sexta-feira, 2 de maio de 2014

Eles talvez viverão melhores que nós hoje, apesar do longo tempo a traz.

30/04/2014 - 19:51

Evolução

Neandertal era tão inteligente quanto homem moderno, diz estudo

Segundo pesquisa, homem de Neandertal tinha habilidade para caçar, comunicar-se, inovar e adaptar-se a diferentes ambientes

Evidências indicam que os neandertais utilizavam comunicação por símbolos e praticavam rituais culturais entre eles
Evidências indicam que os neandertais utilizavam comunicação por símbolos e praticavam rituais culturais entre eles(Nikola Solic/Reuters)
Uma pesquisa da Universidade do Colorado em Boulder, nos Estados Unidos, publicada nesta quarta-feira pelo periódico Plos One, afirma que a inteligência dos neandertais é comparável à do homem moderno. Segundo o novo estudo, os neandertais eram igualmente talentosos para caçar, comunicar-se, inovar (na dieta, por exemplo) e adaptar-se a diferentes ambientes, ao contrário do que sugerem leituras convencionais.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Neandertal Demise: An Archaeological Analysis of the Modern Human Superiority Complex​

Onde foi divulgada: periódico Plos One.

Quem fez: Paola Villa e Wil Roebroeks

Instituição: Universidade do Colorado em Boulder, nos Estados Unidos.

Resultado: Segundo os pesquisadores, a teoria de que esses hominídeos eram menos inteligentes que o homem moderno é falaciosa. A capacidade de comunicação, caça, inovação e adaptação dos neandertais são semelhantes às do homem moderno.
A semelhança entre esses homens pré-históricos, considerados uma subespécie doHomo sapiens, e o homem moderno vem sendo atestada em um número crescente de pesquisas. Neste novo estudo, os cientistas usaram análises genéticas dos neandertais para examinar doze explicações comuns para sua extinção, ocorrida há 50.000 anos na Ásia e há 30.000 anos na Europa. Conclusão: nenhuma delas é suficientemente embasada, como a teoria segundo a qual os neandertais não conseguiam se adaptar a diferentes ambientes — há indicativos de que eles caçavam em grupo e utilizavam a paisagem para ajudá-los nessa tarefa.
Uma prova de inteligência mencionada no estudo foi a descoberta, em um sítio arqueológico neandertal, de fósseis de dezoito mamutes e cinco rinocerontes na base de um buraco profundo. Trata-se de uma evidência de que os neandertais tinham a capacidade de planejar o futuro (para se defender, nesse caso), comunicar-se e fazer uso eficiente do ambiente em prol do bando.
A pesquisa cita também a possibilidade de que esses homens tivessem uma dieta diversificada. Segundo a disponibilidade de alimento, o cardápio neandertal podia incluir ervilha, pistache, semente de capim, azeitona silvestre, pinhão e tâmara, segundo indícios fornecidos por microfósseis.
Por fim, os pesquisadores acharam evidências de que esses homens usavam pintura corporal, feita com ocre, um pigmento natural. Juntos, esses achados sugerem que os neandertais cultivaram seus próprios rituais e usaram comunicação por símbolos.
Segundo os estudiosos, pesquisas anteriores deturparam a capacidade cognitiva dos neandertais, que são do Paleolítico Médio (entre 200.000 a 30.000 a.C.), ao compará-las à dos humanos do período Paleolítico Superior (entre 30.000 e 10.000 a.C.). "Seria a mesma coisa que comparar o desempenho de um carro do século passado, como o Ford Model T, com os carros modernos, como a Ferrari, e definir que Henry Ford era inferior cognitivamente a Enzo Ferrari", diz Paola Villa, coautora do estudo e arqueóloga do Museu de História Natural da Universidade do Colorado.

O que sabemos sobre os neandertais?

Especialistas respondem às principais questões sobre nossos "primos" pré-históricos

Veja as fotos no link abaixo

Ciência 30/04/2014 - 19:51 COMPARTILHAR IMPRIMIR inShare Evolução Neandertal era tão inteligente quanto homem moderno, diz estudo Segundo pesquisa, homem de Neandertal tinha habilidade para caçar, comunicar-se, inovar e adaptar-se a diferentes ambientes Evidências indicam que os neandertais utilizavam comunicação por símbolos e praticavam rituais culturais entre eles Evidências indicam que os neandertais utilizavam comunicação por símbolos e praticavam rituais culturais entre eles (Nikola Solic/Reuters) Uma pesquisa da Universidade do Colorado em Boulder, nos Estados Unidos, publicada nesta quarta-feira pelo periódico Plos One, afirma que a inteligência dos neandertais é comparável à do homem moderno. Segundo o novo estudo, os neandertais eram igualmente talentosos para caçar, comunicar-se, inovar (na dieta, por exemplo) e adaptar-se a diferentes ambientes, ao contrário do que sugerem leituras convencionais. CONHEÇA A PESQUISA Título original: Neandertal Demise: An Archaeological Analysis of the Modern Human Superiority Complex​ Onde foi divulgada: periódico Plos One. Quem fez: Paola Villa e Wil Roebroeks Instituição: Universidade do Colorado em Boulder, nos Estados Unidos. Resultado: Segundo os pesquisadores, a teoria de que esses hominídeos eram menos inteligentes que o homem moderno é falaciosa. A capacidade de comunicação, caça, inovação e adaptação dos neandertais são semelhantes às do homem moderno. A semelhança entre esses homens pré-históricos, considerados uma subespécie do Homo sapiens, e o homem moderno vem sendo atestada em um número crescente de pesquisas. Neste novo estudo, os cientistas usaram análises genéticas dos neandertais para examinar doze explicações comuns para sua extinção, ocorrida há 50.000 anos na Ásia e há 30.000 anos na Europa. Conclusão: nenhuma delas é suficientemente embasada, como a teoria segundo a qual os neandertais não conseguiam se adaptar a diferentes ambientes — há indicativos de que eles caçavam em grupo e utilizavam a paisagem para ajudá-los nessa tarefa. Leia também: Estudo mostra que neandertais já enterravam seus mortos Dentro de cada humano mora um neandertal Uma prova de inteligência mencionada no estudo foi a descoberta, em um sítio arqueológico neandertal, de fósseis de dezoito mamutes e cinco rinocerontes na base de um buraco profundo. Trata-se de uma evidência de que os neandertais tinham a capacidade de planejar o futuro (para se defender, nesse caso), comunicar-se e fazer uso eficiente do ambiente em prol do bando. A pesquisa cita também a possibilidade de que esses homens tivessem uma dieta diversificada. Segundo a disponibilidade de alimento, o cardápio neandertal podia incluir ervilha, pistache, semente de capim, azeitona silvestre, pinhão e tâmara, segundo indícios fornecidos por microfósseis. Por fim, os pesquisadores acharam evidências de que esses homens usavam pintura corporal, feita com ocre, um pigmento natural. Juntos, esses achados sugerem que os neandertais cultivaram seus próprios rituais e usaram comunicação por símbolos. Segundo os estudiosos, pesquisas anteriores deturparam a capacidade cognitiva dos neandertais, que são do Paleolítico Médio (entre 200.000 a 30.000 a.C.), ao compará-las à dos humanos do período Paleolítico Superior (entre 30.000 e 10.000 a.C.). "Seria a mesma coisa que comparar o desempenho de um carro do século passado, como o Ford Model T, com os carros modernos, como a Ferrari, e definir que Henry Ford era inferior cognitivamente a Enzo Ferrari", diz Paola Villa, coautora do estudo e arqueóloga do Museu de História Natural da Universidade do Colorado. O que sabemos sobre os neandertais? Especialistas respondem às principais questões sobre nossos "primos" pré-históricos

É por estes motivos até eu concordo na lei por lá.

De biquíni não – Maiorca quer banir as roupas de banho fora da praia

Os moradores da ilha espanhola cansaram de ver turistas de sunga nos supermercados. Quem deixar a areia em trajes sumários será multado

REDAÇÃO ÉPOCA
02/05/2014 10h21 - Atualizado em 02/05/2014 10h51
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Turistas se divertem na praia de Palma de Maiorca. Se deixaram a areia usando só sunga, serão multados (Foto: Photo by Sascha Baumann/Getty Images)
Em cidades litorâneas, não é nada incomum encontrar turistas circulando pelas lojas e supermercados como se estivessem na areia – vestindo biquínis, cangas, sungas e outras variantes. Na ilha Maiorca, na costa espanhola e destino popular entre turistas europeus, a cena é corriqueira. Tão corriqueira que começou a incomodar os moradores da região. Nacidade de Palma, capital da ilha, eles tentam aprovar uma lei que multará em U$ 800 os incautos que saírem da praia em trajes menores.

>>Rob Ford, o polêmico prefeito de Toronto, sai de licença para se tratar de alcoolismo 
>>Nicarágua investiga matança de cães a flechadas na capital do país

Há dois anos em discussão, a lei está prestes a ser implementada como parte do “Plano doBom Cidadão”, um conjunto de leis e medidas destinado a melhorar a convivência na ilha. A norma deve aplicar-se a turistas e moradores locais. O texto informa que qualquer pessoa que andar em regiões não adjacentes à praia sem a parte superior da roupa será multado. Deacordo com o jornal Daily Mail, o problema é uma preocupação antiga para os moradores da ilha, onde os restaurantes se recusam a atender quem não estiver devidamente vestido.

Para os turistas desavisados, a nova lei pode resultar em férias mais caras. O prefeito Alvaro Gijon afirma que a intenção é preservar a “harmonia e civilidade”, mas a medida já foi criticada como mercenária: apenas uma forma simples de a administração pública ganhar mais dinheiro.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Veja como funciona melhor os vulcões, eles estão convivendo com a gente o tempo todo.

Cientistas criam vulcão em laboratório para estudar raios em cinzas

Jonathan Amos 



Um estudo realizado na Universidade Ludwig Maximilian em Munique, Alemanha, está usando um vulcão criado em laboratório para estudar a incidência de raios que ocorre na coluna de fumaça durante uma erupção.

Corrado Cimarelli, um pesquisador italiano, estuda os raios que são observados frequentemente durante uma erupção em um pequeno vulcão, cuja abertura tem apenas três centímetros de diametro.

O "vulcão de laboratório" permite recriar e estudar os processos que dão origem às condições elétricas necessárias para que estes raios aconteçam.

O objetivo é aprender mais sobre a natureza dos vulcões a partir do comportamento destes raios em suas colunas de fumaça.

"Os raios podem nos dizer muito sobre a estrutura da coluna de fumaça da erupção e sobre os tamanhos das partículas de cinzas", disse Cimarelli à BBC.

Estas informações poderão dar uma indicação se uma erupção pode apresentar algum tipo de risco para aviões, acrescentou o cientista.

Raios

Apesar de ser pequeno, o vulcão de laboratório conseguiu reproduzir as condições que desencadeiam os raios em volta da coluna de fumaça durante a erupção.

O mecanismo é simples: um tubo de metal quente e pressurizado do qual cinzas verdadeiras de vulcão, coletadas no Popocateptl do México, são aceleradas e lançadas em alta velocidade.

O vídeo em câmera lenta conseguiu capturar imagens dos minúsculos raios "dançando" em volta da coluna de cinzas e fumaça.

Para conseguir descargas elétricas em um vulcão real é necessário um grandepotencial elétrico entre as diferentes regiões da nuvem de erupção. As partículas de cinza podem ser carregadas ao serem quebradas ou friccionadas umas contra as outras.

Se as cargas são grandes o bastante e estão nos lugares certos dentro da coluna de fumaça e cinzas, um raio pode "pular" de um lugar para outro.

A partir da experiência na universidade alemã ficou claro que o tamanho das partículas é um fator muito importante. Quanto menores forem as partículas, maior o número de raios.

"Nós mudamos sistematicamente os tamanhos do material que estávamos usando e notamos que, se diminuíssemos o tamanho do grão da cinza, produzíamos mais raios", afirmou Cimarelli.

A equipe do cientista italiano agora está levando os dados coletados no vulcão de laboratório para estudar um vulcão de verdade, o Sakurajima, no Japão. Este vulcão produz regularmente raios espetaculares.

Os cientistas vão verificar alguns fatos relativos ao tamanho das partículas das cinzas expelidas pelo vulcão.

"O tamanho das partículas determina o tempo de permanência na atmosfera e, quanto menores elas forem, mais tempo elas ficam para serem carregadas pelo vento", disse o cientista italiano.

"Isto, é claro, significa que se você tem partículas menores, elas podem ser carregadas por longas distâncias. E isto é uma má notícia para a aviação, algo que já sabemos depois da erupção do Eujafjallajokull em 2010."

A fumaça expelida durante uma erupção do vulcão islandês paralisou o tráfego aéreo no continente europeu por diversos dias, causando imenso transtorno.
Você pode entender melhor vendo o filme e as fotos no link abaixo.

É vamos esperar uma noticias mais real e se possível o encontro da aeronave.

Malásia divulga relatório preliminar sobre voo MH370

01/05/201410h28 > Atualizada 01/05/201415h47

A Malásia publicou nesta quinta-feira (1º) um relatório preliminar sobre o voo MH370 da Malaysia Airlines, quase dois meses após o misterioso desaparecimento da aeronave com 239 pessoas a bordo.
O relatório, um documento de cinco páginas, foi enviado por e-mail aos meios de comunicação. Ele havia sido entregue às autoridades internacionais da aviação um mês após o desaparecimento, ocorrido no dia 8 de março, do Boeing da Malaysia Airlines, mas o governo malaio atrasou por mais de três semanas sua divulgação pública.
No relatório, o Ministério de Transportes indicou que o desaparecimento do avião da Malaysian Airlines e do avião da Air France em 2009 são evidências de que o rastreamento em tempo real ajudaria a localizar aviões desaparecidos de forma mais fácil no futuro.
"Houve duas ocasiões nos últimos cinco anos nas quais grandes aviões comerciais desapareceram e suas últimas posições não eram claramente conhecidas", disse o ministério.
"Essa incerteza resultou em dificuldade significativa em localizar o avião em um tempo hábil."
O relatório pede que a Organização Internacional de Aviação Civil "examine os benefícios de segurança de se introduzir um padrão para rastreamento de aviões comerciais em tempo real."

Junto ao relatório foram enviadas as gravações das conversas entre a cabine do avião e os controladores de tráfego aéreo e documentos sobre a lista de embarque.
O relatório confirmou que o radar militar rastreou um avião enquanto ia em direção oeste da península da Malásia, na manhã de 8 de março, e que não tomou nenhuma ação adicional porque o avião foi considerado "amigável".
No entanto, ele não explica as razões do voo MH370 ter sido classificado como amigável mesmo que seu transponder, um dispositivo de comunicação eletrônico, estivesse desligado no momento em que se virou, um dos muitos mistérios que cercam seu destino e que permanece sem resposta.
O primeiro-ministro malaio, Najib Razak, "decidiu, como princípio geral, que desde que o tipo de informação não crie obstáculos à investigação nem às operações de resgate, em virtude da transparência a informação deve se tornar pública", indica uma carta do governo que acompanha os documentos.

A Malásia segue investigando o ocorrido com o avião. Nesta semana nomeou um ex-chefe da aviação civil para dirigir uma investigação que incluirá membros de agências de aviação estrangeiras, incluindo a americana.

A publicação desta quinta-feira não inclui nenhuma informação sobre uma investigação separada da polícia malaia, que analisa se poderia se tratar de um ato criminoso ou de uma ação terrorista.

O governo malaio, muito criticado por sua resposta inicial à catástrofe, considerada caótica, tem mantido silêncio sobre os avanços da investigação.

O voo MH370 da Malaysia Airlines desapareceu no dia 8 de março quando cobria a rota entre Kuala Lumpur e Pequim, com 239 pessoas a bordo.

Os investigadores acreditam que o avião caiu no oceano Índico, mas a aeronave não foi encontrada até agora

O problema do Brasil hoje "Governantes" é concentração de arrecadação de dinheiro para que possam fazer seus projetos e corrupção para que possam ganhar mais.??????????

Se depender da lei brasileira, vamos respirar muita poluição

BRUNO CALIXTO
29/04/2014 09h00 - Atualizado em 29/04/2014 14h37
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Cidade de São Paulo, em foto de julho de 2010 (Foto: Keiny Andrade/LatinContent/Getty Images)
Nas últimas semanas, crises agudas depoluição do ar afetaram grandes cidades da Europa. O Reino Unido reviveu a época do grande smog. Em Paris, quase não se dava para ver a Torre Eiffel. As imagens são semelhantes às crises de poluição do ar na China, onde a concentração de poluentes é tão alta que é possível comparar com o ar respirado em um fumódromo.
No momento, as grandes cidades brasileiras não estão passando por crises semelhantes, mas a comparação traz à tona uma questão preocupante: a lei brasileira é muito permissiva. Pela legislação atual, os brasileiros podem respirar um ar até três vezes mais poluído sem a necessidade de o governo adotar medidas de emergência. "Os órgãos ambientais brasileiros dizem que a poluição está dentro dos limites legais. Só esquecem de informar a população de que esses níveis são considerados no mundo inteiro como alarmantes", diz o consultor ambiental da USP Olimpio de Melo Alvares.
É possível entender essa defasagem comparando com a situação vivida em Paris. Quando a concentração de particulas inaláveis (MP10) ultrapassou 80 partes por metro cúbico de ar, o governo francês foi forçado a anunciar uma série de medidas de emergência, entre elas gratuidade no transporte público. A lei brasileira, por meio de uma resolução do Conama, também prevê medidas de emergência. Para isso, a concentração de poluentes precisa chegar ao "nível de atenção". Só que esse nível é de uma concentração de 250 partes por metro cúbico de ar, ou seja, três vezes mais poluição.
Mesmo as medidas de emergência que podem ser tomadas são decepcionantes. A legislação paulista, por exemplo, só define medidas fortes nas emissões de poluentes, como a proibição de queimadas em canaviais ou restrição na circulação de carros e caminhões, quando os níveis de poluição chegam a 400 partes por metro cúbico de ar - um nível quatro vezes maiordo que o registrado em Paris e Londres neste ano.
Segundo Alvares, o Brasil tem uma vantagem em relação à legislação dos países europeus. Aqui, o diesel não é usado como combustível para veículos particulares, o que evita a emissão de mais poluentes. Mas isso está longe de ser suficiente para melhorar o ar das grandes cidades brasileiras. Medidas simples, como a modernização dos sistemas de rodízio einspeção veicular, poderiam melhorar consideravelmente a qualidade do ar que nós respiramos - e evitar o cenário de "arpocalipse" que China e Índia estão enfrentando.

Interessane esta medição.

Pela primeira vez, cientistas medem rotação vertigiosa de planeta distante

Em Paris
  • NASA/Goddard Space Flight Center/F. Reddy
    Pelo primeira vez, os cientistas conseguiram medir a rotação de um planeta fora do Sistema Solar
    Pelo primeira vez, os cientistas conseguiram medir a rotação de um planeta fora do Sistema Solar
Cientistas conseguiram medir, pela primeira vez, a rotação de um planeta em outro sistema solar, um gigante jovem e gasoso girando a vertiginosos 90.000 km/h, anunciaram nesta quarta-feira.

Na órbita de uma estrela cerca de 63 anos-luz distante da Terra, o Beta Pictoris b é mais de 16vezes maior e 3.000 mais maciço que o nosso planeta, mas seus dias duram apenas oito horas.

"O Beta Pictoris b gira significativamente mais rápido do que qualquer planeta do sistema solar", a uma taxa de cerca de 25 km/seg (90.000 km/h), relatou a equipe de astrônomos holandeses em artigo na revista científica Nature.

O equador de Júpiter gira a cerca de 47.000 km/h e o da Terra, a 1.700 km/h.

Veja as fotos aqui no link
Essa medição, feita com o Very Large Telescope, do Laboratório Europeu Austral, repercute uma tendência observada no sistema solar de uma velocidade de giro crescente à medida que a massa dos planetas aumenta.

Essa associação permite prever um giro, inclusive, duas vezes mais rápido, de cerca de 50 km/seg (180 km/h) para Beta Pictoris b, mas a equipe observou que o planeta ainda é jovem e quente e, provavelmente, vai acelerar à medida que resfriar e encolher para chegar ao tamanho de Júpiter nas próximas centenas de milhões de anos.

O planeta orbita a estrela Beta Pictoris, na constelação austral de Pictor (cavalete do pintor).

Descoberto cerca de seis anos atrás, ele orbita sua estrela a uma distância oito vezes maior à entre a Terra e o sol.

Beta Pictoris b tem cerca de 20 milhões de anos, sendo muito jovem para os padrões astronômicos. A Terra, por exemplo, tem 4,5 bilhões de anos.

Os astrônomos usaram uma técnica chamada espectroscopia de alta dispersão para medir as mudanças nos comprimentos de onda da radiação emitida pelo planeta e, com isso, determinar sua velocidade de giro.