segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Um cara de sorte e de peito para encarrar uma onda desta.
•
• atualizado às 15h27
Encanador britânico pode ter surfado maior onda da história
O britânico Andrew Cotton encarou no último domingo uma
onda gigante em Nazaré, em Portugal, lugar conhecido pelos gigantescos
vagalhões que atingem a costa. O surfista, que no tempo fora das praias
trabalha como encanador e salva-vidas, pode ter surfado uma onda de 80
pés (24,3 metros), o que, se confirmado, pode superar a marca do
americano Garrett McNamara, obtida em 2011.
O recorde mundial de McNamara, porém, já pode ter sido
superado antes da onda de Cotton. Isto porque o próprio americano e o
brasileiro Carlos Burle surfaram vagalhões que podem ter chegado a 30
metros, mas que ainda não receberam confirmação de recorde. No caso de
Burle, a marca aconteceu no mesmo dia em que ajudou a resgatar Maya
Gabeira, que fraturou o tornozelo em tentativa de encarar uma onda
gigante.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
País da impunidade é pouco, aqui só ganha quem tá por cima o povo que se dane e que se arruma se não some.?????
N° Edição: 2306
| 31.Jan.14 - 20:50
| Atualizado em 02.Fev.14 - 20:07

IMPUNIDADE
Rio de Janeiro, terça-feira 28: caminhão com caçamba levantada
destrói passarela e mata pessoas diante das autoridades de trânsito

ENTALADOS
Em São Paulo, é comum que carretas altas demais fiquem presas em
viadutos, como o da avenida Pacaembu (ao lado) e do Bresser (no alto)
No país da negligência
Combinação de irresponsabilidade do condutor, ausência de tecnologia e falta de fiscalização explica acidentes como o que matou cinco pessoas no Rio de Janeiro
Wilson Aquino, Michel Alecrim e Raul Montenegro (waquino@istoe.com.br)IMPUNIDADE
Rio de Janeiro, terça-feira 28: caminhão com caçamba levantada
destrói passarela e mata pessoas diante das autoridades de trânsito
Eram 9 horas da terça-feira 28 quando
Adriano Pontes de Oliveira, 26 anos, saiu de casa, na favela Águia de
Ouro, em Inhaúma, zona norte do Rio de Janeiro, para o trabalho em uma
agência bancária em outro bairro. Ele deveria atravessar a passarela
sobre a Linha Amarela para pegar o ônibus. Mais ou menos no mesmo
horário, a cinco quilômetros dali, Luiz Fernando da Costa, 30 anos,
assumia o volante do caminhão com caçamba placa LLN 2225, em Água Santa,
também na zona norte, com destino à região portuária. Costa resolveu
cortar caminho pela Linha Amarela, apesar de saber que não poderia
trafegar ali naquele horário, acelerou além do limite permitido de 80 km
por hora e atendeu o celular. Motorista profissional há uma década, ele
não temia a fiscalização, praticamente inexistente e comprovadamente
ineficiente, e muito menos as multas irrisórias pelas infrações. Com a
atenção desviada, não percebeu que a caçamba fora totalmente içada e,
sem sensores que pudessem alertá-lo, seguiu em frente. A conjunção de
negligências fez o que era previsto: 13 minutos depois, a caçamba
derrubava a passarela e tirava a vida de Oliveira e de mais quatro
inocentes.
A dona de casa Célia Maria, 64 anos, que atravessava a passarela para ir à feira, não aguentou o impacto que demoliu as 120 toneladas de concreto e caiu morta no asfalto. As três outras vítimas estavam em carros que passavam embaixo e foram esmagadas pelo entulho de aço que caiu sobre elas. No local, morreram o taxista Alexandre Gonçalves de Almeida e o motorista de um Palio, Renato Soares, 62 anos. No dia seguinte, faleceu no hospital o passageiro do Palio, Luiz Carlos Guimarães, 60 anos. Outras quatro pessoas ficaram feridas, entre as quais o motorista Costa. Pela Linha Amarela, circulam 130 mil veículos por dia. A via de 25 quilômetros conta com 51 câmeras e cinco radares de velocidade, além de três sensores de asfalto, para fiscalizar a circulação de caminhões fora do horário permitido, e de 100 policiais militares, distribuídos em sete cabines e torres de vigilância, dois carros e duas motocicletas. Nos dez primeiros dias de 2014, a PM multou apenas 127 caminhões por trafegar fora da hora permitida. Um dia depois do acidente, surpreendeu 341, num aumento de 1.800%. São Paulo ainda não viu acidente nas proporções do ocorrido no Rio – mas corre o risco, se nada for feito. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), foram 22 colisões de caminhões com passarelas e pontes no ano passado na capital, causando um transtorno substancial para o trânsito já caótico da cidade, cortada pelas marginais Pinheiros e Tietê – vias repletas de pontes e por onde os caminhões são obrigados a trafegar. Apesar de representarem apenas 2% da frota paulistana, os caminhões contribuíram com 12% dos acidentes com vítimas da cidade.
A dona de casa Célia Maria, 64 anos, que atravessava a passarela para ir à feira, não aguentou o impacto que demoliu as 120 toneladas de concreto e caiu morta no asfalto. As três outras vítimas estavam em carros que passavam embaixo e foram esmagadas pelo entulho de aço que caiu sobre elas. No local, morreram o taxista Alexandre Gonçalves de Almeida e o motorista de um Palio, Renato Soares, 62 anos. No dia seguinte, faleceu no hospital o passageiro do Palio, Luiz Carlos Guimarães, 60 anos. Outras quatro pessoas ficaram feridas, entre as quais o motorista Costa. Pela Linha Amarela, circulam 130 mil veículos por dia. A via de 25 quilômetros conta com 51 câmeras e cinco radares de velocidade, além de três sensores de asfalto, para fiscalizar a circulação de caminhões fora do horário permitido, e de 100 policiais militares, distribuídos em sete cabines e torres de vigilância, dois carros e duas motocicletas. Nos dez primeiros dias de 2014, a PM multou apenas 127 caminhões por trafegar fora da hora permitida. Um dia depois do acidente, surpreendeu 341, num aumento de 1.800%. São Paulo ainda não viu acidente nas proporções do ocorrido no Rio – mas corre o risco, se nada for feito. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), foram 22 colisões de caminhões com passarelas e pontes no ano passado na capital, causando um transtorno substancial para o trânsito já caótico da cidade, cortada pelas marginais Pinheiros e Tietê – vias repletas de pontes e por onde os caminhões são obrigados a trafegar. Apesar de representarem apenas 2% da frota paulistana, os caminhões contribuíram com 12% dos acidentes com vítimas da cidade.
ENTALADOS
Em São Paulo, é comum que carretas altas demais fiquem presas em
viadutos, como o da avenida Pacaembu (ao lado) e do Bresser (no alto)
O acidente na Linha Amarela poderia ter
sido evitado se já estivesse em vigor o projeto de lei, de autoria do
deputado federal Antônio Bulhões (PRB-SP), que torna obrigatória a
instalação de um alarme para alertar motoristas no caso de a caçamba
estar levantada. Na capital paulista, por exemplo, onde a intercorrência
mais comum é a de grandes veículos presos sob alguma ponte por ter
altura indevida, a principal medida de prevenção da prefeitura são as
chamadas vigas de sacrifício – portais instalados antes da entrada dos
túneis para impedir o acesso de carretas muito altas. “Elas são a última
linha de defesa para impedir que o veículo avance”, afirma Ricardo
Simões, gerente de produtos de uma empresa que desenvolve tecnologia
para o trânsito. Especialistas de modo geral também pedem a instalação,
em todo o Brasil, de mais radares medidores de altura e painéis
luminosos que avisem o caminhoneiro sobre o excesso de altura antes de
uma eventual batida. Mas o sociólogo e professor da Universidade do
Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Glaucio Soares diz que nenhuma medida
adiantará se a falta de cultura cívica da população brasileira
continuar. Um exemplo dessa incivilidade, segundo ele, é o perigoso
hábito nacional de falar ao celular enquanto está dirigindo. Além da
prática comum de tentar burlar os rodízios de veículos, muitos
motoristas levantam a caçamba, por sinal, para esconder a placa e
infringir a lei.
O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), Claudinei Pelegrini, aponta a carência de mão de obra treinada como outro grave problema. De acordo com ele, atualmente, faltam mais de 100 mil caminhoneiros no setor de transporte do País, o que faz com que muitos veículos fiquem parados no pátio. “Quando chega um motorista com carteira, muitas vezes ele assume um equipamento que não está preparado para dirigir, sem sequer passar por um curso de capacitação”, afirma Pelegrini. Estudioso de segurança e educação no trânsito, o sociólogo Eduardo Biavati atribui parte da responsabilidade às companhias que fazem o frete e deveriam monitorar se o veículo tem ou não condições de passar por determinada rota. Especialistas também chamam a atenção para a falta de interatividade dos agentes de trânsito em casos de emergência. “De que adianta ter muitas câmeras se os operadores ficarem olhando como se estivessem vendo tevê? Tinha de ter alguém que não deixasse o caminhão entrar numa via proibida”, afirma o engenheiro Fernando Mac Dowell. No ano passado, foram fiscalizados 7.170 veículos só em São Paulo, com 2.714 autuações por excesso de tamanho, mas o número ainda é baixo perto do exército de quase 150 mil caminhões na capital paulista – muitos deles, porém, vêm de fora e não entram na conta. No Rio, em 2013, foram aplicados 2.140.083 multas a veículos, das quais 123.372 a caminhões.
O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), Claudinei Pelegrini, aponta a carência de mão de obra treinada como outro grave problema. De acordo com ele, atualmente, faltam mais de 100 mil caminhoneiros no setor de transporte do País, o que faz com que muitos veículos fiquem parados no pátio. “Quando chega um motorista com carteira, muitas vezes ele assume um equipamento que não está preparado para dirigir, sem sequer passar por um curso de capacitação”, afirma Pelegrini. Estudioso de segurança e educação no trânsito, o sociólogo Eduardo Biavati atribui parte da responsabilidade às companhias que fazem o frete e deveriam monitorar se o veículo tem ou não condições de passar por determinada rota. Especialistas também chamam a atenção para a falta de interatividade dos agentes de trânsito em casos de emergência. “De que adianta ter muitas câmeras se os operadores ficarem olhando como se estivessem vendo tevê? Tinha de ter alguém que não deixasse o caminhão entrar numa via proibida”, afirma o engenheiro Fernando Mac Dowell. No ano passado, foram fiscalizados 7.170 veículos só em São Paulo, com 2.714 autuações por excesso de tamanho, mas o número ainda é baixo perto do exército de quase 150 mil caminhões na capital paulista – muitos deles, porém, vêm de fora e não entram na conta. No Rio, em 2013, foram aplicados 2.140.083 multas a veículos, das quais 123.372 a caminhões.
Apesar das falhas apontadas, a CET informa
que o número de acidentes com carretas está caindo na cidade de São
Paulo. A redução foi de 45% no ano passado em relação ao anterior, e o
índice de acidentes envolvendo vítimas recuou entre 2011 e 2012.
Especialistas ouvidos por ISTOÉ, porém, afirmam que o quadro só terá uma
mudança efetiva se o valor das multas, que hoje é muito baixo para a
maioria das infrações e acaba estimulando o não cumprimento das regras,
for revisto. No Rio, a taxa é de R$ 85,13 e, na capital paulista, de R$
127,69 para excesso de altura. O professor de engenharia de tráfego da
Universidade de Brasília Paulo César Marques da Silva estima que há uma
defasagem de 87% nesses preços. “É preciso que a multa de fato seja uma
penalidade, e não um valor que se paga para cometer uma infração”, diz.
Fotos: YASUYOSHI CHIBA/AFP PHOTO; Mário Angelo/Folhapress;
Adriano Lima / Brazil Photo Press
Adriano Lima / Brazil Photo Press
Acha que é só isto, tem muito mais por tras disto, e eles ainda ganhão recompença por tudo....
N° Edição: 2306
| 31.Jan.14 - 20:50
| Atualizado em 02.Fev.14 - 20:06
Na segunda-feira 27 a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo divulgou números locais sobre a violência em 2013 que até poderiam ser comemorados. Ainda que boa parte dos indicadores de crimes contra o patrimônio tenha registrado alta, a taxa de homicídios dolosos, considerada o principal dado internacional de criminalidade, registrou queda de 8,2%, a maior desde 2011. Mas a verdade é que os paulistas não têm muito o que comemorar, com a sua polícia violenta com os cidadãos, alheia às ordens de seus superiores, livre para agir com a certeza da impunidade e que tem protagonizado verdadeiros absurdos. Os últimos, registrados no dia 25, aniversário da cidade de São Paulo, durante manifestações contrárias à Copa do Mundo, dão uma medida do quão grave é a situação. “Estamos falando de uma violência que foge a qualquer padrão tolerável de segurança pública”, diz Luis Flávio Sapori, associado do Fórum de Segurança Pública e coordenador de um centro de estudos sobre o tema na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas). “Não há nada que justifique o que estamos testemunhando”, diz.

DE NOVO
PM paulista exagera na repressão à manifestação "Não vai ter Copa",
em 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo
Dois casos de abuso marcaram essa última onda de violência policial
no Estado. Um dos mais descarados se passou com uma garota que, depois
de participar de uma manifestação no dia 25 nas proximidades da rua
Augusta, região central de São Paulo, foi interceptada por oito
policiais e golpeada com socos e pontapés. Em seguida, na calçada, foi
atropelada propositalmente por uma moto da Rocam (Ronda Ostensiva com
Apoio de Motocicletas), da Polícia Militar (PM). Um morador de um prédio
na região gravou o atropelamento e divulgou as cenas. “Como alguém que
está ali para te proteger faz isso com você?”, questionou o pai da
vítima em entrevista à Rádio BandNewsFM. Temendo represálias a ele e à
filha, uma estudante do ensino médio de 18 anos, ele preferiu não se
identificar. “Ainda não sabemos se vamos fazer uma denúncia formal”,
disse.
Igualmente grave foi o que aconteceu com o estoquista Fabrício Proteus, 22 anos, no bairro de Higienópolis, também na região central. Diz a polícia que, ao ser abordado por três PMs na noite do mesmo dia 25, Proteus correu e, ao ser alcançado, sacou um estilete e tentou golpear um dos soldados. Em legítima defesa, diz a polícia, os soldados lhe deram dois tiros – um no tórax e o outro na base do pênis. Ao delegado do caso, os policiais sugeriram ainda que Proteus era um black block – grupo que vem sendo responsabilizado por ações violentas durante as manifestações – e que carregava objetos parecidos com explosivos. Internado em estado grave, o jovem só pôde dar sua versão dos fatos no dia 28 e desmentiu o relato dos policiais. Ele alegou que só sacou o estilete depois de tomar o primeiro tiro. Seu irmão também veio a público e disse, ainda, que Proteus não era um black block. “O que surpreende na história é que os policiais estavam armados”, diz Guaracy Mingardi, especialista em segurança pública. “É regra universal – quem vai fazer a segurança de uma manifestação não pode estar armado.”
Ainda que o jovem tenha de fato sacado o estilete antes do primeiro
tiro, como alegam os policiais, surpreende que três PMs treinados e bem
equipados precisassem recorrer à arma de fogo para contê-lo. “A verdade é
que a polícia tem hábitos muito ruins e uma espécie de predisposição
para a violência”, diz Sapori, do Fórum de Segurança Pública. Embora a
PM seja treinada para evitar tiros desnecessários – o método Giraldi,
ensinado nas academias de polícia paulistas desde 1998, fala em esgotar
todas as vias de negociação antes de sacar uma arma – no dia a dia, a
truculência policial se sobrepõe. “Os PMs, embora treinados, valorizam
mais o que dizem os colegas veteranos do que o que aprenderam na
academia”, afirma Sapori. “E assim a cultura da violência, que não vem
de hoje, se perpetua.”
Apelar aos valores tipicamente militares, como a hierarquia e a
obediência, para tentar coibir essa predisposição da instituição para a
violência também não tem dado resultado. Desde as manifestações de junho
de 2013, ninguém menos que o governador do Estado, Geraldo Alckmin
(PSDB-SP), veio a público para fazer críticas duras ao comportamento de
policiais que covardemente agrediram manifestantes. Era de se esperar
que as críticas fossem ouvidas e que colocassem em curso um processo de
mudança dentro da instituição. Mas não foi isso que aconteceu. Pelo
contrário. Depois do que se viu no último dia 25, se escancarou o abismo
entre o que o governador espera de sua polícia e como ela opera.
Alckmin acabou publicamente desautorizado pelo comportamento de um órgão
que deveria se submeter a ele, mas que funciona à margem de um controle
real. É como se a instituição operasse autonomamente, sem precisar
prestar contas a ninguém – nem ao governador.
Também não ajuda o fato de que raramente são punidos os policiais
flagrados cometendo abusos. Durante as manifestações de junho de 2013,
por exemplo, não foram poucos os delitos policiais registrados em foto e
vídeo – nem raras as promessas de que os excessos seriam punidos. Até
hoje, porém, apenas dois inquéritos policiais militares foram abertos
para apurar denúncias de erros e abusos supostamente praticados durante
as manifestações de junho. As informações são poucas. A organização não
governamental Conectas Direitos Humanos, por exemplo, tenta obter dados
sobre as apurações da Secretaria da Segurança Pública do Estado desde
2013. A ONG fez, inclusive, um pedido por meio da Lei de Acesso à
Informação que acabou negado sob a alegação de que o caso corre em
sigilo. “É muito provável que nada tenha acontecido com os policiais que
cometeram os delitos”, diz Rafael Custódio, advogado e coordenador do
programa de justiça da Conectas. “As corregedorias de polícia são,
tradicionalmente, corporativistas e tendem a interpretar qualquer tipo
de questionamento como uma afronta”, afirma ele.
Pior. Com poucos corregedores, boa parte do trabalho de apuração acaba sendo feito pelos comandantes dos investigados – pessoas que não só convivem com os suspeitos, mas que, muitas vezes, deram as ordens que resultaram nos comportamentos abusivos. “Uma polícia assim faz sentido numa sociedade democrática?”, diz Custódio. A resposta é óbvia. O que não quer dizer que não precisamos de polícia. Longe disso. Hoje, vive-se o tempo da verdadeira insegurança, não mais da sensação de insegurança. Com 37 ônibus incendiados só na capital desde o começo do ano, ter polícia é uma necessidade. Mas manter a polícia como ela está é um crime, principalmente contra o cidadão.

VIOLÊNCIA
Em 30 dias, 37 ônibus foram incendiados na capital paulistana
O caso dos ônibus queimados mostra o verdadeiro divórcio entre
polícia e comunidade. Na periferia de São Paulo qualquer criança sabe
que os ataques aos ônibus são arquitetados pelo crime organizado para
transmitir recados às autoridades. Só na quarta-feira 29, por exemplo, é
que o secretário da Segurança Fernando Grella admitiu essa hipótese e
falou que tudo seria investigado a fundo. Com certeza, se reproduzirá a
impunidade, que costuma vir depois das declarações de “rigorosa
apuração”. E, segundo os especialistas, é essa impunidade que divorcia a
polícia do cidadão e o aproxima da bandidagem.
Violenta, sem controle e impune
Com extrema agressividade, mostrando despreparo e ignorando seus superiores, a polícia do governador Geraldo Alckmin volta a agir de forma desproporcional durante manifestações na capital
Na segunda-feira 27 a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo divulgou números locais sobre a violência em 2013 que até poderiam ser comemorados. Ainda que boa parte dos indicadores de crimes contra o patrimônio tenha registrado alta, a taxa de homicídios dolosos, considerada o principal dado internacional de criminalidade, registrou queda de 8,2%, a maior desde 2011. Mas a verdade é que os paulistas não têm muito o que comemorar, com a sua polícia violenta com os cidadãos, alheia às ordens de seus superiores, livre para agir com a certeza da impunidade e que tem protagonizado verdadeiros absurdos. Os últimos, registrados no dia 25, aniversário da cidade de São Paulo, durante manifestações contrárias à Copa do Mundo, dão uma medida do quão grave é a situação. “Estamos falando de uma violência que foge a qualquer padrão tolerável de segurança pública”, diz Luis Flávio Sapori, associado do Fórum de Segurança Pública e coordenador de um centro de estudos sobre o tema na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas). “Não há nada que justifique o que estamos testemunhando”, diz.
DE NOVO
PM paulista exagera na repressão à manifestação "Não vai ter Copa",
em 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo
Igualmente grave foi o que aconteceu com o estoquista Fabrício Proteus, 22 anos, no bairro de Higienópolis, também na região central. Diz a polícia que, ao ser abordado por três PMs na noite do mesmo dia 25, Proteus correu e, ao ser alcançado, sacou um estilete e tentou golpear um dos soldados. Em legítima defesa, diz a polícia, os soldados lhe deram dois tiros – um no tórax e o outro na base do pênis. Ao delegado do caso, os policiais sugeriram ainda que Proteus era um black block – grupo que vem sendo responsabilizado por ações violentas durante as manifestações – e que carregava objetos parecidos com explosivos. Internado em estado grave, o jovem só pôde dar sua versão dos fatos no dia 28 e desmentiu o relato dos policiais. Ele alegou que só sacou o estilete depois de tomar o primeiro tiro. Seu irmão também veio a público e disse, ainda, que Proteus não era um black block. “O que surpreende na história é que os policiais estavam armados”, diz Guaracy Mingardi, especialista em segurança pública. “É regra universal – quem vai fazer a segurança de uma manifestação não pode estar armado.”
Pior. Com poucos corregedores, boa parte do trabalho de apuração acaba sendo feito pelos comandantes dos investigados – pessoas que não só convivem com os suspeitos, mas que, muitas vezes, deram as ordens que resultaram nos comportamentos abusivos. “Uma polícia assim faz sentido numa sociedade democrática?”, diz Custódio. A resposta é óbvia. O que não quer dizer que não precisamos de polícia. Longe disso. Hoje, vive-se o tempo da verdadeira insegurança, não mais da sensação de insegurança. Com 37 ônibus incendiados só na capital desde o começo do ano, ter polícia é uma necessidade. Mas manter a polícia como ela está é um crime, principalmente contra o cidadão.
VIOLÊNCIA
Em 30 dias, 37 ônibus foram incendiados na capital paulistana
Vida e piloto não é mole não ganha pouco....
Automobilismo
Saiba quanto ganha um piloto de Fórmula 1
O tetracampeão mundial Sebastian Vettel não leva o troféu de maior salário da categoria, que está com o espanhol Fernando Alonso; Felipe Massa é o sétimo
Fernando Alonso é o piloto mais bem pago da Fórmula 1, com salário de R$ 65 milhões por ano
(Ivan Pacheco)
A lista apontou uma evolução no rendimento do tetracampeão Vettel: agora, o alemão da Red Bull divide a terceira colocação com o britânico Jenson Button - ambos recebem 52 milhões de reais por ano. No ano passado, o piloto recebia 39 milhões de reais.
As equipes para 2014
| Equipe | Pilotos | |
| Red Bull | Sebastian Vettel (Alemanha) | Daniel Ricciardo (Austrália) |
| Ferrari | Fernando Alonso (Espanha) | Kimi Raikkonen (Finlândia) |
| McLaren | Jenson Button (Grã-Bretanha) | Kevin Magnussen (Dinamarca) |
| Lotus | Pastor Maldonado (Venezuela) | Romain Grosjean (França) |
| Mercedes | Nico Rosberg (Alemanha) | Lewis Hamilton (Grã-Bretanha) |
| Sauber | Esteban Gutiérrez (México) | Adrian Sutil (Alemanha) |
| Force India | Nico Hulkenberg (Alemanha) | Sérgio Pérez (México) |
| Williams | Felipe Massa (Brasil) | Valtteri Bottas (Finlândia) |
| Toro Rosso | Daniil Kvyat (Rússia) | Jean-Eric Vergne (França) |
| Caterham | Kamui Kobayashi (Japão) | Marcus Ericsson (Suécia) |
| Marussia | Jules Bianchi (França) | Max Chilton (Grâ-Bretanha) |
A temporada de 2014
| Data | Local | Autódromo |
| 16/03 |
Austrália
|
Melbourne |
| 30/03 |
Malásia
|
Sepang |
| 06/04 |
Bahrein
|
Sakhir |
| 20/04 |
China
|
Xangai |
| 11/05 |
Espanha
|
Barcelona |
| 25/05 |
Mônaco
|
Monte Carlo |
| 08/06 |
Canadá
|
Montreal |
| 22/06 |
Áustria
|
Red Bull Ring |
| 06/07 |
Inglaterra
|
Silverstone |
| 20/07 |
Alemanha
|
Hockenheim |
| 27/07 |
Hungria
|
Budapest |
| 24/08 |
Bélgica
|
Spa-Francorchamps |
| 07/09 |
Itália
|
Monza |
| 21/09 |
Cingapura
|
Marina Bay |
| 05/10 |
Japão
|
Suzuka |
| 12/10 |
Rússia
|
Sochi |
| 02/11 |
Estados Unidos
|
Austin |
| 09/11 |
Brasil
|
Interlagos |
| 23/11 |
Abu Dhabi
|
Yas Marina |
O link com tudo esta abaixo.
http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/site-aponta-alonso-e-hamilton-como-mais-bem-pagos-da-formula-1
É não adianta o filho sempre volta para a familia.....?????
Foto polêmica de Joaquim Barbosa em Miami vira alvo de mensaleiros
Leandro Mazzini
Na foto, publicada no Twitter de Delúbio e no site Brasil 247, Barbosa aparece sorridente ao lado do empresário brasileiro Antonio Mahfuz. Segundo reportagem do portal, Mahfuz é foragido do Brasil e responde a 221 processos.
Em sua página no Facebook, o empresário brasileiro, questionado por amigos sobre Barbosa, responde: “O próprio. O seu, o meu, o nosso candidato a Presidente do Brasil sem Pedágio!!!'' . A Coluna o procurou pela rede social, mas ainda não obteve resposta.
A Coluna acionou a assessoria de imprensa do Presidente do STF neste domingo, que retornou. Ainda não há uma posição oficial do ministro, que será sondado.
Mahfuz era conhecido empresário do setor de venda de eletrodomésticos no interior paulista, teve mais de 120 lojas em três Estados, mas as fechou e foi condenado a prisão pela Justiça Federal por sonegar impostos (leia aqui). Mudou-se no início dos anos 2000 para a Flórida.
O caso expõe o risco assumido por figuras públicas ao se deixarem fotografar com estranhos. Fato é que Joaquim Barbosa tira fotos todos os dias com pessoas desconhecidas, a pedido delas, no Brasil e no exterior. Até o momento não há provas de que o ministro tenha ciência da vida pregressa do personagem.
Conforme revelou a Coluna em Junho do ano passado, o ministro Barbosa adquiriu um apartamento quarto-e-sala num bairro nobre de Miami, segundo a assessoria, financiado. Foi visto poucas vezes por lá desde então.
Os petistas e os chamados mensaleiros condenados já publicam a foto nas redes sociais, questionando se Barbosa conhece o empresário e em que situação a foto foi tirada. Neste domingo, o deputado federal João Paulo Cunha publicou um artigo titulado 'Carta aberta a Joaquim Barbosa', na qual se diz inocente na ação penal 470 e desafia o ministro a apresentar provas para sua condenação.
Siga a coluna no Twitter e no Facebook
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Eu estou sempre falando a natureza esta se corrigindo e não importa o que está no seu camnho vai pegar para todo mundo quando a coisa pega, temos que conviver com isto.....
1.fev.2014 - Mulher foge enquanto o Monte Sinabung entra
em erupção próximo à vila de Bekerah, no distrito de Karo, na ilha de
Sumatra, que fica no oeste da Indonésia. Ao menos 11 pessoas morreram
com a erupção do vulcão, que ficou dormente por 400 anos até voltar à
atividade em 2010
Leia mais em: http://zip.net/brmg3d
1.fev.2014 - Dois homens carregam vítima de lava vinda do
Monte Sinabung no vilarejo de Suka Meriah, na Indonésia. A erupção do
vulcão matou 11 pessoas neste sábado (1), do lado ocidental da ilha de
Sumatra
Leia mais em: http://zip.net/brmg3d
1.fev.2014 - Moradores e um jornalista se preparam para
fugir enquanto o Monte Sinabung entra em erupção em Namantaran, na
Indonésia, neste sábado (1). O vulcão, que fica no Oeste da Indonésia,
soltou gases, matando e ferindo pessoas. Ao menos 11 mortes já foram
registradas
Leia mais em: http://zip.net/bkmgTZ
1.fev.2014 - Mulher foge de erupção do Monte Sinabung na
ilha de Sumatra, oeste da Indonésia. Ao menos 11 pessoas morreram com a
erupção do vulcão, que ficou dormente por 400 anos até voltar à
atividade em 2010
Leia mais em: http://zip.net/bgmgYS
1.fev.2014 - Corpo de uma vítima em meio a cinzas de
erupções do Monte Sinabung, na Indonésia. Ao menos 11 pessoas morreram
com a erupção, que ocorreu neste sábado (1), no oeste da Indonésia
Leia mais em: http://zip.net/bcmgwR
1.fev.2014 - Homens resgatam corpo de uma vítima da
erupção do Monte Sinabung, localizado na ilha de Sumatra, na Indonésia.
Ao menos 11 pessoas morreram, envolvidas pelas cinzas do vulcão
Leia mais em: http://zip.net/bxmhCP
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