domingo, 26 de janeiro de 2014

O problema não é este é que esses nanicos não sabem o que querem não sabem votar e quando for votar vai por impulso de terceiros ai volta tudo na merda que está.


Dom , 26/01/2014 às 08:38

Nanicos já batem ponto na corrida pela presidência

Pedro Venceslau | Agência Estado
Enquanto os três principais personagens da eleição presidencial de 2014 - Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) - desconversam quando questionados sobre a oficialização de seus nomes e dizem que isso é assunto para o segundo trimestre, os coadjuvantes da disputa já se assumiram. Em 2014, a campanha contará com pelo menos oito postulantes de legendas pequenas e que contam com escasso tempo de TV e recursos.
Sem chances de chegar ao 2.º turno, os integrantes do segundo pelotão podem sonhar em, pelo menos, tentar evitar o fim da disputa numa única etapa. Se nenhum deles desistir da candidatura, essa será a eleição com o maior número de candidatos nanicos ao Palácio do Planalto desde 1998, quando nove representantes de siglas pequenas se apresentaram. Naquele ano, quando Fernando Henrique Cardoso se reelegeu, o melhor colocado da parte de baixo da tabela foi Enéas Carneiro, com 1,4 milhão de votos.
Em 2014, o time de nanicos contará com alguns personagens que integram o folclore eleitoral da última década.
Conhecido pelo mote do "aerotrem", um trem de superfície que resolveria todos os problemas de mobilidade urbana do País, Levy Fidelix, do PRTB, disputa o Palácio do Planalto pela terceira vez. Fidelix, que promete encampar bandeiras "de direita", com o apoio do Partido Militar, que não existe legalmente, se recusa a revelar quem apoiará no 2.º turno. Motivo: ele garante que estará lá.
"Serei o único candidato de direita nessa eleição. Vou endireitar o Brasil e combater a presidente Dilma Rousseff", avisa. Líder máximo e criador do PRTB, Fidelix promete, ainda, que vai repetir a postura adotada em eleições anteriores e exigir a sua participação em todos os debates. Em 2012, quando disputou a Prefeitura de São Paulo, ele entrou na Justiça para garantir sua presença no debate da Rede Globo. Conseguiu uma liminar, mas a emissora acabou cancelando o evento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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O problema do Rolezinho é que muitos partem para baderna e vandalismo, se fosse para só encontros e paqueras seria muito bom....

Como começou a onda do rolezinho

O encontro de jovens se tornou o assunto do país, preocupa os governantes e provocou discussão até no Palácio do Planalto

ALINE RIBEIRO E RAFAEL CISCATI, COM LEANDRO LOYOLA E ALINE IMERCIO
25/01/2014 13h00
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Quem chega de metrô a Itaquera, no extremo leste da cidade de São Paulo, avista da janela do trem o Itaquerão. O estádio, que receberá a partida de abertura da Copa do Mundo de 2014, em 12 de junho, dá as boas-vindas a quem visita o bairro – e deverá se transformar, ao longo dos próximos meses, numa das imagens mais conhecidas do Brasil fora do país. A seu redor, Itaquera, lar de mais de 204 mil paulistanos, sofre profundas transformações. Além das obras do estádio, o aumento do poder de compra da nova classe média alterou a fisionomia do lugar. Atraído pelo novo momento econômico, o Shopping Metrô Itaquera foi o primeiro grande empreendimento a surgir na região, em 2007. Na semana passada, porém, a área comercial de 43.000 metros quadrados, erguida de frente para a arena, ganhou o noticiário de forma totalmente inesperada – sem nenhuma ligação com a Copa ou com a prosperidade da nova classe média. A palavra que saiu de Itaquera e ganhou o país foi “rolezinho”.

Foi assim: 6 mil jovens, a maioria deles com idade entre 14 e 17 anos, responderam pelo Facebook a um convite para se reunir e ouvir funk ostentação – variante do ritmo que exalta o consumo e as roupas de grife – no estacionamento do Shopping Metrô Itaquera, em 7 de dezembro. O shopping é o principal ponto de lazer da região. É ali que os adolescentes se encontram corriqueiramente, para ver os amigos, comer no McDonalds e ir ao cinema. Quando a reunião no estacionamento começou, a segurança do shopping tentou dispersar a garotada. Mas eles, em lugar de ir embora, rumaram para o interior do prédio. Quem lá estava pensou tratar-se de um arrastão, e a confusão se instalou. E os brasileiros ouviram falar pela primeira vez do rolezinho, um fenômeno cultural que ocorre rotineiramente na periferia de São Paulo e que, até então, havia passado despercebido. Depois da correria no Shopping Metrô Itaquera, tudo mudou. O rolezinho foi sequestrado ideologicamente e virou palavra de ordem. Radicais de um lado viram uma tentativa de integração forçada dos excluídos. Radicais do outro lado tomaram o grupo de jovens como uma ameaça social, um exemplo de baderna a ser contida – pela força, se necessário. A rigor, não se trata nem de uma coisa nem de outra.
>> O que a imprensa internacional diz sobre os rolezinhos, ou "little strolls"

CASAL QUE BOMBA Luana Thalia e Daniel Santos, ambos de 16 anos. Antes dos rolezinhos eles já eram ídolos e atraíam fãs (à esq.) ao shopping (Foto: Marcelo Min/Fotogarrafa/ÉPOCA)
O rolezinho, segundo ÉPOCA apurou em longas conversas com seus participantes e organizadores, é um encontro de jovens marcado pelas redes sociais. Preferencialmente o Facebook. Pela rede social, milhares deles combinam uma data para ir ao shopping “curtir, tumultuar e tirar várias fotos”. O rolezinho começa na internet, e toda a sua mecânica depende da rede. Quem cria o evento – geralmente um garoto desconhecido – se ocupa de convidar gente famosa no bairro: meninas e meninos cujos perfis na rede social têm até dezenas de milhares de seguidores, que são chamados de “ídolos”. “Para funcionar, o rolezinho precisa ter o ídolo”, diz Matheus Lucas Bernardo, de 16 anos e mais de 30 mil fãs virtuais no Facebook. “Se chamar o ídolo, as meninas virão. E os meninos virão atrás das meninas.” Matheus foi ao shopping encontrar as garotas que o assediam nas redes sociais, suas fãs. Basta passear pelas fotos do garoto no Facebook para cruzar com declarações apaixonadas das meninas, que elogiam cada comentário que ele publica: “Elas me dão presentes. Uma já mandou um tênis de R$ 600”, diz ele. Com outros dois amigos, foi aos dois eventos marcados no Shopping Metrô Itaquera, mas diz que não quer mais participar – durante o último rolezinho, o boné de um amigo dele foi furtado.
>> Ruth de Aquino: O rolezão do verão
>> Eugênio Bucci: Do rolezinho ao rolezaço

Findo o rolezinho, a graça é voltar para o Facebook e publicar as imagens do encontro. Quem vai ao rolezinho quer ver e ser visto. “Os jovens têm um anseio muito grande por visibilidade e expressão”, afirma Alexandre Barbosa Pereira, antropólogo e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Os Racionais MC’s, na música ‘Da ponte pra cá’, dizem algo que explica muito bem esse desejo da juventude: ‘Quem não quer brilhar? Quem não? Mostra quem. Ninguém quer ser coadjuvante de ninguém’. Os encontros nos shoppings possibilitam tudo isso.” Por que no shopping? Porque os adolescentes gostam do ambiente. Gostam das lanchonetes, das lojas, dos cinemas. Gostam dos corredores bem iluminados e do ar-condicionado que ameniza o calor do verão. Em Itaquera ou no Leblon, em Moinhos de Vento ou na Savassi, os jovens brasileiros transformaram os grandes centros comerciais em seu lugar de encontro favorito – com a aprovação, inclusive, dos pais, que percebem os shoppings como lugares seguros.

A maioria dos adolescentes que foram aos rolezinhos já frequentava os shoppings de bairro onde os eventos ocorreram. Os shoppings são para eles uma segunda casa. “Os meninos que vieram são clientes nossos”, diz Eduardo da Silva, subgerente da Bansurf. No Shopping Metrô Itaquera, a Bansurf vende material de surfe, camisetas e tênis, produtos com apelo em meio a esse público jovem. Durante os rolezinhos, Eduardo baixou as portas – o rolezinho causa uma confusão que espanta os clientes, atrapalhando o ganha-pão dos lojistas. Eduardo tem uma teoria sobre os encontros que afetam seu negócio. “Falta espaço de lazer para essa molecada. É um movimento meio rebelde.”  Não é bem verdade que Itaquera não ofereça outras opções. A subprefeitura do bairro lista três bibliotecas, 12 centros culturais, dois CEUs (que funcionam como escolas e centros de atividades), três parques e três clubes. O Sesc Itaquera, também próximo, reúne famílias em dias de calor. Nenhum desses lugares, porém, atrai os adolescentes como o shopping. “O centro cultural e os parques não têm o mesmo glamour das lojas do shopping”, diz o vereador Nabil Bonduki, do PT, ex-secretário de Urbanismo de São Paulo. Ao redor de Itaquera, diz ele, há oito bairros que reúnem, aproximadamente, 3 milhões de moradores. Há um único shopping para recebê-los. No centro ampliado de São Paulo, onde vivem 1,5 milhão de pessoas, existem 15 shoppings.

A dinâmica do rolezinho (Foto: Filipe Redondo/ÉPOCA, Julia Rodrigues/ÉPOCA, Marcelo Min/Fotogarrafa/ÉPOCA e Renato Mendes/Futura Press/Folha)
O rolezinho de Itaquera no dia 11 ganhou repercussão também pela ação da polícia. Buscando dispersar os jovens aglomerados do lado de fora, no terminal de ônibus, policiais militares usaram balas de borracha e bombas de efeito moral. O encontro de jovens, que começara por volta das cinco e meia da tarde, terminou melancólico duas horas depois. Um menor de idade foi detido pela polícia e encaminhado para a Vara da Infância e da Juventude. Na segunda-feira 13, o governador Geraldo Alckmin disse que a Corregedoria da Polícia Militar apuraria se os policiais cometeram abusos. Às 8 da noite, apesar da confusão, ninguém diria que algo fora do comum acabara de acontecer, apesar do shopping vazio em pleno final de semana. “Se eles quisessem quebrar as lojas, conseguiriam. É muita gente para conseguir controlar”, diz Wesley Machado, dono do Wdog, um quiosque de cachorro-quente no shopping. No primeiro rolezinho em dezembro, Machado manteve o ritmo de vendas – famintos, os garotos vieram comer. Nos dois rolezinhos seguintes, com a correria maior, houve prejuízo, e o faturamento caiu cerca de 30%.

Embora tenham alcançado a fama só agora, as reuniões na periferia de São Paulo convocadas pela internet acontecem desde os tempos do Orkut. Pelas comunidades da rede social anterior ao Facebook, jovens já marcavam encontros no estacionamento de shoppings para improvisar rimas, ver a galera, dançar e curtir. Eram atraídos pelos grupos de DJs, MCs e dançarinos que ajudaram a popularizar o funk da ostentação, a variação do funk carioca que, em vez de fazer apologia das drogas, da pornografia e da violência, exalta as grifes, os carrões e as mulheres. A maior estrela da safra atual dessa vertente, o MC Guimê, fez tanto sucesso que extrapolou as margens da cidade. Hits  como “Tá patrão” (Tênis Nike Shox/Bermuda da Oakley/Camisa da Oakley/olha a situação) e “Plaque de 100” (De transporte nois tá bem/de Hornet ou 1100/Kawasaky tem Bandit/RR tem também) embalam a noite de baladas de luxo, como o Club A. Seu clipe País do futebol tem a participação do jogador Neymar e do rapper Emicida.

A explosão dos funkeiros – e da cultura da ostentação, que fez a cabeça dos jovens da periferia – levou aos shoppings um novo fenômeno do ano passado para cá: os encontros de fãs. Eles são os precursores dos rolezinhos. Divulgados principalmente pelo Facebook, reúnem grupos grandes de admiradores em torno de seus MCs preferidos, meninos em geral menos conhecidos do que Guimê. Num encontro do MC Gui (o nome é parecido, mas trata-se de outro) no estacionamento do Shopping Metrô Itaquera, em abril do ano passado, centenas de meninas e meninos histéricos se empurravam na tentativa de mirar suas câmeras e celulares na direção do ídolo teen.

ROLEZINHO NUNCA MAIS A lojista Paula Mariotti e a filha, Malu. A menina foi escondida e levou um susto com o tumulto (Foto: Marcelo Min/Fotogarrafa/ÉPOCA)
Febre entre os MCmaníacos, o encontro de fãs inspirou novas versões desses eventos. No lugar de um MC conhecido por suas letras que valorizam o luxo, são os “famosinhos” do Facebook que atraem multidões de fãs aos shoppings da periferia. Por “famosinhos” – ou “ídolos” – entenda-se adolescentes comuns que usam as redes para se promover com vídeos caseiros e autorretratos, os selfies. Os mais cultuados entre eles ultrapassam os 100 mil seguidores no Facebook.

Diva, Princesa do Castelo Rosa, Gata do Site. Esses são alguns dos apelidos carinhosos dados pelas fãs à paulista Luana Thalia, de 16 anos, de Mogi das Cruzes. Luana é uma celebridade virtual. Uma rápida busca do seu nome na internet dá uma dimensão do porquê. Tal como um ídolo da música ou do cinema, coleciona páginas no Facebook e blogs criados em sua homenagem. Na rua, no supermercado ou na manicure da vizinhança, ela é sempre abordada para tirar fotos, distribuir beijos ou ganhar presentes. Certa vez, recebeu a visita de uma garotinha de Minas Gerais que, na companhia do pai, deslocou-se do Estado vizinho só para vê-la. Outra fã desistiu de uma entrevista de emprego para ir a um encontro promovido por Luana. “Não sou atriz, não sou cantora, não fiz nada para mudar o mundo. Não entendo por que tanta gente gosta de mim”, diz. “Não tem como não dar valor para essas meninas”, afirma, deixando clara sua humildade, qualidade curiosamente das mais prezadas entre a turma dos rolezinhos – que tanto gosta de ostentar.

De tomara que caia de franjas, short no limite do bumbum, cabelo pintado de preto e dois piercings (de argola no nariz e de strass vermelho na barriga), Luana tem postura e corpo de mulherão. É o ideal de feminino para as pequenas admiradoras, a maioria meninas mais jovens. Não bastasse a estética privilegiada, ela dispensa uma boa dose de atenção diária – chega a passar 12 horas seguidas na internet – a essas adolescentes ultraconectadas, carentes e ansiosas por ser aceitas no mundo. Para conversar com as garotas, Luana usa, além do Facebook e do YouTube, uma rede social bastante popular entre elas, chamada Ask. O funcionamento é simples: alguém faz uma pergunta curta, o dono do perfil responde em poucas linhas. Há de questionamentos práticos (“Luh vou compra minha melissa amanha qual vc acha melhor , dance hits ou ballet ?”) aos afetivos (“Lu porque é tão difícil arrumar a pessoa certa?”). Nessa mistura de consultoria de moda e consultório sentimental, Luana vê suas seguidoras se multiplicar.

Uma radiografia do bairro (Foto: ÉPOCA)
Namorado e parceiro de fama de Luana, Daniel Santos, de 16 anos – ou Divo, Príncipe do Cavalo Branco e Dan –, tem mais de 86 mil fãs no Facebook, 254 mil curtidas no Ask e 354 mil visualizações no vídeo mais acessado de seu canal de YouTube. Nele, o casal aparece dançando, fazendo caretas, beijando na boca e soltando “puns” – uma mistura de palhaçada, romantismo e nojeira que parece agradar a seu séquito de devotos. “Eles são engraçados, fofos, nojentos. Um casal de verdade”, afirma Agda Kovacs, de 13 anos. Tanta atenção já rendeu para a dupla um dinheirinho extra. Luana já recebeu roupas e salário para divulgar em suas redes lojas e baladas. Daniel ganha do YouTube pelas visualizações – investe tudo em bonés de marca (tem um da Quiksilver, R$ 80) e tênis caro (exibia um Nike Shox de R$ 600 na última semana).

A fama, no entanto, tem lá suas agruras. Quando o casal fez seu segundo e último encontro de fãs, em novembro passado (a ideia das reuniões partiu de uma admiradora), um mal-entendido gerado pelo tumulto prejudicou a imagem de Luana nas redes. Mais de 1.000 jovens, segundo eles, compareceram ao Shopping Tatuapé naquele dia. No meio da aglomeração, ela diz ter precisado se escorar numa fã depois de passar mal. Alguém fotografou o episódio e sugeriu que Luana estava empurrando a garota. A reação negativa foi imediata. “Fui muito julgada, não saía mais de casa, quase entrei em depressão”, diz Luana, que passou a receber uma enxurrada de críticas nas redes. Seu Facebook, na época com 150 mil fãs, foi denunciado por abuso e bloqueado. “A inveja acabou com o Face dela”, afirma Daniel.

É impossível explicar exatamente quando e como os encontros de fãs como o de Daniel e Luana viraram encontros de jovens para badalar em massa no shopping. Mas é certo que os rolezinhos atuais, com contornos de violência e polêmica, se valeram do know-how de divulgação pela internet, assim como da possibilidade de encontrar famosos – temperado pelo tédio das férias e pelo gregarismo incontrolável dos adolescentes. “Eu me sinto até um pouco culpada pelo que está acontecendo”, diz Luana.

Os organizadores dos rolezinhos mais recentes também estão preocupados com a repercussão negativa que eles tiveram. “É muito polêmico. Sempre tem quem aproveite para roubar e fazer baderna”, diz Jefferson Luis, organizador do segundo rolezinho a ganhar fama, o do Internacional Shopping Guarulhos, que aconteceu em 14 de dezembro passado. “É por isso que nos julgam mal”, afirma. Jefferson tem 20 anos e canta funk desde os 14. Começou se apresentando na escola, numa feira de artes. “Todo mundo cantava rock. Eu queria fazer algo diferente”, diz. As letras, na definição de seu autor, contam o dia a dia da comunidade onde vive, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Fazem um pouco de ostentação e valorizam a mulher. “Novinha, seu jeito me encanta, verdadeira rainha da noite”, canta numa das músicas. Fã do MC Daleste, Jefferson leva uma rosa tatuada no punho esquerdo – tal qual seu ídolo, assassinado em julho de 2013 – e uma cruz dourada no pescoço.

EM DEFESA  DOS CLIENTES Eduardo da Silva, subgerente de uma loja de surfe no Shopping Metrô Itaquera. Ele fechou as portas no dia do tumulto e diz que faltam opções de lazer  para os jovens (Foto: Marcelo Min/Fotogarrafa/ÉPOCA )
A maioria dos shows de Jefferson (ou MC Jota L) – um por mês, se muito – é gratuita. O objetivo é divulgar o próprio trabalho. A mãe, que muitas vezes o leva de carona até as apresentações, brinca que o fã número um de Jefferson é o irmão caçula, um menino de 11 anos. Como a música não garante dinheiro, o rapaz trabalha como ajudante-geral numa empresa que fornece som para eventos. Segundo de seis irmãos, saiu da escola para trabalhar: “Mas voltei agora que meu irmão terminou os estudos dele”. Foi durante as férias do supletivo que Jefferson teve a ideia de organizar um rolezinho no shopping. “É um lugar seguro, que a gente gosta de frequentar”, diz.

Jefferson mora à sombra do Internacional Shopping Guarulhos. O centro comercial é visível da esquina da casa do rapaz. “Aqui, nas férias, ou a gente empina pipa, ou fica no Facebook, ou vai ao shopping”, afirma. No dia 14 de dezembro, ele decidiu ir ao shopping. Chamou seus 2 mil amigos do Facebook para acompanhá-lo. Não definiu horário para o encontro: “Eu não queria que todo mundo chegasse junto, para não pensarem que era arrastão”, diz. “Até eu ia ficar com medo se visse 2 mil pessoas entrando de uma vez”. Duas mil e quinhentas pessoas apareceram. Circulando pelos corredores do shopping, os adolescentes batiam palma e repetiam os versos de Daleste: “Eita, p..., que cheiro de maconha”. A imprensa mostrou, no dia seguinte, fotos de seguranças de armas na mão abordando adolescentes. Vinte e três rapazes foram detidos pela polícia. Jefferson entre eles. Mantidos na delegacia até alta madrugada, foram liberados. Nenhum lojista ou cliente prestou queixa.

Conter os hormônios dos jovens nessa fase de angústia e autoafirmação torna-se quase impossível quando surge uma novidade que atrai todos os amigos – caso dos rolezinhos. Como segurar um filho em casa se todos os amigos dele confirmaram presença no Facebook? A lojista Paula Mariotti não conseguiu. Sem que soubesse, a filha e a sobrinha foram espiar o encontro que terminou em tumulto no Shopping Metrô Itaquera, em 7 de dezembro. Malu Mariotti, de 14 anos, e a prima Nathalia Guedes, de 12, chegaram quando a confusão ainda não havia começado, por volta das 16 horas. Como acharam que estavam menos arrumadas do que as outras garotas, decidiram correr de volta (no sentido literal mesmo) para o guarda-roupa para trocar o modelito – mais precisamente, encurtar os shorts. Quando voltaram, deram de cara com corre-corre e a presença dos policiais. “Elas chegaram aqui apavoradas”, afirma Paula. “Rolezinho de novo nem pensar. É mais fácil deixar as meninas irem a uma balada.”

O rolezinho, como os pais já perceberam, não é inteiramente inocente. A algazarra promovida por seus praticantes, eventualmente somada a pequenos crimes, prejudica de verdade os comerciantes. A prática, no entanto, é pacífica na origem – tem como principal objetivo a diversão – e não é política. As denúncias de violência policial no Shopping Itaquera, no entanto, geraram manifestações de solidariedade pelo país – uma delas prevista para o Shopping Leblon, no Rio de Janeiro, e outra para o Shopping Iguatemi, em Brasília. Alguns políticos viram o roteiro dos protestos de junho se repetindo. Algo que começa despretensioso, num segundo momento une multidões de jovens de cidades diferentes, sobrevém a violência policial, e isso desencadeia um movimento de grandes proporções – que faz desabar a popularidade dos políticos.

CORRE-CORRE  EM ITAQUERA Frequentadores do shopping e rolezeiros no encontro do dia 11 de janeiro. O evento acabou em confusão (Foto: Robson Ventura/Folhapress)
Novos protestos, desde que sejam democráticos – ou seja, sem violência –, não são problema numa democracia e já são esperados para este ano de Copa do Mundo. O problema, para os cidadãos e para as autoridades, é descambarem para a violência. O temor de que isso aconteça com os rolezinhos chegou a ser discutido numa reunião ocorrida na terça-feira passada, no Palácio do Planalto. Os ministros Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, Marta Suplicy, da Cultura, José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Luiza Bairros, da Igualdade Social, tratavam com a presidente Dilma Rousseff de ações culturais promovidas pelo governo durante a Copa do Mundo. Cardozo alertou sobre o perigo de que alguma violência policial durante os rolezinhos desencadeie o mesmo processo das manifestações de junho – que acabaram esvaziadas por causa da violência do outro lado, os black blocs.

O governo e a prefeitura de São Paulo expressam a mesma preocupação. As duas instâncias agiram afinadas como quando o prefeito Fernando Haddad e o governador Geraldo Alckmin cantaram “Trem das onze” num evento em Paris, em meados do ano passado. Expressando o pensamento de Alckmin, o secretário estadual de Segurança Fernando Grella Vieira disse que os rolezinhos não são uma questão policial, mas um “fenômeno cultural”. Afirmou que “evidenciam a necessidade de o poder público investir em opções de lazer para os jovens” e mandou um recado para a Polícia Militar, talvez pensando nos acontecimentos do Shopping Itaquera: “Cabe à polícia cuidar do espaço público. Shopping center é espaço privado”. Usando a mesma postura conciliadora, o prefeito Fernando Haddad designou o secretário municipal da Igualdade Racial, Netinho de Paula, para conversar com os líderes dos rolezinhos. O objetivo das conversas é desviar os eventos dos shoppings para espaços públicos – ideia à qual alguns “rolezeiros”, aparentemente, já aderiram.

Haddad e Grella agem da forma correta para esvaziar os que querem violência – os que demonizam os jovens, tratando-os como “bandidos”, e os que demonizam os comerciantes, acusando-os de “racistas”. A verdade, como sempre, é mais complexa. Ao mesmo tempo que a questão é simples, e se resume aos limites legais. Os jovens do rolezinho buscam diversão – mas, quando essa diversão provocar perturbação da ordem, os lojistas têm o direito de chamar a polícia, que cuida da ordem pública. Do outro lado, os comerciantes têm o direito de proteger seu ganha-pão – mas, se agirem de forma preconceituosa, terão de responder à lei brasileira. Respeitadas as regras básicas da convivência democrática, todos têm o direito de trabalhar, se divertir – ou protestar pacificamente, se quiserem.

Matheus Batista – de 16 anos e 47 mil fãs no Facebook – estava no Shopping Metrô Itaquera em 11 de dezembro. Com outros cinco amigos, queria encontrar algumas meninas. Não teve chance. Pouco depois de sua chegada, começou a confusão: “A gente foi lá para curtir. Mas os caras começaram a roubar os bonés dos outros, e saiu muita briga”, diz. Matheus estava com um grupo de amigos no banheiro quando um segurança apareceu. “Ele falou que ia quebrar a gente. Mas saiu sem fazer nada”, diz. “Eu entendo o lado dele. Tinha muita gente bagunçando.” Morador de Itaquaquecetuba – distante uma hora e meia de Itaquera –, Matheus se diverte indo ao shopping e a bailes funk e não desistiu dos rolezinhos. Disse que irá aos próximos: “Foi maneiro’.

Todos contra a violência (Foto: Adriana Spaca/Brazil Photo, Alex Gouvêa/Futura Press/Folhapress e Marcelo D’Sants/Frame/Folhapress)

Isto é o que o Brasil Hérda o que fazer o povo brasileiro gosta???????

Os herdeiros Hélder Barbalho e Rodrigo Jucá nas eleições de 2014

Membros de duas dinastias políticas poderosas, eles terão estrutura de primeira na campanha

LEANDRO LOYOLA
24/01/2014 20h48
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GENÉTICA Hélder Barbalho  (na foto maior) e seu pai, Jader (acima).  O filho herdou do pai o patrimônio político e as sobrancelhas de taturana (Foto: Alan Marques/Folhapress)
GENÉTICA Hélder Barbalho  (na foto maior) e seu pai, Jader (acima).  O filho herdou do pai o patrimônio político e as sobrancelhas de taturana (Foto: Divulgação)
O bimotor King Air prefixo PT-OZP pousou no aeroporto de Paragominas, região nordeste do Pará, num domingo. Seu passageiro mais ilustre, o ministro da Agricultura, Antonio Andrade, chegava para participar de uma feira agropecuária. Produtores, criadores, prefeitos, deputados e até o governador do Estado, Simão Jatene (PSDB), esperavam Andrade para a solenidade em que ele anunciaria oficialmente que a região fora considerada zona livre da febre aftosa. Notícia alvissareira. Caía um obstáculo para os criadores da região venderem sua carne. Andrade fez a viagem de Belém a Paragominas no avião das empresas do senador Jader Barbalho, seu colega de PMDB. Mas Jader não estava. Quem acertou a viagem do ministro e o levou até Paragominas foi Hélder Barbalho, filho de Jader e pré-candidato a governador do Pará na eleição deste ano.

Na política, ele é apenas Hélder – o sobrenome Barbalho não é muito citado. Mas a associação é inescapável. As sobrancelhas de taturana que quase formam um vértice no meio, a voz e o jeito de falar são herança de Jader Barbalho. Hélder, de 34 anos, tem o estilo de discursar do pai. “Se você fechar os olhos, acha que está ouvindo o Jader”, diz o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).  Aos 10, 12 anos, ou “desde criança pequenina”, como diz, Hélder acompanhava o pai e a mãe, a deputada Elcione Barbalho, a reuniões políticas, encontros partidários e ouvia discursos. Hélder é o escolhido para manter a família Barbalho no exercício do poder pela terceira geração.
>> Mais reportagens sobre as eleições 2014

Como ele, outros herdeiros disputarão cargos neste ano. Em Roraima, a continuidade dos Jucás está encaminhada. Rodrigo Jucá, de 32 anos, filho do senador Romero Jucá (PMDB), será o vice na chapa do candidato ao governo Chico Rodrigues (PSB). Hélder e Rodrigo dispõem de todos os instrumentos que a política brasileira contemporânea exige para serem eleitos. Seus pais acumularam patrimônio econômico, empresas na área de comunicação e o controle do poder regional de seu partido. Assim, eles têm dinheiro, acesso privilegiado a doadores de campanha, exposição garantida e tapete vermelho na estrutura partidária. Basta aproveitar.

Todos os dias, às 9 horas da manhã, milhares de paraenses ouvem a voz de Hélder pela rádio Clube, a emissora AM de maior audiência do Pará – uma das oito rádios dos Barbalhos, que ainda têm quatro retransmissoras de televisão e um jornal. “Participe, ligue pra gente, converse com todo o Estado do Pará, fale aquilo que você deseja. Que o Pará lhe escute, que o Brasil lhe ouça!”, diz Hélder na abertura do Programa do Hélder, retransmitido por emissoras de todo o Estado. Hélder começou a carreira de radialista em março do ano passado, dois meses depois de deixar o cargo de prefeito de Ananindeua. A estreia foi precedida por uma campanha publicitária feita pela rádio e pela RBA, um dos canais de televisão da família Barbalho. Durante uma hora, Hélder apresenta um programa de utilidade pública, com repórteres que trazem notícias de todo o Pará. “Quando deixei a prefeitura, tomei a decisão de fazer um programa informativo para ter oportunidade de conversar com o Pará”, diz Hélder. No programa de 6 de janeiro, durante 13 minutos, um repórter relatou como uma erosão derrubou casas e deixou 30 famílias desabrigadas em Abaetetuba. Outro assunto foi a remoção de famílias de um bairro de Belém, por causa das obras de duplicação de uma avenida. Sobre essa notícia, Hélder fez o seguinte comentário: “A obra foi paralisada pelo atual governo. Com a paralisação, a população, sem saber o que iria acontecer, acabou invadindo o residencial Liberdade. O que me parece que está se passando com o governo é que está chegando a eleição e aí bate o desespero de quem está no mandato e não tem o que mostrar, e aí começa a fazer as coisas de afogadilho”. Hélder se manterá no rádio até o início da campanha eleitoral. “Se isso vai me dar retorno eleitoral, só no futuro vamos ver. Espero que dê”, afirma Hélder.

Além da uma hora diária no ar, o programa promove o evento “Programa do Hélder no meu bairro”, que oferece serviços de exames médicos simples, dentistas, atendimento jurídico e emissão de documentos, como carteira de trabalho, certidão de nascimento, e até cortes de cabelo. Como vice-presidente do PMDB, Hélder ainda visitou 18 cidades com o evento “O que o Pará quer”. Nessas visitas, Hélder ouve prefeitos, faz um discurso e abre espaço para perguntas. Os prefeitos costumam alugar ônibus para levar cidadãos e formar uma claque. Em novembro, o Ministério Público Federal do Pará apresentou uma ação em que pede que o PMDB paraense perca 47 minutos de tempo de propaganda partidária. De acordo com a representação, o partido fez campanha antecipada a favor de Hélder em seu programa de novembro.

Até o final de 2012, os Barbalhos faziam parte do governo do tucano Simão Jatene. No segundo semestre de 2013, Jader acertou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o acordo pelo qual Hélder será o candidato do PMDB ao governo, com apoio do PT. Em troca, o candidato da chapa ao Senado será Paulo Rocha, um ex-deputado que se livrou no julgamento do mensalão. História semelhante aconteceu em 2010, com os partidos invertidos. Os Barbalhos saíram do mal avaliado governo da petista Ana Júlia Carepa para apoiar Simão Jatene.

Hélder é a terceira geração da família na política. Seu avô, Laércio Barbalho, foi cassado pela ditadura militar em 1964, após uma curta carreira como deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD). O revés provocou a primeira transição familiar na política. Três anos depois, seu filho Jader Barbalho, então com 23 anos, elegeu-se vereador em Belém pelo MDB. Jader decolou. Foi deputado federal, governador do Pará em dois mandatos, duas vezes ministro no governo do presidente José Sarney e senador. Hélder começou a carreira em 2000, como vereador, quando o pai viveu seu apogeu como presidente do Senado. No ano seguinte, no entanto, Jader despencou: renunciou ao mandato de senador, acusado de desvios no Banpará. No ano seguinte, Jader foi preso pela Polícia Federal, acusado de fraudar empréstimos concedidos pela Sudam, responsável por financiar projetos capazes de desenvolver a Amazônia. Jader voltou em 2006 como deputado federal e hoje é um silencioso senador, que só pronunciou um discurso em dois anos.

Hélder executou uma trajetória de saltos rápidos. Para evitar a disputa mais difícil em Belém, optou por ser candidato em Ananindeua, na região metropolitana – a segunda maior cidade do Pará. Venceu três eleições entre 2000 e 2004 – para vereador, deputado estadual e prefeito (por dois mandatos). Não esqueceu a família quando foi prefeito. Em 2012, inaugurou o Conjunto Jader Barbalho, na periferia de Ananindeua. A placa de inauguração foi descerrada pelo próprio homenageado e, para não deixar dúvidas, tinha uma foto de Jader. Sua administração começou – e abandonou – a construção de um estádio de futebol na cidade. No ano passado, o Ministério Público do Pará o denunciou à Justiça por ter deixado de passar R$ 1,8 milhão ao fundo de pensão dos funcionários da prefeitura. Hélder ampliou o número de funcionários contratados sem concurso, parte deles por indicação política. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entre 2009 e 2012 o número de comissionados cresceu 38% – subiu de 2.939 para 4.056.

Aos 32 anos, com um mandato incompleto de deputado estadual e uma carreira bem mais curta que a de Hélder, Rodrigo Jucá (PMDB) será candidato a vice-governador de Roraima. A chapa que tem o apoio de 18 partidos. Advogado formado em Brasília, criado entre Boa Vista e Brasília, Rodrigo não é um fenômeno da política. A aliança tão ampla é produto da articulação de seu pai, o senador Romero Jucá (PMDB). Ex-líder dos governos Fernando Henrique, Lula e Dilma no Senado, Jucá é um desses fenômenos capazes de produzir arranjos políticos aparentemente impossíveis no Congresso Nacional. Em Roraima, seu domínio desde a década de 1980, o trabalho é bem mais simples.

EM FAMÍLIA Rodrigo Jucá  (na foto maior)  e seu pai, Romero (acima). Rodrigo  é secretário de Educação da prefeita Tereza Surita, ex-mulher de Romero Jucá (Foto: Sergio Lima/Folhapress e divulgação)
No início das conversas, o próprio Romero Jucá era o preferido como candidato. Mas ele prefere ficar no Senado. Sugeriu, então, o filho. Rodrigo mora em Roraima há mais de dez anos. Foi superintendente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa) por quatro anos. “Ele acompanhou minha vida”, diz Romero Jucá, o pai. “Pedi a ele que, em vez de entrar mais cedo, fosse se formar para ter lastro, para exercer mandato depois.” Em 2010, Rodrigo foi eleito deputado estadual, o segundo mais bem votado do Estado. “Entrei na política com 28 anos, não precipitei”, diz Rodrigo. “Quando senti que não seria artificial, fui candidato.” Rodrigo foi deputado durante dois anos. Mas a Assembleia Legislativa roraimense tem problemas. Alguns deputados que lá exercem seu mandato foram alvo da Polícia Federal na Operação Gafanhoto, em 2004 – que apurou um desvio de mais de R$ 200 milhões pela contratação de funcionários fantasmas em Roraima. No ano passado, Rodrigo pediu licença do mandato para assumir o cargo de secretário de Educação da prefeitura de Boa Vista, a capital do Estado. A prefeita é Tereza Surita, ex-mulher de Romero Jucá.

Nos registros, apesar da pouca idade, Rodrigo é um empresário de sucesso, sócio de seis empresas e com um patrimônio de R$ 3,6 milhões. Na verdade, nada é dele. Os bens foram repassados para seu nome pelo pai. Em sua declaração de bens, apresentada em 2010, Romero Jucá ficou apenas com R$ 600 mil. Como o colega Jader Barbalho, Jucá acumulou um patrimônio considerável em sua vida política. Tem várias empresas, entre elas rádios e retransmissoras de televisão em seu Estado. Parte dessas empresas, como a Buritis Comunicações, que administra rádios e TVs, está em nome de Rodrigo. Como Hélder, Rodrigo tem tudo isso a seu favor para atuar na política. “Seria hipocrisia minha dizer que não ajuda (o fato de ser filho de Jucá). Muitos só usufruem a condição familiar; outros são comprometidos com a política. Depende como você conduz sua carreira”, diz Rodrigo. “Acho que minha geração tem a obrigação de trabalhar pela modernização da política.”

No ano passado, Romero Jucá lançou o movimento Roraima Forte, uma maneira de arregimentar apoio à aliança. Apesar de apoiar o governo Dilma, em seu Estado o aliado preferencial do PMDB de Jucá é o PSDB do governador José de Anchieta Júnior. Incansável, Jucá participou de eventos do Roraima Forte pelo Estado. Com Rodrigo, foi a festas folclóricas em Iracema, São Luís e Rorainópolis. A campanha em Roraima pode ser mais emocionante do que isso. Na última, em 2010, um colaborador da campanha de Jucá jogou um pacote com R$ 100 mil pela janela do carro quando percebeu que era seguido por um carro da Polícia Federal. Outro, em Mucajaí, foi preso com R$ 80 mil em espécie.

Em início de carreira, Hélder Barbalho e Rodrigo Jucá podem analisar a trajetória de outros herdeiros anteriores para planejar seu futuro. Um exemplo à mão é o da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, também do PMDB, também aliada de Dilma. Como ambos, Roseana herdou do pai, o ex-presidente José Sarney, a veia política. Como Hélder e Rodrigo, a família de Roseana tem emissoras de rádio e televisão. Roseana foi deputada, senadora e hoje é governadora do Maranhão. Foi candidata a presidente da República em 2002, mas desistiu quando a Polícia Federal apreendeu R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo numa de suas empresas. Roseana está em seu terceiro mandato como governadora. Há um mês, seu governo é lembrado no país todo pelas execuções macabras no presídio em condições pré-históricas de Pedrinhas. Seu governo teve R$ 22 milhões para construir três presídios – mas, por falta de projetos, perdeu direito a usufruir essa verba do governo federal.

Até parece que isto por aqui vai pegar "kakakakakakakak"

25/01/2014 - 06:00

Corrupção

Lei que pune com multa empresa que pagar propina entra em vigor nesta quarta-feira 

A partir de agora, subornar funcionários públicos para obter contratos pode ficar caro para empresas como a Alston, que, investigada desde 2008, continua a receber dinheiro de governos, inclusive o federal

Pieter Zalis e Hugo Marques
Metrô
(Fernando Cavalcanti)
A empresa francesa Alstom sempre negou que tivesse cometido irregularidades para conseguir contratos no Brasil. Agora, um documento a desmente. Em um processo na França, um ex-diretor da companhia afirmou que ela pagou 15% de “comissão” (o eufemismo mundial para propina) a representantes do governo paulista para conseguir um suplemento de 45,7 milhões de dólares sobre um contrato firmado quinze anos antes. O depoimento do ex-diretor, André Botto, foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo. Ele ocorreu em 2008, o mesmo ano em que começou a investigação dos cartéis em São Paulo (veja o quadro). O fato de há tempos existirem indícios de que a Alstom subornou autoridades no Brasil não impediu, porém, que a empresa continuasse a receber dinheiro dos cofres públicos.
O caso Alstom/Siemens, como é praxe na política, virou dinamite na guerra eleitoral entre os partidos. Por meios explícitos, e também tortuosos, o PT e alguns de seus representantes no governo vêm se empenhando para que a bomba exploda em colo tucano no momento mais adequado. Difícil, no entanto, será explicar ao eleitorado o motivo pelo qual, mesmo diante de suspeitas tão antigas, o governo federal manteve os contratos com a Alstom, à qual entregou 183 milhões de reais nos últimos dez anos.
Há exemplos piores. Entre 2003 e 2010, durante os governos Lula, a Delta, empreiteira do empresário Fernando Cavendish, atingiu a incrível marca de uma licitação ganha por semana. Somados, os 430 contratos da empresa com o governo totalizavam 5 bilhões de reais. Vasculhando a contabilidade da empreiteira, uma CPI aberta em 2012 descobriu que o sucesso da Delta nas licitações aumentava na mesma medida das contribuições que ela fazia para campanhas de políticos do governo.
Situações como essa proliferaram no país em parte porque, até agora, não havia leis específicas para punir empresas corruptas. Na esfera administrativa, a pena máxima era a entrada dessas empresas numa lista negra. Quem estivesse nela não mais teria direito a contratos no serviço público. Mas o procedimento está repleto de brechas, como bem sabe a Delta. Incluída na lista de companhias inidôneas em junho de 2012, ela ainda recebeu 423 milhões de reais do governo naquele ano e outros 210 milhões em 2013. E agora criou outra empresa, a Técnica Construção, que está pronta para abocanhar licitações quentinhas.

Isso está para mudar. Nesta semana, começa a valer a Lei de Combate à Corrupção. Ela prevê que empresas flagradas pagando propina poderão ser multadas em até 20% do seu faturamento ou, em casos extremos, ser fechadas. Leis como essa já vigoram desde 1977 nos Estados Unidos e desde 1998 na Alemanha. “É a primeira vez que teremos no Brasil penalidades que atingem a conta bancária das companhias”, diz o ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage. Afugentar as empresas corruptas sangrando seus cofres, afinal, pode ser bem mais eficiente do que esperar que os governos se preocupem em ficar longe delas.
Com reportagem de Alexandre Aragão

A melhor coisa que se ode fazer e deixar o passado quieto, não vale apena levantar a poeira pesada que existe aqui.

Pesquisadora quer provar que Hitler morreu no Brasil aos 95 anos


do BOL, em São Paulo
  • AP
    De acordo com nova obra, Hitler esteve no Brasil após a Segunda Guerra em busca de um tesouro De acordo com nova obra, Hitler esteve no Brasil após a Segunda Guerra em busca de um tesouro
Oficialmente, Adolf Hitler suicidou-se em 30 de abril de 1945 após ingerir cianureto e disparar uma arma contra a própria cabeça. Apesar das inúmeras referências historiográficas que comprovam essa versão, não faltam teorias para contrariá-la. Uma das versões mais célebres é de que o ditador nazista teria fugido para a América do Sul, vindo a se esconder no Brasil.
É esta versão que a pesquisadora brasileira Simoni Renée Guerreiro Dias explora em sua dissertação de mestrado em jornalismo. Da pesquisa surgiu a obra "Hitler no Brasil - sua vida e sua morte", onde Simoni desafia a versão oficial e aponta que Adolf Hitler escapou do bunker de Berlim, no final da Segunda Guerra, e morreu no Brasil, em 1984, aos 95 anos, na cidade de Nossa Senhora do Livramento, a 42 km de Cuiabá.
A autora acredita que o führer fugiu para a Argentina e depois para o Paraguai antes de se estabelecer no estado brasileiro de Mato Grosso, onde passou a utilizar o nome falso de Adolf Leipzig.
 
A obra ainda destaca outra teoria bizarra: a de que Hitler teria vindo ao país em busca de um tesouro enterrado. Se não bastasse, Hitler teria em mãos um mapa dado a ele por aliados do Vaticano. A teoria bizarra aponta ainda que ele teria tido um relacionamento com uma mulher negra chamada Cutinga, para não chamar a atenção para sua verdadeira identidade.
 
Como ninguém quer acreditar nesta teoria maluca, Simoni planeja usar testes de DNA para mostrar semelhanças entre o material genético de um suposto parente de Hitler que vive em Israel com restos mortais de Adolf Leipzig a partir de seu suposto lugar de descanso final em Nossa Senhora do Livramento. Só que ainda falta-lhe a permissão da Justiça para exumar o corpo.
 
Candido Moreira Rodrigues, professor de história na Universidade Federal de Mato Grosso, disse ao jornal Daily Mail que não há nada de novo em pessoas que se dizem historiadores chegando com teorias mirabolantes sobre a vida de Hitler na América do Sul, já que alguns dos nazistas mais famosos se refugiaram comprovadamente na região depois do fim da guerra, como Adolf Eichmann e Josef Mengele.
 
Isso acontece porque falta qualquer evidência física de sua morte. Ao atirar contra a própria cabeça, seu crânio se espatifou em centenas de fragmentos. Para piorar, os fragmentos encontrados, de acordo com testes de DNA, pertenciam a uma mulher.
Leia mais em: http://zip.net/bhmcy4

BBB - uma uma Bosta Bem Borrada (reunião de gente que diz que tem tudo e na tem, um bando de tolos sarados brincando de idiota frustado)



Veja fotos do 12º dia de confinamento60 fotos

Tatiele e Vanessa comparam o tamanho dos pelos pubianos