quinta-feira, 10 de maio de 2012

Vem intruso por ai no espaço que pode chegar a qualquer dias segundo a NASA

Tempestades solares devem atingir a Terra nos próximos dias
10 de maio de 2012 • 12h30 • atualizado às 13h14

O complexo será visível da Terra durante o próximo final de semana. Foto: AFP O complexo será visível da Terra durante o próximo final de semana

O Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês) da Nasa alerta para tempestades solares que devem atingir a Terra nos próximos dias. A imagem divulgada pela agência espacial americana mostra a atividade recente do Sol. Segundo os astrônomos, pela movimentação na superfície, o astro poderá produzir erupções muito fortes.
Veja a escala das tempestades geomagnéticas e saiba alguns dos problemas que elas podem causar
O enorme complexo de manchas solares com mais de 100 mil quilômetros sofreu uma rotação que o posicionou em direção à Terra durante o último final de semana.
Durante uma erupção solar, ocorre o que os astrônomos chamam de "ejeção de massa coronal" (CME, na sigla em inglês). As partículas - em especial prótons - viagem até a Terra e causam efeitos no campo magnético terrestre, conhecidos como tempestades geomagnéticas. O resultado mais comum são as auroras boreais e austrais. Por outro lado, satélites, comunicações, navegação por rádio podem sofrer com essas tempestades, que podem causar até apagões. Astronautas precisam ficar atentos para não se exporem à radiação solar.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

É um pouco ilusitado uma afirmação destas, possibilidades hoje sabemos que o ser humano pode e consegue comviver com animasi selvagens, mais é um comparativo muito forte, os mamiferos sempre foram os que mais se aprocimam do homes mais.....

Paleontologia

Homem da América conviveu com mamíferos gigantes

Datações de fósseis encontrados na Flórida indicam que homens e mamíferos gigantes, como mamutes, conviveram no continente americano na Era do Gelo

Mamute-lanoso Pesquisadores da Universidade da Flórida indicam que homens conviveram com mamíferos gigantes, como o mamute, na Era do Gelo (Photoresearchers/Latinstock)
Um estudo publicado na última quinta-feira no periódico Journal of Vertebrate Paleontology reúne evidências de que humanos alcançaram o continente americano durante a última Era do Gelo e conviveram com mamíferos gigantes que hoje estão extintos.

O trabalho, desenvolvido por pesquisadores das Universidades da Flórida (EUA) e de Copenhagen (Dinamarca), traz novas descobertas para um antigo debate entre cientistas: se os restos de humanos e animais encontrados no início do século XX em Vero Beach, sítio arqueológico da Flórida, são da mesma época.

Saiba mais

ERA DO GELO
Por Era do Gelo ou Era Glacial entende-se todo período geológico em que ocorre significativa diminuição na temperatura da Terra. Mantos de gelo se expandem pelos continentes e glaciações — períodos extremamente frios — atingem a superfície e a atmosfera do planeta. Nos últimos milhões de anos, a Terra viveu várias eras glaciais, ocorrendo a intervalos de 10 mil a 100 mil anos. A última grande era glacial teve seu pico há 25.000 anos e terminou 11.000 anos atrás, aproximadamente.
PLEISTOCENO
O pleistoceno corresponde ao intervalo entre 1,8 milhão e 11.500 anos atrás. Na escala geológica, faz parte do período Quaternário da era Cenozoica. Pássaros e mamíferos gigantes, como mamutes e búfalos, caracterizam essa época. No pleistoceno ocorreram as mais recentes Eras do Gelo
Os pesquisadores analisaram amostras de 24 ossos humanos e 48 fósseis animais da coleção do Museu da Flórida e concluíram que eram todos do final do Pleistoceno, por volta de 13.000 anos atrás.
"O sítio arqueológico de Vero é o único onde há abundância de ossos de seres humanos, não apenas de artefatos, associados a fósseis de animais", explica a coautora do estudo, Barbara Purdy, professora de antropologia da Universidade da Flórida e curadora de arqueologia do Museu de História Natural da Flórida. "Os cientistas que discutiam no início do século XX a idade dos restos de humanos não queriam acreditar que o homem chegou tão cedo à América."

A fauna da última Era do Gelo continha desde mamutes e tigres dente-de-sabre, já extintos, até ratos e esquilos que ainda podem ser encontrados na Flórida.
A pouca informação que se tem sobre os primeiros humanos que apareceram na América do Norte é baseada em fragmentos de ossos e artefatos, como pontas de pedras usadas para caçar. "Nós sabemos como eram algumas de suas ferramentas e que eles caçavam animais que hoje estão extintos, mas não sabemos praticamente nada sobre sua vida familiar", diz Purdy.


Opinião do especialista

Danilo Vicensotto Bernardo
Doutorando do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos da Universidade de São Paulo (USP)

“Megamastofauna é a denominação do grupo de grandes mamíferos que foram extintos há aproximadamente 10.000 anos. Essa fauna particular habitou todo o planeta, e entre seus representantes mais famosos podemos destacar os tigres dente-de-sabre, as preguiças gigantes, os mamutes, os gliptodontes, os mastodontes e os toxodontes. Por ser um grupo cosmopolita, sabemos que o contato entre esses animais e os antigos seres humanos foi inevitável, e quanto há isso há evidências arqueológicas e paleoantropológicas. No entanto, em uma região particular do planeta essa convivência não pode ser facilmente observada: o continente americano".
"O debate sobre a convivência ou não entre os primeiros americanos e os grandes mamíferos do Pleistoceno deve-se ao fato de o continente americano ter sido ocupado pelo homem tardiamente. Admitir o contato entre humanos e megafauna nas Américas implica em aceitar a ideia de que o homem deve ter chegado ao continente antes de 10.000 anos atrás, no mínimo".
"Durante suas pesquisas paleontológicas na região de Lagoa Santa, Minas Gerais, o naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801-1880), o pioneiro dessa ciência no Brasil, propôs, em 1842, a possibilidade de que o homem americano, especificamente o pré-histórico de Lagoa Santa, tenha sido contemporâneo da megafauna extinta. Sua ideia, revolucionária para a época, enfrentou forte oposição na comunidade arqueológica, principalmente entre os norte-americanos que defendiam uma cronologia mais 'curta' para os nativos americanos. No entanto, já no início do século XX, foram encontrados nos Estados Unidos sítios arqueológicos que exibiam claramente evidências favoráveis à associação temporal entre o homem e a megafauna".
"Hoje, no entanto, muita coisa mudou acerca de nosso conhecimento sobre os primeiros americanos. Sabemos que os padrões de subsistência e as tecnologias líticas (ferramentas feitas com pedras), por exemplo, variavam muito de região para região e que, com datações tão antigas quanto àquelas sugeridas pelo modelo Clóvis [sítio arqueológico do Novo México], o homem já estava presente em todas as regiões do continente, de Norte a Sul, sugerindo, fortemente, que a ocupação do Novo Mundo deva ter ocorrido cerca de 16.000 - 14.000 anos atrás. Esse estudo é mais uma evidência favorável à essa interpretação, de que os humanos conviveram sim com a megafauna extinta e em tempos anteriores àqueles antes pensados como limítrofes à existência do homem da América".

terça-feira, 8 de maio de 2012

Pode mais para que se poda confirmar é muito impossivel, uma vez que essa estudos são encima de hipóteses não há nada que registre a tantos anos atraz.

Clima

Flatulência dos dinossauros pode ter aquecido o planeta há milhões de anos

Cálculo revela que gigantes herbívoros podem ter produzido mais metano do que todas as fontes atuais do gás, naturais ou criadas pelo homem

Estudo mostra que o gás produzido por grandes dinossauros herbívoros pode ter sido suficiente para causar uma mudança climática global Estudo mostra que o gás produzido por grandes dinossauros herbívoros pode ter sido suficiente para causar uma mudança climática global (Hemera/ThinkStock)
A flatulência dos dinossauros herbívoros pode ter causado o aquecimento do planeta há 150 milhões de anos, durante a era Mesozoica, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira no Reino Unido e publicado no periódico Current Biology.

Saiba mais

SAURÓPODES
Os saurópodes foram grandes dinossauros herbívoros e quadrúpedes que viveram há 150 milhões de anos. Eles tinham pescoço longo, cabeça e cérebros pequenos, dentes achatados e uma longa cauda. O grupo inclui os maiores animais terrestres que já existiram, como o Braquiossauro, o Diplodoco e o Brontossauro.
ERA MESOZOICA
Compreende o período Triássico, Jurássico e Cretáceo, entre 251 milhões de anos até 65,5 milhões de anos atrás. Foi marcada pelo aparecimento e extinção dos dinossauros.
A pesquisa calcula que os saurópodes, grandes dinossauros herbívoros, podiam emitir conjuntamente até 520 milhões de toneladas anuais de metano, um dos gases que provocam o efeito estufa. Para fazer o cálculo, os especialistas analisaram a proporção de metano emitida pelos herbívoros atuais, como as vacas, de acordo com sua biomassa. Depois, compararam essa relação com os dinossauros herbívoros do passado, como o Diplodocus, que media 45 metros e pesava mais de 45 toneladas, e o Brontossauro, um pouco menor e mais leve.

Os autores do estudo acreditam que os dinossauros, da mesma forma que as vacas, tinham em seus aparelhos digestivos bactérias que ajudam na fermentação das plantas e que geram metano. "Um simples modelo matemático sugere que os micróbios que viviam nos dinossauros saurópodes poderiam ter produzido metano suficiente para causar um efeito importante no clima", afirmou o coordenador do estudo, Dave Wilkinson, da universidade John Moores de Liverpool, na Inglaterra. Estima-se que nessa época o planeta era em média 10 graus Celsius mais quente que hoje.
"Nossos cálculos indicam que estes dinossauros podem ter produzido mais gases do que todas as fontes de metano atuais juntas, naturais ou criadas pelo homem", acrescentou. Atualmente, as emissões de metano chegam a 500 milhões de toneladas ao ano, contra 181 milhões da era pré-industrial.

Veja como um sistema identifica as imagens para conduzir um carro sem motorista, isto já é uma realidade hoje.

EUA: Google é autorizado a testar carro sem motorista nas ruas
07 de maio de 2012 • 19h42 • atualizado às 19h42 

Carros autônomos do Google circularão com placa vermelha e símbolo de infinito  Foto: Departamento de Veículos a Motor de Nevada/Divulgação
Carros autônomos do Google circularão com placa vermelha e símbolo de infinito

Estado de Nevada é o primeiro emitir licença para veículos autônomos nos Estados Unidos  Foto: Departamento de Veículos a Motor de Nevada/Divulgação
Estado de Nevada é o primeiro emitir licença para veículos autônomos nos Estados Unidos

Captura de tela mostra o que o sistema do carro autônomo do Google enxerga  Foto: Departamento de Veículos a Motor de Nevada/Divulgação
Captura de tela mostra o que o sistema do carro autônomo do Google enxerga

Isto é mais uma amostra do que esta acontecendo hoje em Manaus e no Amazonas.


Imagem 100/102: Cheia do rio Solimões deixa 90% do município de Careira da Várzea (25km de Manaus), no Amazonas, submerso de água


Imagem 99/102: 4.mai.2012 - Com as cheias dos principais rios do Amazonas, famílias que moram nas margens do Igarapé, no bairro da Glória, em Manaus, são obrigadas a sobreviverem com água e lixo


Imagem 98/102: 4.mai.2012 -Homem recorre a um barco para conseguir se locomover pelas ruas de Anama, no interior do Estado do Amazonas, nesta sexta-feira (4). O município foi castigado pelas cheias do rio Solimões, um dos dois principais braços do rio Amazonas


Imagem 95/102: 3.mai.2012 - Moradores improvisam varal em meio às inundações que castigam grande parte do bairro Nova Veneza em Cacau Pereira, distrito de Iranduba, Amazonas. A região é uma das atingidas pelas cheias do rio Negro. Previsão indica a maior cheia do rio em 112 anos




segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pelo que sei não vai ser agora e nem a longo tempo, pois a terra sofrerá mudanças isso é tachativo mais não será o fim.

Astronomia

Destroços de exoplanetas dão pistas sobre fim da Terra

Semelhanças entre nuvem de poeira e composição da Terra ajudam cientistas a entender o que vai acontecer com o Sistema Solar daqui a bilhões de anos

anãs Cientistas encontraram elementos semelhantes aos que compõem a Terra na atmosfera ao redor das anãs brancas (Mark A. Garlick / space-art.co.uk / University of Warwick)
Pesquisadores da Universidade de Warnick, do Reino Unido, encontraram elementos químicos que compõem a Terra na atmosfera de quatro anãs brancas da Via Láctea. A presença dessas substâncias indica que a poeira que circunda essas estrelas é formada por destroços de exoplanetas — como são chamados os planetas fora do Sistema Solar. De acordo com os cientistas, os resultados desse estudo, realizado com o telescópio Hubble, podem ajudar a entender o que vai acontecer com os planetas do Sistema Solar quando o Sol tiver sua energia nuclear esgotada, daqui a bilhões de anos.

Saiba mais

ANÃ BRANCA
Quando uma estrela como o Sol tem sua energia esgotada, ela se transforma em anã branca. Cientistas acreditam que daqui a aproximadamente 5 bilhões de anos o Sol também vai se tornar uma anã branca.
ANO-LUZ
É uma medida de comprimento equivalente a 10 trilhões de quilômetros. Por definição, é a distância que a luz percorre no vácuo em um ano. A medida é utilizada para medir a distância entre estrelas e galáxias.
O Sol tem 4,57 bilhões de anos e deve existir por outros 5 bilhões anos. Atualmente, a estrela produz energia a partir da fusão de hidrogênio. No futuro, quando acabar o hidrogênio, a estrela passará a promover a fusão de átomos de hélio, aumentando drasticamente sua temperatura. Com isso, o Sol vai se tornar uma gigante vermelha, empurrando suas camadas externas de gás, até engolir os planetas mais próximos - e assim capturar elementos químicos estranhos à estrela. Quando acabar o "combustível" da estrela, só sobrará seu núcleo ultradenso. De gigante vermelha, o Sol se tornará então uma anã branca, como as que foram observadas pela equipe britânica. Na atmosfera dessas anãs brancas, a centenas de anos-luz, os cientistas encontraram oxigênio, magnésio, ferro e silício, elementos que compõem cerca de 93% da Terra.
O professor Boris Gänsicke, do Departamento de Física da Universidade de Warnick, explica que o processo destrutivo que provocou a formação de discos de poeira em torno dessas anãs brancas, deve um dia acontecer em nosso próprio Sistema Solar. "Quando isso acontecer em nosso Sistema Solar, daqui a bilhões de anos, o Sol vai engolir os planetas Mercúrio e Vênus."
Morte do Sol — Não se sabe se a Terra será engolida pelo Sol em sua fase de gigante vermelha, mas os cientistas acreditam que, mesmo que o planeta resista, sua superfície será "assada". Já na fase seguinte, de acordo com Gänsicke, o Sol vai perder uma grande quantidade de massa e, portanto, força gravitacional. Com isso, todos os planetas vão se afastar da estrela.
Gänsicke explica que esse processo pode desestabilizar as órbitas e provocar colisões entre planetas. Esse fenômeno poderia estilhaçar completamente planetas terrestres, aqueles formados principalmente por materiais sólidos, formando uma grande quantidade de asteroides. O estudo será publicado no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.




Eu não tenho acesso aos autos, maias sei de uma coisas que todo Brasileiro sabe, isso vai feder muito memso, e atraz disto tem muito maias gentes, é só eles querem ir bem a fundo.

N° Edição:  2217 |  04.Mai.12 - 21:00 |  Atualizado em 07.Mai.12 - 19:10

O esquema Cachoeira e o governo Serra

CPI e Ministério Público investigam como o grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira atuou em São Paulo através de contratos da construtora Delta com a Prefeitura e o Estado em obras na marginal Tietê

Pedro Marcondes de Moura

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CONEXÃO
Em conversas telefônicas, Cachoeira (acima) fala sobre
contratos públicos em São Paulo nas gestões de Serra e Kassab
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Os desdobramentos da Operação Monte Carlo, que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com governos estaduais e municipais, chegaram ao principal bunker da oposição: o Estado de São Paulo. Em Brasília, parlamentares que compõem a “CPI do Cachoeira” já tiveram acesso a conversas telefônicas gravadas com autorização judicial entre junho do ano passado e janeiro deste ano. Elas apontam que a construtora Delta, braço operacional e financeiro do grupo do contraventor, foi favorecida nas gestões de José Serra (PSDB) e de seu afilhado político Gilberto Kassab (PSD) na prefeitura e também quando o tucano ocupou o governo do Estado. Em 31 de janeiro deste ano, por exemplo, Carlinhos Cachoeira telefona para Cláudio Abreu, o representante da empreiteira na região Centro-Oeste, atualmente preso sob a acusação de fraudar licitações e superfaturar obras. Na ligação (leia quadro na pág. 43), o bicheiro pergunta se Abreu teria conversado com Fernando Cavendish, oficialmente o dono da construtora, sobre “o negócio do Kassab”. Em seguida, diz a Abreu que o prefeito de São Paulo “triplicou o contrato”. Essa conversa, segundo membros da CPI e do Ministério Público de São Paulo, é um dos indícios de que a organização de Cachoeira também teria atuado com os tucanos e seus aliados em São Paulo. “Os depoimentos de Cachoeira e Abreu serão fundamentais para que se descubra o alcance das relações entre a empreiteira e políticos”, diz o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG).

A Delta começou a prestar serviços à capital paulista em 2005, quando Serra assumiu o comando do município. Inicialmente, os contratos somavam R$ 11 milhões. A partir de 2006, quando Serra deixou a prefeitura e venceu as eleições para governador, os negócios da empreiteira com o município se multiplicaram, em muitos casos sem licitação. Em 2010, ano em que o tucano disputou a Presidência, os repasses chegaram a R$ 36,4 milhões. Entre 2008 e 2011, os pagamentos da prefeitura para a Delta ultrapassaram R$ 167 milhões. O que chama mais a atenção da CPI e do Ministério Público de São Paulo, porém, é o fato de a Delta ter vencido em outubro do ano passado uma concorrência para limpeza urbana no valor de R$ 1,1 bilhão. O MP abriu um inquérito para apurar se houve fraude na licitação. Há suspeitas de uso de documentos falsos e de edital dirigido. “Se a Delta cometeu essas irregularidades em outros Estados e municípios, precisamos apurar se isso ocorreu também em São Paulo”, diz o promotor Silvio Marques, do Patrimônio Público. Na quarta-feira 2, ele encaminhou ofício à PF, solicitando acesso às investigações da Operação Monte Carlo.
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Entre a papelada, o promotor receberá a transcrição de uma conversa gravada com autorização judicial ocorrida em 4 de agosto do ano passado. No diálogo, a que ISTOÉ teve acesso, um homem identificado como Jorge pergunta para Gleyb Ferreira, segundo a PF uma espécie de “faz-tudo” de Cachoeira, sobre o edital de uma licitação. “E aí, evoluiu aquele negócio?”, pergunta Jorge. “Aguardamos estar com o edital hoje à tarde. O Carlinhos (Cachoeira) quer que a gente converse com o Heraldo (Puccini Neto, representante da Delta na região Sudeste). Já estamos conseguindo uma prorrogação com o secretário para o dia 31 ao invés do dia 15”, responde Gleyb. Para a PF, o diálogo se refere à concorrência de R$ 1,1 bilhão vencida pela empresa ligada ao bicheiro. O Ministério Público já apurou que foram necessários dois editais para a concorrência. No primeiro, a Delta foi desclassificada.

Se a Delta multiplicou seus contratos com a prefeitura entre 2005 e 2011, um movimento semelhante ocorreu com o governo de São Paulo, quando Serra chegou ao Palácio dos Bandeirantes em janeiro de 2007. Durante o mandato do tucano, a construtora recebeu R$ 664 milhões do governo paulista. O valor corresponde a 83% de todos os 27 convênios firmados pela Delta com o Estado de São Paulo na última década. A obra mais polêmica é a ampliação da Marginal Tietê, um dos cartões de visita da campanha presidencial de Serra em 2010. Além de inúmeros problemas, como atrasos e falta de compensação ambiental, o valor pago ao consórcio Nova Tietê, liderado pela Delta, sofreu um reajuste de 75%. Na quarta-feira 2, o Ministério Público de São Paulo instaurou Inquérito Civil para apurar a existência de irregularidades na licitação, superfaturamento e conluio entre agentes públicos.
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ELE DE NOVO
Então diretor da Dersa, Paulo Preto, o polêmico arrecadador tucano em 2010,
foi o responsável por contratar a construtora Delta para obras viárias em São Paulo
Segundo documentos obtidos por ISTOÉ, a obra da Marginal era acompanhada dentro do governo de São Paulo por Delson José Amador e Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que no PSDB é identificado como um dos arrecadadores das campanhas eleitorais de Serra. Tanto Paulo Preto como Amador são citados na Operação Castelo da Areia, da Polícia Federal, por suposto envolvimento com empreiteiras. Pelo lado da Delta, o responsável pelo gerenciamento da obra era o diretor da empreiteira para a região Sudeste, Heraldo Puccini Neto. Ele está foragido, após ter a prisão preventiva decretada por envolvimento em suposto esquema de fraude em licitações na área de transporte público do Distrito Federal. “A apuração sobre os contratos da Delta com o governo paulista pode levar ao caixa 2 dos tucanos em São Paulo”, afirma o deputado estadual João Paulo Rillo (PT). “Não podemos nos limitar a fazer uma análise política”, diz o líder tucano Álvaro Dias (PR). “Devemos checar todos os contratos da Delta para saber de que forma foram celebrados e se os preços praticados foram justos. Afinal, a empresa foi a principal patrocinadora da relação do bicheiro Cachoeira com os recursos públicos.”
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NOVO INQUÉRITO
O MP de São Paulo encontrou indícios de conluio entre agentes públicos e
a construtora Delta para fraudar licitacões em obras realizadas na capital
paulista. O promotor vai investigar contratos da gestão Kassab (abaixo)

 
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