terça-feira, 1 de abril de 2014

Não é novidade estamos já dentro do problema e agora como sair dele, será que terá uma saida agradavél mais acho que para s chegar a uma saida vai ter que atravessar o problema.

Fonte: Reprodução/Chebucto

Planeta já sofre impacto de mudanças climáticas


Por Giovana Girardi 
Yokohama (AE) – Mudança climática não é um problema para o fim do século. Acontece agora, causando impactos no ambiente e nos seres humanos em todos os continentes e através dos oceanos. No futuro, amplificará os riscos já relacionados ao clima e criará novas ameaças para os sistemas naturais e humanos. E, por enquanto, o mundo está muito pouco preparado para lidar com a situação.
Em poucas palavras, esse é o quadro pintado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) na segunda parte do seu quinto relatório, divulgado no domingo, 30, à noite (horário de Brasília), em Yokohama, no Japão.
A mensagem está presente no Sumário para Formuladores de Políticas, uma introdução não técnica do documento de mais de 2 mil páginas e 30 capítulos, que trata dos impactos, adaptação e vulnerabilidade às mudanças climáticas.
Com a constatação de que o mundo já está pagando a conta pelas emissões desenfreadas de gases do efeito estufa ocorridas desde a Revolução Industrial, o relatório aponta que ainda há oportunidades para lidar com os riscos. Na maior parte dos casos, medidas sérias de adaptação podem fazer com que riscos que seriam de alto nível, se nada for feito, sejam médio ou baixo.
No entanto, quanto mais tempo se levar para fazer isso, a dificuldade vai aumentar, assim como os custos. “Magnitudes crescentes de aquecimento aumentam a probabilidade de impactos severos, generalizados e irreversíveis”, afirma o sumário. E haverá um limite além do qual talvez não haja mais o que fazer.
“A mensagem mais importante do relatório é que a gestão da mudança climática é um desafio de gerenciamento de riscos. Vemos uma ampla gama de possíveis resultados – alguns deles muito sérios. E vemos as mudanças climáticas interagindo com outros fatores, muitas vezes agindo como multiplicador das ameaças”, disse ao Estado o pesquisador americano Chris Field, co-chair do Grupo de Trabalho 2, que elaborou o texto.
“O problema real não é se teremos 2ºC ou 3ºC de aquecimento, mas se uma seca, por exemplo, vai aumentar a propensão a incêndios – que, uma vez que começam, se estendem por milhares de quilômetros quadrados. É uma questão de gerenciamento de risco.”
O relatório destaca experiências feitas ao redor do mundo, mas em escala muito pequena. “As pessoas tendem a pensar que um passo gigante vai resolver tudo. Porém, talvez sejam necessários 500 pequenos passos.”
Dimensão humana
Os impactos já observados afetam a agricultura, a disponibilidade de água, a saúde humana, os ecossistemas no continente e nos oceanos, e alguns modos de vida. Em geral, os problemas têm ocorrido em todo o mundo, sejam países ricos ou pobres, mas o grau de vulnerabilidade varia.
Fonte: Reprodução/Sba1
Fonte: Reprodução/Sba1
Ao longo do século 21, as mudanças climáticas podem “desacelerar o crescimento econômico, fazer com que a redução da pobreza seja mais difícil, erodir ainda mais a segurança alimentar e criar novas armadilhas da pobreza, particularmente nas áreas urbanas e pontos onde há muita fome”, diz o relatório.
Segundo Field, ao contrário dos textos anteriores do IPCC, este teve um foco maior na “dimensão humana”. “Mais atenção sobre como as pessoas serão afetadas pode ajudar a garantir que elas saiam de uma condição de fome ou violência e tenham uma vida mais confortável.”
A iniciativa foi bem recebida por ONGs ambientalistas que acompanharam os trabalhos na semana que passou.
Um dos temas aprofundados foi a segurança alimentar. Em 2007, o IPCC colocava, por exemplo, a possibilidade de que regiões mais altas e frias poderiam se beneficiar se tornando mais aptas para a agricultura – o que talvez compensasse perdas em outras regiões. Agora, o texto é claro em mostrar que o que temos visto são apenas impactos negativos. E destaca a relação mais abrangente do problema, relacionado com o aumento de preços dos alimentos.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um governo que não tem competencia e nem sabe administrar um Pais faz isto para aumentar sua arecadação.

Governo sobe imposto sobre cerveja para bancar rombo na conta de luz

 
 
Do UOL, em São Paulo
O governo anunciou um aumento de impostos sobre cervejas e refrigerantes para bancar os gastos extras com a conta de luz. O reajuste vale a partir de hoje. Ainda não é certo se o preço ao consumidor irá subir. As fabricantes podem absorver essa diferença, ou então repassá-la em menor escala nas vendas.
A portaria eleva o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e as contribuições PIS e Cofins incidentes sobre a cerveja e também sobre refrescos, isotônicos e energéticos. Por outro lado, foram zeradas as alíquotas desses tributos para a água mineral, inclusive gaseificada.
O decreto do Ministério da Fazenda foi publicado nesta terça-feira (1º) no Diário Oficial da União. O governo espera arrecadar R$ 200 milhões a mais por conta dessa mudança.
Inicialmente, este reajuste estava programado para outubro do ano passado, mas foi adiado devido a pedidos de empresas do setor.
Na semana passada, o secretário-adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira, informou que os estudos sobre os reajuste tributários já estavam prontos, e incluíam, além das bebidas, produtos importados e cosméticos.
Portanto, novos reajustes podem ser anunciados pelo governo.

Arrecadação de R$ 200 milhões vai ajudar a compensar conta de luz

Em nota, o Ministério afirmou que esse aumento na tributação vai gerar um incremento de R$ 200 milhões na arrecadação do governo.
Este valor vai ser usado para compensar um rombo de R$ 4 bilhões, que serviria para o Tesouro Nacional aumentar seus repasses para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
Este "buraco" foi criado para compensar parte do aumento dos custos no setor elétrico neste ano, afetado pelo acionamento das termelétricas em meio à forte seca que se abateu sobre o país neste início de ano.
Leia mais em: http://zip.net/bmmY3x

Ainda ficou muito em 38º ligar, isto prova que a Educação aqui no Brasil é uma farça para todos que estão em ensino atualmente, os gestores não estão preocupados com isto.

Alunos brasileiros ficam entre os últimos em teste de solução de problemas

Do UOL, em São Paulo
Os estudantes brasileiros ficaram em 38° lugar entre jovens de 44 países em um teste de solução de problemas matemáticos feito pela OCDE (Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Econômico) e divulgado nesta terça-feira (1°).
Enquanto os alunos de países da OCDE tiveram média de 500 pontos na avaliação, os jovens brasileiros atingiram em média apenas 428 pontos. O relatório mostra ainda que 47,3% dos brasileiros tiveram baixa performance e só 1,8% conseguiu solucionar problemas de matemática complexos.

A avaliação foi aplicada a jovens de 15 anos de todo o mundo e é parte do relatório do Pisa 2012 (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). Os jovens de Cingapura, Coreia do Sul e Japão ficaram nas primeiras posições do ranking.
O desempenho dos alunos brasileiros ficou abaixo ainda do de jovens da Rússia, de Portugal, da Croácia e do Chile.
Meninos tiveram desempenho melhor que as meninas na prova de matemática. Em média, a diferença foi de 22 pontos. Entre estudantes dos países da OCDE, a variação é de, em média, 7 pontos.
Confira o ranking completo
  • 1° lugar - Cingapura - 562 pontos
  • 2° lugar - Coreia do Sul - 561 pontos
  • 3° lugar - Japão - 552 pontos
  • 4° lugar - China - Macau - 540 pontos
  • 5° lugar - China - Hong Kong - 540 pontos
  • 38° lugar - Brasil - 428 pontos
  • 39° lugar - Malásia - 422 pontos
  • 40° lugar - Emirados Árabes Unidos - 411 pontos
  • 41° lugar - Montenegro - 407 pontos
  • 42°lugar - Uruguai - 403 pontos
  • 43° lugar - Bulgária - 402 pontos
  • 44° lugar - Colômbia - 399 pontos
 o link

http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/04/01/alunos-brasileiros-ficam-entre-os-ultimos-em-teste-de-solucao-de-problemas.htm

Isto tudo vai ser engraçado se virar Pizza, espero que não ?????

Senadores abrem mão de CPI exclusiva da Petrobras para focar em comissão mista

Fernanda Calgaro
Do UOL, em Brasília
Após reunião entre líderes da oposição no Senado e na Câmara, senadores decidiram nesta terça-feira (1º) abrir mão de uma CPI da Petrobras exclusiva para centrar os esforços na criação de uma comissão mista, que tem mais força política.
O requerimento para criar uma comissão formada apenas por senadores já tem 29 assinaturas, duas além do número suficiente. Agora, deputados vão realizar uma força tarefa entre hoje e amanhã para coletar as assinaturas na Câmara.
Segundo o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), a mudança de estratégia se deve a um acordo para que os deputados também participem da apuração. "O que nós queremos hoje é completar as assinaturas para uma CPI mista, já que houve um entendimento na semana passada com os deputados federais. Eles desejam participar da investigação e nós consideramos importante a participação deles, por isso, estamos optando pela CPI mista", disse.

As investigações da CPI da Petrobras terão algum resultado prático?

Resultado parcial
Com isso, o governo federal ganha mais tempo para se articular, uma vez que uma comissão mista, formada por deputados e senadores, não poderá ser criada antes do dia 15 de abril, que é quando está marcada a próxima sessão do Congresso Nacional. Pelo regimento, o pedido de criação de CPI precisa ser lido em plenário para dar seguimento à sua instalação, com a indicação de seus membros.
Desde que as suspeitas de irregularidades em diversos negócios da estatal vieram à tona, a oposição tem se mobilizado intensamente para apurar as denúncias e pressionar o Planalto. No entanto, ficou em evidência uma briga de egos na tentativa de assumir o protagonismo.
Na Câmara, tanto o PPS quanto o PSDB passaram a coletar assinaturas para criar uma CPI mista em requerimentos diferentes. Segundo o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), ele já conseguiu 192 assinaturas (o mínimo são 171) para o seu pedido. No entanto, na reunião desta manhã, ficou decidido que valerá o pedido do PSDB, que possui escopo mais abrangente.
Assim, a estratégia agora será procurar os mesmos parlamentares que assinaram o requerimento do PPS para assinar o outro pedido. Para Bueno, isso não será problema. "É fácil identificar com as bancadas nossas e buscar as assinaturas daqueles que já assinaram", afirmou.
Em relação à comissão exclusiva no Senado, a expectativa era que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fizesse a leitura do pedido de criação, exigida pelo regulamento, na sessão de hoje do Senado. Agora, não é mais certeza se ele o fará.
Enquanto isso, nos bastidores, o Planalto trabalha para convencer parlamentares que já assinaram o requerimento a retirarem o seu apoio –eles podem fazê-lo até a meia-noite do dia em que for feita a leitura.
O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), porém, minimizou a chance de isso acontecer. "Não creio [que os senadores vão voltar atrás], até porque hoje já há uma pressão social muito grande da mídia, os fatos são muito graves, relevantes, e há uma cobrança da sociedade. A sociedade não quer ver essa sujeira envolvendo a Petrobras ser posta embaixo do tapete", disse.

Veja o link com tudo e os videos.

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2014/04/01/senadores-abrem-mao-de-cpi-da-petrobras-exclusiva-para-focar-em-comissao-mista.htm

É uma boa opção realmente já que vai haver muita sacanagem e muita transa por que não já está hospedado em um lugar apropriado.

01 de abril de 2014 • 13h57

Associação sugere motéis como alternativa a hotéis na Copa

Motel de luxo em São Paulo faz parte do programa da ABMotéis. No estabelecimento, preços de duas diárias entre os dias 11 e 13 de junho variam de R$ 336 a R$ 1.660 Foto: Divulgação
Motel de luxo em São Paulo faz parte do programa da ABMotéis. No estabelecimento, preços de duas diárias entre os dias 11 e 13 de junho variam de R$ 336 a R$ 1.660
Foto: Divulgação
O aquecido e igualmente inflacionado mercado hoteleiro no Brasil durante os meses de junho e julho fez com que a Associação Brasileira de Motéis (ABMotéis) sugerisse os estabelecimentos normalmente procurados por casais para manterem relações sexuais como alternativa aos turistas que virão ao País para a Copa do Mundo. A entidade, em parceria com o site Guia de Motéis, permitirá a locação dos quartos durante o período.
O serviço estará disponível em alguns motéis de sete das 12 sedes brasileiras da Copa do Mundo: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Recife. De acordo com a ABMotéis, os hóspedes poderão entrar e sair do motel no momento que desejarem e levarão consigo a chave do quarto reservado.
Neymar divulga imagens pessoais em novo canalClique no link para iniciar o vídeo
Neymar divulga imagens pessoais em novo canal
Normalmente, motéis oferecem diárias que não chegam valer por 24 horas – em finais de semana, por exemplo, alguns estabelecimentos disponibilizam um pernoite a partir das 2h. Os apartamentos costumam ser alugados por horas. Para a Copa do Mundo, porém, será diferente.
O serviço de reservas já está no ar e, de fato, oferece preços muito mais baixos que outros hotéis das cidades. Por exemplo: um turista que viaje a São Paulo para assistir à abertura da Copa e fique na cidade entre os dias 11 e 13, poderia se hospedar com acompanhante em um quarto de motel na zona sul da cidade, com banheira hidromassagem, pagando cerca de R$ 300 no período. Em um hotel, um apartamento com as mesmas facilidades pode sair por mais de R$ 1 mil (e podendo atingir até R$ 2,1 mil).
“Devido às altas taxas de hospedagem e à grande procura nos hotéis do Brasil, que hoje têm pouco espaço disponível, vimos nos quartos de motéis uma alternativa viável para aqueles que desejam se hospedar. Além disso, os motéis selecionados dispõem de infraestrutura ímpar para atender aos turistas e brasileiros”, destacou Rodolfo Elsas, proprietário do site Guia de Motéis.

Isto nunca foi novidade pelo que estamos vendo.

01 de abril de 2014 • 13h34 • atualizado às 13h45

ONU: metas de redução de emissões não serão alcançadas

Temendo danos as suas economias, países desenvolvidos não estão planejando restrições rigorosas, embora precisem barrar as emissões de gases estufa para que o aquecimento global não ultrapasse o teto da meta

Fumaça sai de chaminés de Belchatow, a maior usina de energia à carvão da Europa. De acordo com relatório da ONU, países desenvolvidos e emergentes terão de restringir ainda mais a emissão gases do efeito estufa Foto: Peter Andrews / Reuters
Fumaça sai de chaminés de Belchatow, a maior usina de energia à carvão da Europa. De acordo com relatório da ONU, países desenvolvidos e emergentes terão de restringir ainda mais a emissão gases do efeito estufa
Foto: Peter Andrews / Reuters
O mundo vai precisar de restrições muitos mais severas aos gases do efeito estufa, tanto por parte de países desenvolvidos como das economias emergentes, para evitar que o aquecimento global ultrapasse o teto da meta, de acordo com o rascunho de um relatório da ONU.
Países desenvolvidos, liderados pelos Estados Unidos, teriam de reduzir as emissões pela metade até 2030 em relação aos níveis de 2010 para limitar o aquecimento em até 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais, de acordo com o relatório preliminar obtido pela Reuters.
A Ásia, que inclui a China e a Índia, teriam de limitar as emissões para os níveis de 2010 até 2030, como parte de uma divisão global, um objetivo difícil para países que afirmam ser necessária a queima de mais combustíveis fósseis para ajudar a acabar com a pobreza.
"A estabilização das concentrações de gases de efeito estufa exigirá transformações em larga escala nas sociedades", afirma o capítulo 6 do relatório produzido pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) que deve ser divulgado em Berlim, em meados de abril.
A maioria dos governos não está planejando restrições tão rigorosas, temendo que sejam economicamente incapacitantes. As temperaturas estão em vias de exceder o limite máximo, definido por cerca de 200 nações em 2010, de até 2 graus Celsius acima da época pré-industrial.
Mesmo assim, as restrições marcam uma mudança no debate sobre mudanças climáticas, que tem se concentrado mais em países emissores ricos.
"As implicações para todos os grandes emissores são rigorosas", disse Alden Meyer, da Union of Concerned Scientists. "Todos eles têm agora algo com o que se preocupar". Como outros entrevistados, ele ainda não teve acesso ao relatório.
Os países em desenvolvimento têm frequentemente citado o relatório anterior do IPCC, de 2007, segundo o qual nações industrializadas deveriam reduzir emissões para entre 25 e 40 por cento abaixo dos níveis de 1990 até 2020. O documento não contém metas tão claras para países emergentes.
As reduções em países ricos estão muito aquém do 25 a 40 por cento. A União Europeia, com os planos mais ambiciosos entre os países desenvolvidos, está considerando cortes de 40 por cento abaixo dos níveis de 1990 até 2030.
O relatório de Berlim para uma solução da questão das mudanças climáticas vem após um relatório do IPCC sobre os impactos do aquecimento divulgado no Japão na segunda-feira que afirma que o mundo está, em muitos casos, mal preparado para mudanças graves e talvez irreversíveis.
Reuters

Acho que não precisa avisar mais agora é deixar acontecer o que já começou.

31/03/2014 - 04:38

Clima

Mudança climática pode aumentar pobreza, alerta ONU

Documento do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) projeta que, para evitar que consequências do aquecimento global "saiam de controle", mundo precisa reduzir a emissão dos gases de efeito estufa

dióxido de carbono
O dióxido de carbono liberado pela queima de carvão, petróleo e gás natural é um dos principais gases do efeito estufa — e um dos causadores do aquecimento global (Thinkstock)
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas revelou na manhã desta segunda em Yokohama, no Japão, a segunda parte do quinto relatório produzido pelos cientistas do órgão – o anterior foi divulgado há sete anos, em 2007. O documento projeta que a mudança climática irá piorar problemas sociais já existentes, como pobreza, doenças, violência e número de refugiados. Além disso, irá frear os benefícios da modernização, como o crescimento econômico regular e uma produção agrícola mais eficiente.
Leia também: IPCC alerta para risco de inundações
Para evitar que consequências do aquecimento global "saiam de controle", o mundo precisa reduzir a emissão dos gases de efeito estufa, afirmou Rajendra Pachauri, presidente do IPCC – e existe pouco tempo para tomar atitudes que possam mitigar os efeitos da mudança climática, permitindo aos países se ajustarem à maior variação de temperaturas.
Intitulado "Sumário para Formuladores de Políticas", o documento foi aprovado por unanimidade pelos mais de 100 governos integrantes do IPCC. Uma versão preliminar do sumário havia vazado na internet há alguns meses e já fazia advertências semelhantes, como a de que "as mudanças climáticas vão amplificar os riscos relacionados ao clima já existentes e criar novos", reduzindo, por exemplo, a oferta de água renovável na superfície e nas fontes subterrâneas nas regiões subtropicais mais secas e aumentando o número de pessoas sob risco de inundações.
Em média, o texto aprovado pelo IPCC menciona a palavra "risco" cinco vezes e meia em cada uma de suas 49 páginas. Os perigos mencionados envolvem cidades grandes e pequenas e incluem preço e disponibilidade de alimentos. Em escala menor, são citados riscos que envolvem doenças, custos financeiros e até mesmo a paz mundial. "Magnitude crescente do aquecimento aumenta a possibilidade de impactos severos, penetrantes e irreversíveis", alerta o relatório.
Desastres naturais como ondas de calor na Europa, queimadas nos Estados Unidos, seca na Austrália, inundações em Moçambique, Tailândia e Paquistão são lembretes de como a humanidade é vulnerável a condições climáticas extremas, diz o texto. Os problemas devem afetar todos de algum modo, mas as pessoas que menos têm recursos para arcar com as consequências serão as que sofrerão mais. "Agora nós estamos em uma era na qual a mudança climática não é algum tipo de hipótese futura", afirmou Chris Field, um dos autores líderes do estudo.
Ações – Uma parte do relatório discute o que pode ser feito para amenizar os efeitos do aquecimento global e lista como alternativas a redução da poluição de carbono e a preparação para mudanças climáticas com um desenvolvimento mais inteligente. O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, ressaltou que o documento é um alerta para novas ações e alertou que os custos da falta de ação serão "catastróficos".
Leia mais:
É bom duvidar do aquecimento global. É ruim apostar contra
Relatório da ONU aumenta certeza de envolvimento humano no aquecimento global

Maarten van Aalst, um dos autores do estudo, reforçou que se a comunidade internacional não reduzir as emissões de gases estufa logo, os riscos sairão de controle. "E os riscos já subiram", disse. Coautor do relatório, o cientista do IPCC Saleemul Huq lembra que "as coisas estão piores do que previmos" em 2007, quando o grupo de cientistas emitiu a última versão do documento. "Nós veremos cada vez mais impactos, mais rápido e antes do que antecipamos", declarou.
O relatório, inclusive, cria uma nova categoria de risco. Em 2007, o maior grau de perigo era "alto", simbolizado pela cor vermelha. Desta vez, o nível máximo é "muito alto" e de cor roxa nas ilustrações gráficas.
Alarmismo –  Vice-presidente do painel do ONU, o climatologista Jean-Pascal van Ypersele defendeu os alertas do IPCC contra críticas que apontem alarmismo por parte dos cientistas. "Nós estamos indicando as razões para o alerta. Isso é porque os fatos, a ciência e os dados mostram que há razões para estar alarmado, não é porque nós somos alarmistas", disse.
No entanto, outra coautora do estudo, a cientista Patricia Romero-Lankao disse que ainda existe uma janela de oportunidade. "Nós temos escolhas. Nós temos que agir agora", disse.

O video esta no link abaixo.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/mudanca-climatica-pode-aumentar-pobreza-alerta-onu