quinta-feira, 27 de março de 2014

Assim vai muito bem ete governo parece que está tudo bem, mais não, esse rombo bai cair nas costas de quem????????????

27/03/2014 - 15:38

Contas públicas

Rombo nas contas do governo em fevereiro chega a R$ 3 bilhões

Nos dois primeiros meses do ano, a economia feita para o pagamento de juros acumula saldo positivo de 9,876 bilhões de reais — valor 50% inferior ao do mesmo período de 2013

Produção de cédulas de notas de 50 reais na Casa da Moeda no Rio de Janeiro
Superávit no bimestre recua 50%, aponta o Tesouro (Marcelo Sayão/EFE)
O governo central - formado pelo governo federal, Banco Central e Previdência Social - registrou déficit primário de 3,078 bilhões de reais em fevereiro, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira. Nos dois primeiros meses do ano, a economia feita para o pagamento de juros acumula saldo positivo de 9,876 bilhões de reais. No entanto, o saldo bimestral é 50% inferior ao que foi registrado no mesmo período de 2013 e o pior desde 2009.
Em fevereiro, as despesas do governo central atingiram 68,354 bilhões de reais, enquanto a receita líquida ficou em 65,275 bilhões de reais. No ano, os gastos somam 158,5 bilhões de reais, com alta de 15,5% em relação a igual período do ano passado, impulsionados por despesas maiores com o pagamento de benefícios sociais, servidores e com a máquina pública. No mesmo período, a receita totalizou 168,342 bilhões de reais, com aumento bem menos expressivo de 7,3% na comparação com 2013.
O resultado veio negativo mesmo levando-se em conta a arrecadação recorde do mês passado e o fato de o Tesouro ter lançado mão de 2,892 bilhões de reais em dividendos das estatais para incrementar sua receita, dos quais 2 bilhões de reais são provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e 700 milhões de reais da Caixa Econômica Federal.
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O Tesouro também informou que transferiu 1,05 bilhão de reais para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) no primeiro bimestre deste ano. Em 2014, está previsto um aporte de até 13 bilhões de reais, sendo 9 bilhões de reais para bancar as indenizações às distribuidoras e 4 bilhões de reais para atenuar o impacto do aumento do preço de energia no mercado livre no caixa das elétricas.
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Apesar do resultado primário ruim, os investimentos do governo federal apresentaram um crescimento de 22,7% no primeiro bimestre de 2014 e somaram 15,1 bilhões de reais, ante 12,3 bilhões de reais no mesmo período do ano passado. Os investimentos incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somaram 11,1 bilhões de reais, com alta de 43,3% em comparação com o primeiro bimestre de 2013, quando foram gastos 7,7 bilhões de reais.
A meta fiscal de 1,9% do PIB para o ano foi anunciada pelo ministro da Fazenda Guido Mantega em fevereiro, mostrando uma tentativa do governo de trabalhar com números mais realistas. Esse porcentual representa uma economia de 99 bilhões de reais para pagar os juros da dívida.
Na segunda-feira, foi justamente o desempenho fiscal ruim que fez com que a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixasse a nota de crédito do Brasil de BBB para BBB-.

Está despencando e vai mais ainda.

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CNI/Ibope: despenca aprovação da população ao governo Dilma

CNI/Ibope: despenca aprovação da população ao governo Dilma

Cada vez mais brasileiros desaprovam o governo do PT e de Dilma Rousseff. É o que constatou a pesquisa CNI/Ibope divulgada na manhã desta quinta-feira (27). De acordo com a pesquisa, o número de pessoas que considera o governo Dilma ótimo ou bom caiu de 43% na última avaliação, em novembro, para 36% nesta de março. Na outra ponta, cresceu, entre os entrevistados, a quantidade de pessoas que consideram o governo do PT ruim ou péssimo (passou de 20% para 27%). Outros pontos da pesquisa identificaram queda também do percentual da população que aprova a maneira de governar da presidente (caiu de 56% para 51%) e na parcela da população que confia na presidente (que recuou de 52% em novembro para 48% agora).
Segundo a pesquisa CNI/Ibope, em nenhuma das nove áreas de atuação avaliadas o percentual dos que aprovam supera o dos que desaprovam as ações do governo. São analisadas as áreas de educação, saúde, combate ao desemprego, segurança pública, combate á fome e à pobreza, meio ambiente, impostos, combate à inflação e taxa de juros. Na área de educação subiu de 58% para 65% a quantidade de pessoas que desaprovam o governo Dilma. Em saúde, o índice de desaprovação subiu de 72% para 77%, e em segurança pública, subiu de 70% para 76%. No combate ao desemprego, a desaprovação subiu de 49% para 57%, no meio ambiente de 47% para 54%, em relação a impostos o governo passou a ser desaprovado por 77% (contra 71% da pesquisa anterior), no combate à inflação houve aumento de 63% para 71% na desaprovação, enquanto na taxa de juros o índice passou de 65% da última pesquisa para 73% nessa atual.
Veja a pesquisa na íntegra aqui.

Descobertas são bons sendo que tudo tem seu lugar.

26/03/2014 - 20:33

Espaço

Estudo liderado por brasileiro descobre primeiro asteroide rodeado de anéis

Astrônomos identificaram no asteroide Chariklo dois anéis de gelo; até então, fenômeno tinha sido visto apenas em planetas gigantes

Imagem produzida por um artista mostra os anéis perto da superfície do asteroide Chariklo
Imagem produzida por um artista mostra os anéis perto da superfície do asteroide Chariklo (ESO/L. Calçada/Nick Risinger (skysurvey.org))
Astrônomos descobriram anéis em torno de um asteroide de cerca de 250 quilômetros de diâmetro, o menor objeto já detectado a ter anéis. Anteriormente, o fenômeno só havia sido visto em planetas gigantes como Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

A descoberta, publicada online nesta quarta-feira no periódico Nature, foi obra do acaso, segundo o líder da pesquisa, o brasileiro Felipe Braga-Ribas, do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro. As observações foram feitas a partir de treze telescópios em onze pontos da América do Sul, entre eles o Observatório de La Silla do Observatório Europeu do Sul, no Chile, em 3 junho de 2013.
Ao observar a estrela UCAC4 248-108672, os astrônomos visualizaram uma escuridão por alguns segundos. O motivo, já previamente calculado, seria a passagem de um asteroide à frente da estrela. O que os cientistas não esperavam eram dois pontos luminosos aparecerem antes e depois da passagem do objeto, sugerindo que ele seria cercado por anéis. Trata-se da primeira evidência de que anéis podem circundar qualquer objeto no Sistema Solar, não apenas planetas gigantes. Os astrônomos constataram dois anéis pequenos feitos de gelo, um de 7 quilômetros e outro de 3 quilômetros de diâmetro, ao redor de Chariklo, como o asteroide foi denominado.
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Formação — Os anéis são considerados o primeiro passo da formação de uma lua ou de um planeta. Acreditava-se que asteroides, por seu tamanho comparativamente pequeno, não poderiam ter anéis. “Encontrá-los em um objeto pequeno foi inesperado”, diz Felipe Braga-Ribas.
Ainda não se sabe como os anéis se formam. Acredita-se que eles sejam oriundos de restos de materiais resultantes de uma colisão que tenha ocorrido perto de um corpo celeste.

Chariklo pertence a uma classe de objetos chamada centauros, que atravessam o Sistema Solar em órbitas instáveis e podem se dividir entre asteroides e cometas. "Por eles serem muito pequenos e escuros e estarem muito longe da Terra, é difícil estudá-los", afirma Braga-Ribas.

Acho melhor mesmo "fechar a torneira e rezar"

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'É fechar a torneira e rezar', pede Conselho Mundial da Água

Especialista em recursos hídricos, Benedito Braga cita motivos pelos quais São Paulo passa pela maior crise da história

Benedito Braga diz que polêmica envolvendo projeto do rio paraíba do Sul poderia ter sido evitada Foto: Thiago Tufano / Terra
Benedito Braga diz que polêmica envolvendo projeto do rio paraíba do Sul poderia ter sido evitada
Foto: Thiago Tufano / Terra
  • Thiago Tufano
    Direto de São Paulo

“A curto prazo não há o que fazer. É uma situação absolutamente inédita e trágica. Agora temos que fechar a torneira e rezar”. Presidente do Conselho Mundial da Água, o brasileiro Benedito Braga, também professor de engenharia ambiental da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), é bastante realista em relação aos problemas de desabastecimento de água do estado de São Paulo, principalmente do sistema Cantareira, que fornece água para quase metade da população paulista.

Nesta quarta-feira, o nível do maior reservatório de água do Estado bateu recorde mínimo de 14,1%. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e o governador Geraldo Alckmin já haviam acendido o alerta vermelho quando o nível baixou de 35%, ainda em dezembro do ano passado, volume considerado “de segurança por especialistas”.

Benedito Braga acredita que três fatores fizeram com que a situação se tornasse alarmante: falta de chuva na região, que segundo o especialista é o principal motivo da seca; uso desenfreado da água existente; e complexidade na realização de obras e infraestrutura hídrica.

“Criou-se um emaranhado de leis e instituições no sentido de preservar a natureza, mas o resultado prático operacional é complicadíssimo. O projeto, que a implantação nos EUA ou Alemanha levaria um ou dois anos, aqui se levam dez porque depois que se decide tudo, com tem todas as licenças, vem o Ministério Público e diz: ‘espere, vocês falharam aqui’. E a obra é parada. Fora quando não muda de governante e interrompe o projeto. Isso precisa mudar. Precisa ser sim ou não no prazo de no máximo um ano. Precisamos de um sistema de infraestrutura hídrica que não dependa tanto de uma complexidade para implementação. Precisa ter coragem”, disse o presidente do Conselho Mundial da Água.

Em relação à polêmica entre Alckmin e o governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral sobre a retirada de água do rio Paraíba do Sul para abastecimento em São Paulo, obra que ficaria pronta apenas em dois anos, Benedito Braga acredita que não era necessário que o governante paulista reportasse à presidente Dilma Rousseff e muito menos à Agência Nacional de Águas.

“Esse reservatório foi construído com recursos do governo de São Paulo, o rio é estadual de São Paulo. A ANA não tem nada a ver com esse assunto, não sei por que vivem dizendo que a ANA tem que dar autorização. A responsabilidade dos rios do estado é do Estado. Claro que o governo de São Paulo não vai fazer isso sem se articular com a ANA, mas não perguntar se pode”, explicou.


<a data-cke-saved-href="http://noticias.terra.com.br/infograficos/racionamento-de-agua/" href="http://noticias.terra.com.br/infograficos/racionamento-de-agua/">Racionamento de água - dicas de como economizar água</a>


Veja a entrevista com Benedito Braga na íntegra:

Terra: Como o desabastecimento poderia ter sido evitado?

Benedito Braga: É uma pergunta difícil porque na hidrologia trabalhamos com níveis de risco. Quando você dimensiona um sistema você coloca na balança o risco e o custo. Obviamente que risco zero significa custo infinito, então é impossível fazer. Economias mais sólidas podem correr menos riscos porque têm mais recursos financeiros para executar suas obras. No caso que estamos passando foi feito um dimensionamento com base num conjunto de informações de dados de uma série que chamamos de histórica. O que está acontecendo é que estamos tendo uma percepção ainda não totalmente confirmada de que essa série histórica não é estacionária, ou seja, ela tem altos e baixos, mas ela tem uma média que não muda com o tempo. O que temos observado nos últimos dez anos é que essas séries estão dando uma impressão de que não são estacionárias, de que o regime de chuva pode estar mudando. A observação que tivemos nesse ano hidrológico 2013/2014, é que tivemos uma afluência muito abaixo do esperado, então estamos numa situação hidrologicamente anômala. Não sei dizer se tivéssemos um reservatório muito maior que o Cantareira se teria resolvido o problema. É a maior crise da história. Nunca aconteceu nada semelhante. Se olhar os reservatórios do Sudeste, estão num regime de queda, que é um sinal de que algo importante está acontecendo. Não estou dizendo que vai acabar a chuva, não sou profeta do apocalipse. Mas os estudos hidrológicos tem que merecer uma atenção especial dos cientistas, técnicos e engenheiros.

Terra: Os governos insistem em dizer que a culpa é do clima. É mesmo só do clima?

Benedito Braga: A hidrologia está estranha. Ficamos dez anos com chuvas baixas, aí vem uma grande inundação e de 2011 pra cá só cai. De repente pode dar uma grande inundação e depois cai. Ou seja, isso já sabíamos, que a variabilidade dos sistemas hidrológicos tende a aumentar. Teremos períodos mais longos de seca, como estamos observado, e cheias mais intensas. Como você resolve esse problema? Aumentando a sua reservação. Tem que reservar mais água. Porque quando vem a enchente você acumula aquela água. O Cantareira não adianta aumentar porque foi até grande demais. Mas tem que aumentar a reservação em todos os lugares que você puder. Além disso, há na cultura do Sudeste e do Sul, de abundância de água e uso não parcimonioso. Isso está na nossa população, a ideia de que nunca vai faltar água. Isso contribui numa situação extrema. O fator climático é o principal. E uma terceira coisa é que planos de recursos hídricos na região já indicavam que um conjunto de obras tinha que ser feito. No meu ponto de vista, há um problema no Brasil no tema ecologia. A constituição diz que todos têm direitos, mas ninguém pensou nos deveres. Cria-se um conjunto de instituições e leis para preservar o meio ambiente e criou-se um emaranhado no sentido de preservar a natureza, mas o resultado prático operacional é complicadíssimo. O projeto que a implantação nos EUA ou Alemanha levaria um ou dois anos, aqui levam dez, porque depois que se decide tudo, com todas as licenças, vem o Ministério Público e diz ‘Espera, vocês falharam aqui’. Então para a obra por não sei quanto tempo. Fora quando não muda de governante. Isso precisa mudar. Existiam as leis trabalhistas e criou-se a CLT, então precisamos ter a CLA, a Consolidação das Leis Ambientais para dar mais operacionalidade e de fato conservar o meio ambiente. Precisa ser sim ou não no prazo de no máximo 1 ano. Precisamos de um sistema de infraestrutura hídrica que não dependa tanto de uma complexidade para implementação. Precisa ter coragem.

Terra: Mas já não se sabia que isso iria acontecer, já que não é uma mudança climática recente?

Benedito Braga: Não se sabia que isso iria acontecer. Sabíamos que teríamos problema, mas o tamanho do problema é maior do que a gente imaginava. É o que eu disse há quatro anos, falei que para ficar atento que iria faltar água em São Paulo. Porque uma série de infraestruturas que já tinham que ter começado a ser feitas não estavam sendo feitas. Como essa obra do Paraíba do Sul. Essa obra já está prevista em planos da Sabesp em 2008. O motivo que não foi feita eu não sei. Sou apenas um professor da USP. Problemas complexos e grandes têm sempre uma solução simples e barata. Não tem solução simples pra esse problema, nem barata. É como as enchentes de São Paulo. Imaginar que vamos resolver isso com R$ 10 milhões. Nunca. Vai chegar ao bilhão. A cidade cresceu além do seu limite sustentável e hoje paga-se esse preço, além de consumir de forma inadequada e a dificuldade de se fazer obra. A curto prazo não tem nenhuma obra, não há o que fazer. E a longo prazo é a obra do Parnaíba do Sul. Além disso, tem um projeto da década de 70, que era trazer água do rio Juquiá, o rio mais caudaloso do Vale do Ribeira. É uma obra vultosa. Mas traria uma quantidade enorme de água para São Paulo, e muito cara. Talvez valesse até a pena revisitar esse projeto que tinha um conceito para viabilizar economicamente uma usina hidrelétrica reversível. Chego a sugerir que esse projeto fosse revisitado em função dessa situação anômala. Se essa variabilidade vai aumentar, vai acontecer de novo e não dá para estar preparados com soluções pequenas.

Terra: Por que já não tínhamos bombas para usar o volume morto?

Benedito Braga: Não era preciso. A captação da água para trazer para São Paulo é por túneis. A água vem por gravidade e é coletada em diferentes profundidades. Quando se projeta um reservatório, existe o volume útil, que são os 990 milhões. Quando essa água está correndo, ela fica marrom porque tem sedimento em suspenção e quando a água para, esse sedimento decanta e se deposita embaixo. O volume morto é um volume para provisionar um espaço para os sedimentos. Ele é morto porque não posso contar com ele. Dimensiono uma obra para ela viver 50 anos. E nesse tempo imagino que esse volume vai estar perdido pelos sedimentos. Não vai ser necessário usar e nem tem como usar. Esse sedimento você pode até manter, por isso que chama volume morto. Esse volume do Cantareira não tem tanto sedimento ainda, então você tem uns 300, 400 milhões de metros cúbicos que podem ser utilizados. Tenho que colocar bombas para puxar a água. Ninguém nunca imaginou que iria usar o volume morto. São Pedro foi tão cruel com a bacia do Alto Piracicaba, Atibainha, etc, que vai ser necessário usar.

Terra: A respeito dessa polêmica do Paraíba do Sul, dá pra dizer que o Cabral ou o Alckmin está certo?
" Se eu fosse govenador de São Paulo teria levado essa conversa de um outro jeito"
Benedito Braga

Benedito Braga: Não vou dizer quem está certo ou errado. Vou explicar. Temos o reservatório Atibainha e Igaratá e quando a barragem não tinha sido construída, o rio aumentava e diminuía a vazão dependendo da chuva. Existe uma vazão que chamamos de garantia de 95%, que está disponível no rio durante 95% do tempo. Quando não tinha esse reservatório, esse “Q95” que chamamos era de 5,8 metros cúbicos. Depois que construiu o reservatório essa vazão passou para 10 metros cúbicos. Então com a obra que são Paulo construiu num afluente do rio Paraíba do Sul, o Rio de Janeiro ganhou 4,2 metros cúbicos por segundo. Resolveu o problema de enchente e garantiu 4,2 para o Rio. Se eu fosse govenador de São Paulo teria levado essa conversa de um outro jeito. São Paulo está pegando de volta o que já deu, se quiser pensar dessa maneira. E se quiser pensar de outra maneira, 5 metros cúbicos por segundo em relação aos 130 que o Rio transfere do Paraíba para a cidade é um número insignificante. Esse reservatório foi construído com recursos do governo de São Paulo, o rio é estadual de São Paulo. A ANA não tem nada a ver com esse assunto, não sei por que vivem dizendo que a ANA tem que dar autorização. A responsabilidade dos rios do estado é do Estado. Claro que o governo de São Paulo não vai fazer isso sem se articular com a ANA, mas não perguntar se pode.

Terra: Essa interligação pode prejudicar o abastecimento do Rio de Janeiro?

Benedito Braga: Não vai prejudicar o Rio de janeiro. É um volume muito pequeno em relação ao montante. É um volume pequeno para o Rio de Janeiro, mas fundamental pra gente. Cada gota conta aqui. Não precisavam fazer nada disso, mas o governador teve uma atitude simpática e correta ao ir falar com a presidente, etc.

Terra: Além das bombas para usar o volume morto, o que mais pode ser feito para evitar que o desabastecimento aconteça desta forma?

Benedito Braga: A curto prazo não há o que fazer. Essa obra do Paraíba do Sul pode ser mais uma daquelas obras que nunca existirão por conta da legislação e das instituições. Nós hidrólogos fomos surpreendidos. Um janeiro com 10% da chuva é impensável na região sudeste. É uma situação absolutamente inédita e trágica. Não é só São Paulo, o Nordeste está numa situação mais complicada, são três anos de seca. E por que o Ceará não está com tanto problema? Porque o governo de lá investiu em sucessivos governos na infraestrutura hídrica, independente de partido politico. Houve uma continuidade no plano. Nosso Conselho Mundial esteve na ONU para que os estados membros fizessem um pacto pela segurança hídrica. É uma situação que vai para o nordeste, para Amazônia, etc, até para fora do País. Estamos batalhando para que entendam que o problema disso não é o clima, mas sim a água. Mas agora temos que fechar a torneira e rezar.

Interessante mesmo.

Veja imagens de Ciência do mês (Março/2014)

Imagem 38/38: CAMARÃO GIGANTE DA ERA CAMBRIANA - Concepção artística mostra o "Tamisiocaris borealis", um camarão gigante que dominava as águas durante o período cambriano. Em estudo publicado na Nature, esta criatura marinha que viveu entre 485 e 540 milhões de anos atrás é descrita não como uma predadora como tubarões e baleias, mas tinha o início do que seria a alimentação por filtragem da água do mar. Fósseis do animal, coletados de sedimentos cambrianos no norte da Groenlândia, mostram que a transição para este tipo de alimentação começou cedo na evolução de organismos multicelulares. Em vez de garras para segurar as presas, este usava os apêndices como pentes para juntar plâncton do mar. Os apêndices tinham espinhos finos e espaçados, divididas por espinhos ainda menores, que serviam para capturar o alimento. A presença deste "filtro" sugere ainda que existia grande quantidade de plâncton no cambriano

Uma loucura isto vale apena conhecer.

Pelo Mundo 26.03.2014 / 10:43

De ilha particular a resort de luxo no Pacífico, o excêntrico Laucala

Laucala: ilha no Pacífico que tem um dos hotéis mais luxuosos do mundo
O americano Malcom Forbes tinha praticamente todos os “brinquedos” que um excêntrico poderia querer: um Boeing 727, cinco iates de luxo, balões de ar, um château na França e uma enorme coleção de Harley-Davidsons. Mas entre todos eles, apenas um ele declarou que nunca queria se separar nem depois de dua morte: Laucala, uma ilha perto de Fiji, na qual ele está enterrado.
E se Laucala realmente não for o paraíso, nada mais pode ser. Essa ilha de 14 mil m² no Pacífico possui águas cor de turquesa e uma natureza exótica de cair o queixo. Por sorte, seu novo proprietário, Dietrich Mateschitz, bilionário e dono da Red Bull, foi enfático sobre o queria fazer do lugar: um resort que interferisse o menos possível na natureza. Um lugar encantador e luxuoso.
Hoje em dia, apenas uma pequena parte ao norte da ilha é desabitada. O resto virou parte do hotel 5 estrelas, que conta com 25 “villas” voltadas para o mar, cada uma com sua própria piscina e jardins tropicais cuidadosamente pensados. Além disso, o resort conta com um centro de diversões equipado com um submarino, pelo qual Mateschitz pagou mais de R$ 3 milhões.
O Laucala Island Resort é reservado: são no máximo 80 visitantes por vez, e cerca de 350 funcionários, o que faz dele o hotel mais bem servido do mundo. Há também spa, campo de golfe e restaurantes comandados por chefs renomados -especializados em menus internacionais que misturam os exóticos temperos tailandeses com peixes frescos. O preço das diárias? Em torno de R$ 14 mil, dependendo do pacote, mas cada pessoa deve ficar no mínimo quatro dias na ilha.
Ah, o paraíso particular foi comprado por Dietrich Mateschitz em 2003 por R$ 23 milhões.

Laucala Island Resort, em Fiji
Laucala Island Resort, em Fiji
Laucala Island Resort, em Fiji
Laucala Island Resort, em Fiji
Laucala Island Resort, em Fiji
Laucala Island Resort, em Fiji
Laucala Island Resort, em Fiji
Laucala Island Resort, em Fiji 

este negocio de tirar água é um absurdo pelo que vejo, isto se acontecer vai mesmo interferir em impacto, só um boco pençaria nisto e olha quem???????????

Água está diminuindo na nascente do rio Paraíba do Sul, dizem vizinhos

Entre as serras da Bocaina e do Mar, no município de Cunha (a 231 km de São Paulo), nasce uma das partes do rio que é objeto de disputa entre São Paulo e Rio de Janeiro.
Na mata fechada, um fio de água forma o rio Paraibuna, que junto ao Paraitinga forma o Paraíba do Sul.
A nascente do rio já passou por dias melhores, garantem os moradores da cidade.
"Em Cunha, onde você fura sai água, de maneira geral. Hoje, porém, não está mais assim", diz o aposentado Lourival Antero dos Santos, 80.
A auxiliar de serviços gerais, Benedita Aparecida, 49, vizinha da nascente do Paraibuna, diz que nunca viu tão pouca água no local. "Está bem mais seco que o normal", afirma.

Zanone Fraissat/Folhapress
Cachoeira dos Pimentas, em Cunha, onde nasce o rio Paraibuna, que dá origem ao rio Paraíba do Sul
Cachoeira dos Pimentas, em Cunha, onde nasce o rio Paraibuna, que dá origem ao rio Paraíba do Sul
Apesar de lamentar os efeitos da seca, ambos são a favor da transposição do Paraíba para abastecer São Paulo. "Se eles estão precisando, temos que ajudar no máximo que podemos", diz Benedita.
Já o guia e tecnólogo em meio ambiente Nilton Raposo de Mello, 43, morador de Cunha, é contra o projeto.
"Vai afetar o ecossistema da região. Cunha não vai sofrer, mas na região onde deve acontecer o projeto, o impacto existirá com certeza".
A transposição deve ser feita próximo à região da represa de Paraibuna e do reservatório do Jaguari, no Vale do Paraíba. A ideia é abastecer o sistema Cantareira, que está no nível mais crítico da história.