agremiações que não obtiveram sucesso [nas votações] é 'vou ao Supremo'."

Fux afirmou que ainda que "o Poder Judiciário foi colocado em terceiro lugar na ordem dos poderes [na Constituição] exatamente porque é o único que a competência constitucional para rever os atos dos demais poderes".

Quando provocado, disse ele ainda, o Supremo, "assim como todo o Judiciário", não pode simplesmente dizer que não vai julgar. "Nenhuma comunicação ao Supremo, nenhuma ameaça de lesão ao direito pode ficar sem resposta", afirmou.

Fux reconheceu, no entanto, que há uma judicialização excessiva e que muitas vezes chegam à Corte temas que ela não tem a capacidade de julgar.

Ele deu o exemplo de uma ação que questionava determinação do Ministério da Educação sobre a idade em que as crianças deveriam começar a frequentar as escolas.
"Começamos o voto dizendo 'eu não tenho formação em pedagogia'. Como é que vamos escolher a idade ideal de a criança entrar no colégio?", questionou.

Segundo Fux, já há um debate na Europa sobre a necessidade de "as cortes constitucionais desenvolverem a virtude passiva de decidir não decidir".

"Eu não julgo porque essa questão não é constitucional, mas, sim, social, por exemplo", disse ele.

No encerramento do discurso, Fux afirmou que o Supremo conseguiu diminuir seu acervo de 110 mil para 10 mil processos, graças ao fato de vivermos hoje na "era digital".

"O professor Eric Hobsmawm dizia, em seu livro 'A Era dos Extremos – O Breve Século 20', que os homens que navegavam pelos mares agora navegarão pela internet. Então nós vamos alcançar a grande virtude de transformar o Supremo Tribunal Federal numa corte eminentemente constitucional", afirmou.

"Ao obedecer a Constituição, nós estamos muito mais perto do porto que do naufrágio que alguns pessimistas anunciam", declarou ainda Fux aos advogados. "O Brasil está vivendo um grande momento. Em relação ao Judiciário, há grandes mudanças que têm dado muito certo."

Citando o jurista italiano Cesare Vivante, morto em 1944, o ministro finalizou: "Ele exclamava: 'Um outro tempo, um outro direito'. É hora de fazermos essa travessia. Porque, se não fizermos, ficaremos para sempre à margem de nós mesmos".

 

 

MÔNICA BERGAMO (FOLHAPRESS) - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, afirmou que vai sair "moído" do cargo, mas que conseguiu manter a sobriedade e a altivez nos dois anos em que esteve à frente da Corte.

Ele deixa a presidência do STF no dia 12 de setembro, quando transferirá o cargo à ministra Rosa Weber.

"Me despeço daquela cadeira [de presidente] que, segundo alguns, é uma cadeira de moer gente. Vou me despedir moído, mas mantive meu papel de brasileiro, equilibrando os poderes, não apagando fogo com gasolina, mantendo a sobriedade e a altivez que o magistrado deve ter. Graças ao bom Deus, consegui equilibrar exercendo essa função muito árdua", afirmou ele em uma palestra que fez no Iasp (Instituto de Advogados de São Paulo).

ESSA NÃO É A ULTIMA QUE AINDA VAI ASSUSTAR O MUNDO, VIRÃO MUITAS E ATÉ MAIS PIORES DAS DUAS ULTIMAS QUE JÁ CHEGARAM, EU FALO ESTÁ TUDO PREVISTO E ESTA ACONTECENDO.....

 

Varíola dos macacos chega a 67 municípios de SP dois meses após 1º caso

Primeiro paciente da doença no Estado foi notificado em 9 de junho; maioria está na capital

Em dois meses completados nesta segunda-feira, 8, a varíola dos macacos se espalhou por 67 municípios de São Paulo. O primeiro caso no Brasil - foi confirmado na capital paulista, em 9 de junho. Hoje, a cidade ainda concentra a grande maioria (80%) dos 1.636 pacientes do Estado, contabilizando 1.305 pessoas infectadas pelo vírus.

Foto: Poder360

A doença se espalhou primeiro pelos municípios vizinhos à capital, atingindo Guarulhos (26 casos), Santo André (25), São Bernardo do Campo (26), Osasco (24) e quase todas as outras cidades da região. Agora, o vírus avança no interior, seguindo das maiores para as menores cidades.

Em Campinas, já são 20 casos confirmados, enquanto a pequena Conchas registrou o primeiro paciente positivo no balanço desta segunda. Em Piracicaba, foram confirmados mais quatro casos nesta manhã, dentre os quais está um bebê de apenas um ano.

De navio

Um navio cargueiro com casos suspeitos de varíola dos macacos entre os tripulantes foi autorizado a atracar no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, nesta segunda-feira. A embarcação MV Capitain John P, de bandeira do Chipre, estava fundeada desde a última quinta-feira, 4, em área distante da costa, aguardando autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para adentrar o porto.

Três tripulantes com sintomas da doença desembarcaram entre quinta e sexta-feira, 5, e foram atendidos na rede de saúde do município. Eles apresentavam erupções cutâneas compatíveis com as produzidas pela doença, mas o resultado dos exames ainda não saiu. Outros 22 tripulantes permanecem a bordo do navio. O cargueiro saiu do porto de San Lorenzo, na Argentina.

A Anvisa foi informada sobre os casos suspeitos pelo capitão do navio e notificou a Santos Port Authority, que administra o cais, sobre a situação a bordo. A autoridade portuária informou que está seguindo os protocolos sanitários e as recomendações da agência. A entrada do navio no porto foi permitida para facilitar a inspeção que será realizada por agentes da Anvisa e das Vigilâncias Epidemiológicas estadual e municipal. A cidade de Santos tem 4 casos confirmados da doença até o momento.

Transmissão

A Secretaria de Saúde do Estado reforçou que o atual surto não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. O vírus da monkeypox, que faz parte da mesma família da varíola, é transmitido entre pessoas e a prevalência de contágio é por contato íntimo e/ou sexual, especialmente com quem apresentar as erupções no corpo.

A melhor forma de prevenção é evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele; higienizar as mãos com água, sabão e álcool em gel; não compartilhar roupas de cama, talheres, copos e objetos pessoais. Também é recomendado o uso de máscaras, protegendo contra gotículas de saliva entre casos confirmados e contactantes.

O principal sintoma da monkeypox é o aparecimento de lesões parecidas com espinhas ou bolhas no rosto, dentro da boca ou em outras partes do corpo. Outros sintomas são caroço no pescoço, axila e virilha, febre, dor de cabeça, calafrios, cansaço e dores musculares.

 

 

 

EU JÁ ANDEI AVISADO, AS COISAS ESTÃO MUDANDO E VÃO TODOS SEREM PEGOS DE SERPRESAS, O QUE ESTA ESCREITO JÁ VEM ACONTECENDO A VARIOS ANOS E VAI CADSA ANO AUMENTANDO MUITO MAIS ACREDITEM QUEM QUIZER.

 

Condições de seca atingem 60% das terras da União Europeia e do Reino Unido

Falta de chuva facilitou a propagação e a intensificação dos incêndios florestai; além disso, a Europa também enfrenta ondas consecutivas de calor brutais

Julho foi globalmente um dos três meses mais quentes registrados, cerca de 0,4 graus Celsius acima da média de 1991-2020

Julho foi globalmente um dos três meses mais quentes registrados, cerca de 0,4 graus Celsius acima da média de 1991-2020 Getty Images/EyeEm  

Cerca de 60% das terras da União Europeia e do Reino Unido – uma área maior que o Alasca e o Texas juntos – estão sob aviso ou alerta de seca, de acordo com o Observatório Europeu da Seca.

As descobertas foram baseadas em dados de um período de 10 dias perto do final de julho. O monitor disse que 45% das terras estão agora cobertas por “avisos”, o que significa que há um déficit de umidade no solo, enquanto 15% estão sob o nível mais severo de “alerta”, onde a vegetação está estressada – sofrendo com a falta de água.

Os dados coincidiram com um relatório publicado na segunda-feira (8) pela agência de monitoramento climático da União Europeia Copernicus, que disse que grande parte da Europa experimentou um mês de julho mais seco do que a média, com vários recordes locais quebrados para baixas chuvas no oeste, e seca atingindo várias partes do sudoeste e sudeste do continente.

Essas condições facilitaram a propagação e a intensificação dos incêndios florestais – o que também ocorre quando os países enfrentam ondas consecutivas de calor brutais como agora, momento em que a Europa vivencia um dos verões mais quentes já registrados no continente.

Os novos dados surgem no momento em que o mundo enfrenta uma crise alimentar que está reduzindo à medida que a Rússia suspende seu bloqueio às exportações de grãos da Ucrânia.

Os problemas climáticos extremos e a falta de cadeia de suprimentos pioraram a crise e provavelmente persistirão por algum tempo.

Um relatório recente do Centro Comum de Investigação, o serviço científico da Comissão Europeia, prevê uma queda de 8 a 9% na produção de milho, girassol e soja na UE devido às condições quentes e secas durante o verão, bem abaixo da média anual.

A cientista sênior da Copernicus, Freja Vamborg, aponta que “as condições secas dos meses anteriores, combinadas com altas temperaturas e baixas taxas de precipitação observadas em muitas áreas durante julho, podem ter efeitos adversos na produção agrícola e em outras indústrias, como transporte fluvial e produção de energia”.

Meses com pouca chuva

Em julho, os reservatórios de água em várias partes da Europa estavam em níveis muito baixos, insuficientes para sustentar a demanda, segundo dados da Copernicus.

O sul da Inglaterra experimentou seu julho mais seco desde que os registros começaram, em 1836, enquanto todo o Reino Unido teve o mês de julho mais seco em mais de 20 anos. O Reino Unido viu apenas 46,3 mm (56%) de sua precipitação média para o mês após um longo período com meses mais secos do que a média, com exceção de fevereiro.

Na França, julho registrou um total de chuvas de 9,7 mm, se tornando o mês de julho mais seco desde o início dos registros em 1959 e representando um déficit de chuvas de 85% em relação à média de 1991-2020.

Enquanto isso, na Itália, a falta de chuva desde dezembro de 2021 atingiu partes do norte do país, e o rio Po secou completamente em alguns lugares no início deste verão.

Em meados de julho, em Cremona – na metade do Pó -, a água estava mais de 8 metros abaixo do “zero hidrográfico”, impactando a produção de hidroenergia, agricultura e transporte.

Copernicus disse que a situação melhorou devido às chuvas no final do mês, que trouxeram um aumento de 40 centímetros para o rio, embora a produção hidrelétrica na região ainda esteja afetada.

Julho também foi globalmente um dos três meses mais quentes registrados, cerca de 0,4 graus Celsius acima da média de 1991-2020, e o sexto mês de julho mais quente na Europa, disse Copernicus.

Espanha, França e Reino Unido experimentaram pelo menos um dia acima de 40º Celsius no mês passado. No Reino Unido, as temperaturas subiram para mais de 40º Celsius em 19 de julho, com a vila inglesa de Coningsby registrando 40,3º pela primeira vez.

Enquanto isso, a Espanha registrou seu julho mais quente em mais de 60 anos nesta segunda-feira.

“Julho de 2022 foi extremamente quente na Espanha, o mais quente desde, pelo menos, 1961, com uma temperatura média de 25,6ºC, que é 2,7 ºC acima da média normal”, afirmou a agência meteorológica nacional do país, AEMET, em um post no Twitter. “Julho de 2022 foi 0,2 ºC superior ao de julho de 2015, que até agora era o ano com o mês de julho mais quente”, acrescentou.

Benjamin Brown e Molly Stazicker também contribuíram para esta reportagem

 

 

BURAQUINHO DANADO ESSE

 

Cratera no Chile dobra de tamanho e autoridades seguem investigando as causas

Quando descoberto, em 30 de julho, buraco tinha 25 metros de diâmetro

Autoridades da região do Atacama ativaram protocolos de segurança diante de um gigantesco sumidouro que apareceu nas proximidades da Mina Alcaparros, em Tierra Amarilla

Autoridades da região do Atacama ativaram protocolos de segurança diante de um gigantesco sumidouro que apareceu nas proximidades da Mina Alcaparros, em Tierra Amarilla Divulgação Cristóbal Zúñiga Alcade  

O buraco misterioso que surgiu na Mina Alcaparros, em Tierra Amarilla, no Chile, dobrou de tamanho desde o dia 30 de julho, quando foi descoberto, e agora as equipes do Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin) do país ainda buscam por respostas em um trabalho de investigação.

Inicialmente, o buraco perto media cerca de 25 metros, agora no entanto, a cratera se estende por 50 metros de diâmetro e tem profundidade de 200 metros.

No último comunicado, emitido no sábado (6), o Sernageomin informou que “foi verificada a presença de água nas galerias,e bombas de extração de água estão trabalhando para normalizar a situação”, escreveram.

O serviço também disse pelo Twitter que há um trabalho paralelo com o Comitê de Operações de Emergência interno, que foi acionado para atualizar as informações e analisar os próximos passos na investigação.

Autoridades locais expressaram preocupação de que a mina de Alcaparrosa possa ter inundado abaixo do solo, desestabilizando as terras ao redor.

Seria “algo completamente fora do comum”, disse o prefeito de Tierra Amarilla, Cristobal Zuniga, à mídia local.

*Com informações da Reuters