segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Isto que é uma piscina porreta ....

Conheça a piscina natural mais perigosa do mundo; Veja fotos

Situada à beira de um penhasco, a Devil’s Pool possui 105 metros de altura e é a sensação de turistas corajosos e destemidos que vão conhecer as Cataratas Victória, na África

24 de Fevereiro de 2014.
Publicado por Dennys Marcel  
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As cataratas possuem 1,5 km de extensão e alcançam os 128 metros de altura, além de serem consideradas Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCOAs cataratas possuem 1,5 km de extensão e alcançam os 128 metros de altura, além de serem consideradas Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO - Foto: Divulgação/Victoria Falls
Considerada a mais excitante atração turística da África, a Devil’s Pool está localizada nas Cataratas Victória, uma das maiores cachoeiras do mundo, situada no rio Zambeze, entre a fronteira da Zâmbia e Zimbábue. É o lugar perfeito para turistas que buscam aventura, contato com a natureza e um momento inesquecível que certamente renderá boas histórias.
As cataratas possuem 1,5 km de extensão e alcançam os 128 metros de altura, além de serem consideradas Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 1989. Anualmente, é visitada por milhares de turistas e aventureiros que buscam adrenalina e descontração.
O local foi descoberto pelo escocês David Livingstone em novembro de 1855 e o nome das cataratas foi dado em homenagem à rainha Victória (Reino Unido). Abaixo das cataratas, o rio entra em sete grandes gargantas onde a queda d’água passa por sítios arqueológicos com mais de 2 milhões de anos. No local foram encontrados artefatos de pedras dos Homo habilis, assim como armas e enxadas do período neolítico.
A vegetação da região é composta por “árvores de madeira preciosa”, como o pau-preto, o jambirre e outras espécies da flora zambeziânica, além das enormes figueiras.

Na estação da seca ocorre um espetáculo a parte. Com o nível d’água baixo é possível ver manadas inteiras de elefantes, búfalos, girafas, zebras e grupos de hipopótamos atravessando o rio.
Para fazer o passeio até a famosa piscina é essencial o acompanhamento de guias. Da entrada do parque até a piscina, os turistas enfrentarão aproximadamente 1 hora de caminhada, passando por trajetos de pedras, atravessando pequenas ilhas e até mesmo nadando em alguns trechos do rio. O valor do passeio custa em torno de U$ 60 por pessoa (cerca de R$ 140). Neste preço está incluso o guia, o fotógrafo profissional para tirar fotos espetaculares, toalhas, refrigerantes, alimentação e água. O visual e a diversão são cortesias!
A dica é conhecer o local entre setembro e dezembro, pois somente neste período é possível se aventurar a dar um mergulho na Devil’s Pool. Embora os turistas tirem fotos a poucos centímetros do penhasco, a piscina natural tem um espaço que permite que os aventureiros nadem e mergulhem com segurança, além de se deslumbrarem de uma vista de 'tirar o fôlego'.
As Cataratas Victoria são um dos lugares mais visitados da África, ultrapassando a marca de 300 mil turistas ao ano. A região possui hotéis de luxo e explora o turismo de forma responsável e profissional, além da piscina natural, o turista também tem a opção de conhecer o local com passeios de barcos e até mesmo de helicópteros. São muitas opções proporcionadas para que os visitantes tenham uma das melhores emoções de sua vida.
Confira fotos da Devil's Pool na Victória Falls
Considerada a mais excitante atração turística da África, a Devil’s Pool fica localizada nas Cataratas Victória, uma das maiores cachoeiras do mundoConsiderada a mais excitante atração turística da África, a Devil’s Pool fica localizada nas Cataratas Victória, uma das maiores cachoeiras do mundo - Foto: Divulgação/Victoria Falls

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As cataratas Victória são consideradas Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 1989As cataratas Victória são consideradas Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 1989 - Foto: Divulgação/Victoria Falls
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Embora os turistas tirem fotos a poucos centímetros do penhasco, a piscina natural tem um espaço que permite que os aventureiros nadem e mergulhem com segurança.Embora os turistas tirem fotos a poucos centímetros do penhasco, a piscina natural tem um espaço que permite que os aventureiros nadem e mergulhem com segurança. - Foto: Divulgação/Victoria Falls
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É o lugar perfeito para turistas aventureiros e corajososÉ o lugar perfeito para turistas aventureiros e corajosos - Foto: Divulgação/Victoria Falls

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A dica é conhecer o local entre setembro e dezembro, pois somente nesta época do ano é possível se aventurar e dar um mergulho na Devil’s PoolA dica é conhecer o local entre setembro e dezembro, pois somente nesta época do ano é possível se aventurar e dar um mergulho na Devil’s Pool - Foto: Jadson Wharam
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As Cataratas Victoria são um dos lugares mais visitados do mundo, ultrapassando a marca de 300 mil turistas ao anoAs Cataratas Victoria são um dos lugares mais visitados do mundo, ultrapassando a marca de 300 mil turistas ao ano - Foto: Maria Eduarda Chhaya
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Situada à beira de um penhasco, a Devil’s Pool possui 105 metros de alturaSituada à beira de um penhasco, a Devil’s Pool possui 105 metros de altura - Foto: José Carlos Yuon
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Para fazer o passeio até a famosa piscina é essencial o acompanhamento de guiasPara fazer o passeio até a famosa piscina é essencial o acompanhamento de guias - Foto: Maria Eduarda Chhaya
Por Dennys Marcel

Vejam a situação do Acre incrível mesmo.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Uma coisa eu sei quando meche com o governo a primeira coisa é que todo muido esta errado, quando o governo faz preção e quer alguma coisas em todos os sentidos ai é normal matar, se apossar de bens e outras coisas mais, e agora quem esta correto.?????

 ISTOÉ Online |  19.Fev.14 - 11:26 |  Atualizado em 20.Fev.14 - 10:31

Dilma condena "pessoas que escondem o rosto para se manifestar"

Em entrevista a rádios, presidenta prometeu reforço na segurança para a Copa do Mundo

Terra

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Em entrevistas a rádios alagoanas nesta quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff elevou o tom, reprovou o anonimato em manifestações – algo já expressado pelo governo – e prometeu reforço na legislação que iniba que manifestantes escondam suas identidades. A presidente prometeu um protocolo comum de atuação das policias militares nos Estados e assegurou que o governo federal está trabalhando para oferecer segurança durante a Copa do Mundo.

“Pessoas que escondem o rosto para se manifestar não são democratas. Pessoas que matam, ferem ou destroem o patrimônio público são criminosos e devem ser tratados como tal”, afirmou Dilma. “É preciso reforçar a lei e aplicar a Constituição, que garante liberdade de manifestação, mas veda o anonimato. Então estamos trabalhando numa legislação para coibir toda forma de violência das manifestações.”

Para o governo federal, é ponto pacífico que haverá outra onda de protestos durante a Copa do Mundo. Para tentar minimizar o movimento, o governo estuda lançar uma ofensiva publicitária para convencer a opinião pública de que receber o mundial trará legados importantes para o País. Às rádios, Dilma prometeu ainda reforço específico da segurança pública durante o evento máximo do futebol.

“Vamos aumentar a segurança nas cidades-sede dos jogos”, garantiu a presidente afirmando que “todos os órgãos (de segurança pública) estão prontos e orientados a agir dentro de suas competências”. “Se e quando for necessário, vamos mobilizar também as forças armadas”, prometeu Dilma.

A presidente disse ainda que o governo investiu R$ 1,9 bilhão em segurança para a Copa – boa parte no sistema de comando e controle, por exemplo – e assegurou estar preparada para oferecer segurança aos brasileiros e visitantes. “Estaremos muito bem preparados para garantir a segurança de todos e tenho certeza de que vamos fazer a Copa das copas”, prometeu.

Na minha opinião isto vai levar a o pior ou seja governo não resolve nada e quer se beneficiar e ainda diz que esta tudo correto, e as concessionárias apenas querem faturar e não se importa com melhorias e aprimoramento do sistema, quem paga tudo a população que termina assumindo o prejuizo e se dando mau.

19/02/2014 - 18:25

Setor elétrico

Lobão e ONS batem cabeça sobre risco de racionamento

Ministro de Minas e Energia apressou-se em contradizer diretor do ONS sobre nível de reservatórios do país

Suprimento de energia, segundo o ministro, será assegurado pelas usinas termelétricas
Lobão: energia será assegurada pela geração das usinas termelétricas (ABR)
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, contrariou o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, ao dizer que não há probabilidade de desabastecimento de energia elétrica no país neste ano — e tampouco racionamento. "Problema de abastecimento não haverá, em nenhuma circunstância", disse Lobão.
Na terça-feira, Chipp havia declarado que poderia haver desabastecimento de energia elétrica se os reservatórios das hidrelétricas do principal sistema gerador (Sudeste/Centro-Oeste) ficassem abaixo do nível de 43% da capacidade no fim de abril. Atualmente, estão em 35%. O ONS teme que os volumes não sejam suficientes para abastecer normalmente o país ao longo do período de estiagem -  entre maio e novembro.
Contradizendo o técnico, Lobão afirmou que tal patamar de armazenamento (43%) "é confortável", mas disse que, mesmo que não se chegue a esse nível, não haverá desabastecimento. O suprimento, segundo o ministro, seria assegurado pelas usinas termelétricas, que geram energia mais cara e têm pesado sobre as contas do governo. O ministro não mencionou, contudo, que mesmo as térmicas operam em sua capacidade máxima de geração.
Logo após o apagão que deixou 13 estados brasileiros no escuro, no início de fevereiro, Chipp aventou a possibilidade de um raio ter causado o incidente. A presidente Dilma e o ministro Lobão rapidamente se pronunciaram para negar a informação. Em entrevista à imprensa um ano antes, a presidente havia até mesmo ironizado o argumento climático para justificar falhas elétricas.
Leia mais:
Câmara aprova urgência para devolução de R$ 7 bi da conta de luz aos consumidores    

ONS atribui apagão no Espírito Santo a incidentes em Furnas  
Reajuste de 4,6% na conta de luz pode impactar inflação
Risco aumenta — Segundo estudo da Safira Energia, se nos próximos quatro meses o nível de chuvas for semelhante ao de janeiro, o sistema elétrico nacional estará igual ao visto em 2001, quando o Brasil passou por um severo racionamento de energia. Tal estimativa leva em conta o acréscimo de geração térmica e linhas de transmissão realizadas entre 2001 e 2014, segundo Fábio Cuberos, gerente de regulação da consultoria.
No primeiro mês do ano, o segundo pior janeiro em 83 anos, a capacidade dos reservatórios ficou em torno de 30.100 megawatt (MW) médio, o equivalente a 55% da média histórica (56.400 MWmed). Se a situação perdurar até abril, o país passará pelo pior período de seca desde 1955. 

Alguem acha que é só este o numero.....??????, no olhar deles poderial ser menos.

20/02/2014 - 09:54

Eleições 2014

Lei da Ficha Limpa pode barrar 16 deputados e 1 senador

É o que mostra levantamento inédito da ONG Transparência Brasil. Em 2014, lei será aplicada pela primeira vez nas eleições de âmbito estadual e federal

Daniel Jelin
Congresso Nacional: pela primeira vez, a Lei da Ficha Limpa vai ter efeito sobre a disputa na Câmara e Senado, que aprovaram o texto em 2010
Congresso Nacional: pela primeira vez, a Lei da Ficha Limpa vai ter efeito sobre a disputa na Câmara e Senado, que aprovaram o texto em 2010 (Dida Sampaio/Agência Estado)
Dezessete dos 594 atuais parlamentares podem ficar de fora das eleições de 2014 por força da Lei da Ficha Limpa. É o que mostra levantamento inédito da ONG Transparência Brasil. São dezesseis deputados e um senador condenados em segunda instância por improbidade administrativa, compra de votos ou abuso de poder econômico ou político. O PSD tem quatro parlamentares enquadrados; o PMDB, três; PSDB, PP e Pros, dois; PT, PSB, PSC e PRP têm um cada.
A Ficha Limpa é uma das poucas leis nascidas da iniciativa popular. O projeto foi enviado ao Congresso em 2009 e aprovado logo em 2010. O Supremo Tribunal Federal (STF), contudo, anulou a aplicação da lei na eleição daquele ano, adiando seus efeitos para a disputa municipal de 2012. A corrida de 2014 será, portanto, a primeira de âmbito estadual e federal na vigência da lei.

FICHA POR FICHA

Dezessete parlamentares podem ser enquadrados na Lei da Ficha Limpa em 2014, segundo a ONG Transparência Brasil. Confira abaixo e clique nos nomes para conhecer as pendências judiciais de cada um
Senado
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Câmara
Silas Câmara (PSD-AM)
Marcos Montes (PSD-MG)
Junji Abe (PSD-SP)
Moreira Mendes (PSD-RO)
Edinho Araújo (PMDB-SP)
Fernando Jordão (PMDB-RJ)
Silas Brasileiro (PMDB-MG)
Paulo Maluf (PP-SP)
João Pizzolatti (PP-SC)
Zé Vieira (Pros-MA)
Marcio Junqueira (Pros-RR)
Newton Lima (PT-SP)
Emanuel Fernandes (PSDB-SP)
Abelardo Camarinha (PSB-SP)
Antônia Lúcia (PSC-AC)
Chico das Verduras (PRP-RR)
O texto prevê catorze hipóteses para afastar das urnas políticos com a ficha suja. A inelegibilidade, no entanto, não é decretada automaticamente. Para a aplicação da lei nos casos de improbidade administrativa, por exemplo, é necessário comprovar que houve prejuízo para os cofres públicos e enriquecimento ilícito. Cabe à Justiça Eleitoral decidir caso a caso - foram 3.366 recursos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição de 2012, de um total de 7.781 processos relacionados ao registro de candidaturas, segundo balanço divulgado em janeiro pela Corte.
Alguns dos nomes que aparecem no levantamento da Transparência Brasil já tiveram problemas com a Lei da Ficha Limpa quatro anos atrás. É o caso de Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), o único senador da lista, e do deputado João Pizzolatti (PP-SC). Eleitos em 2010, os dois foram barrados pela Justiça Eleitoral e só tomaram posse após o STF decidir que a norma, mesmo aprovada, não valeria para a corrida eleitoral de 2010.
O deputado Paulo Maluf (PP-SP) também teve a candidatura impugnada em 2010, mas no mesmo ano conseguiu reverter sentença condenatória e se livrou da punição antes mesmo que o STF adiasse os efeitos da lei para 2012. Em 2013, porém, em nova derrota na Justiça, Maluf foi condenado por improbidade administrativa e superfaturamento de obras.
A Lei da Ficha Limpa ameaça dezessete parlamentares este ano, mas isso não significa que os demais 577 estejam quites com a Justiça, lembra o diretor-executivo da Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo. Na verdade, como mostra levantamento do projeto Excelências, da Transparência Brasil, recentemente relançado, com apoio de VEJA, quase a metade do Congresso (54,8% dos deputados e 46,9% dos senadores) está enrolada na Justiça ou nos tribunais de contas. A grande maioria dos processos, contudo, se arrasta nos tribunais, sem definição. "É uma invasão de gente com problemas na Justiça", diz Abramo. "A política tem de ser protegida dessas pessoas".

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

É se a coisa perder o controle isto será mesmo últil pena que não sobrará ninguem para contar ??????

A nova arma de destruição em massa de Bashar Al-Assad

Desde dezembro, o governo da Síria tem usado bombas improvisadas em ataques aéreos para matar civis em áreas controladas por rebeldes

BRUNO CALIXTO
19/02/2014 07h00 - Atualizado em 19/02/2014 07h51
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Imagem disponibilizada pelo Aleppo Media Center, grupo de oposição ao governo sírio, mostra helicóptero do Exército da Síria lançando uma bomba-barril em Alepo em fevereiro de 2014 (Foto: AP Photo/Aleppo Media Center, AMC)
Em agosto do ano passado, o regime de Bashar Al-Assad colocou a comunidade internacional em alerta após utilizar uma arma de destruição em massa em Ghouta. O ataque químico matou centenas de pessoas e desencadeou um processo que por pouco não levou a uma intervenção dos Estados Unidos na guerra. No começo deste ano, enquanto as armas químicas da Síria estão sendo entregues à ONU, um novo tipo de armamento está sendo tão letal quanto. Ironicamente, a arma que está matando civis de forma indiscriminada não é nem de longe tão tecnológica quanto um arsenal químico. É uma bomba improvisada.
>> (Não) tão só na tragédia síria
>> Europeus partem para a guerra na Síria
Ela está sendo chamada de bomba-barril. Na verdade, nada mais são do que recipientes metálicos, geralmente barris de petróleo, contendo uma mistura de dinamite, pregos, sucata e estilhaços. Essas bombas-barril estão sendo lançadas manualmente por soldados do governo sírio de helicópteros nas principais cidades com presença rebelde no país, como Homs, Daara e Alepo.
O regime começou a utilizar esse tipo de armamento improvisado em 2012. Os barris eram lançados de helicópteros sobrevoando em baixa altitude, permitindo danificar alvos rebeldes com boa precisão e baixo custo. A estratégia parou de funcionar quando os rebeldes capturaram armamentos portáteis que permitem derrubar helicópteros. Até então, a bomba era apenas uma arma convencional improvisada. A situação mudou a partir de dezembro de 2013, quando o regime começou uma forte ofensiva na cidade de Alepo.
Alepo é uma das maiores cidades do país, e parte dela está sob controle dos rebeldes. Segundo um relatório do Institute for the Study of War, um think tank americano, Assad não tem forças terrestres suficientes para controlar a cidade. Os rebeldes contam com apoio de parte da população e utilizam os prédios e construções como defesa e abrigo, lutando uma guerra de guerrilha. Para recuperar essas áreas, o regime passou a lançar as bombas-barril sobrevoando em altitudes mais altas, longe do alcance das armas rebeldes.
O resultado é devastador. Sem nenhuma precisão, as bombas improvisadas atingem largas áreas habitadas por civis, causando grande destruição, matando indiscriminadamente idosos, mulheres e crianças, derrubando prédios e forçando a população a deixar bairros inteiros de Alepo. "A campanha de bombas-barril de dezembro de 2013 ilustra como o regime passou a infligir mortes em massa em civis a fim de aliviar a pressão e ganhar terreno", diz o relatório do Institute for the Study of War.
A ofensiva se intensificou nas últimas três semanas. Segundo o jornal The New York Times, os bombardeios resultaram na mais recente onda de refugiados no norte da Síria. Estima-se que, desde o começo do ano, mais de 20 mil pessoas cruzaram a fronteira com a Turquia fugindo de Alepo. Nos últimos dias, a ONU contou 2 mil refugiados por dia tentando deixar o país.
O uso de barris como armamento foi criticado e denunciado por várias autoridades do mundo. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu o fim de ataques a civis. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, descreveu a ofensiva como "o mais recente ato de barbárie do regime sírio". Especialistas em armamentos questionam essas críticas. Segundo eles, as bombas-barril são pouco efetivas e tiram o foco do uso do mísseis e armamentos russos, que estão à disposição de Assad. Ainda assim, segundo o Washington Post, a comunidade internacional deve se preocupar, já que o uso indiscriminado desse tipo de armamento comprova que Assad está disposto a matar uma grande quantidade de civis para vencer a guerra.

Será que ele tem razão!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Zygmunt Bauman: "Vivemos o fim do futuro"

O sociólogo polonês denuncia a perda de referências políticas, culturais e morais da civilização e diz que só os jovens, com sua indignação, poderão resistir à banalização

LUÍS ANTÔNIO GIRON
19/02/2014 07h00 - Atualizado em 19/02/2014 07h54
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Em 1963, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman foi censurado e afastado da Universidade de Varsóvia por causa de suas ideias, consideradas subversivas no comunismo. Hoje, aos 88 anos, imigrante em Londres, é considerado um dos pensadores mais eminentes do declínio da civilização. Ele ainda dá aulas na London School of Economics, ministra palestras pelo mundo inteiro e publicou quatro dezenas de livros que viraram best-sellers. Seus 32 títulos lançados no Brasil venderam 350 mil exemplares. O mais recente é Vigilância líquida (Zahar, 160 páginas, R$ 36,90). Bauman é autor do conceito de “modernidade líquida”. Com a ideia de “liquidez”, ele tenta explicar as mudanças profundas que a civilização vem sofrendo com a globalização e o impacto da tecnologia da informação. Nesta entrevista, ele fala sobre como a vida, a política e os padrões culturais mudaram nos últimos 20 anos. As instituições políticas perderam representatividade porque sofrem com um “deficit perpétuo de poder”. Na  cultura, a elite abandonou o projeto de incentivar e patrocinar a cultura e as artes. Segundo ele, hoje é moda, entre os líderes e formadores de opinião, aceitar todas as manifestações, mas não apoiar nenhuma.
 
NA ATIVA O professor Zygmunt Bauman em 2012. Aos  88 anos, ele faz palestras, dá aulas e lança livros (Foto: Leonardo Cendamo/AFP)
ÉPOCA –  De acordo com sua análise, as pessoas vivem um senso de desorientação. Perdemos a fé em nós mesmos?
Zygmunt Bauman –
Ainda que a proclamação do “fim da história” de Francis Fukuyama não faça sentido (a história terminará com a espécie humana, e não num momento anterior), podemos falar legitimamente do “fim do futuro”. Vivemos o fim do futuro. Durante toda a era moderna, nossos ancestrais agiram e viveram voltados para a direção do futuro. Eles avaliaram a virtude de suas realizações pela crescente (genuína ou suposta) proximidade de uma linha final, o modelo da sociedade que queriam estabelecer. A visão do futuro guiava o presente. Nossos contemporâneos vivem sem esse futuro. Fomos repelidos pelos atalhos do dia de hoje. Estamos mais descuidados, ignorantes e negligentes quanto ao que virá.
ÉPOCA –  Segundo o senhor, a decadência da política acontece desde o século passado. A situação piorou agora?  
Bauman –
A decadência da política é causada e reforçada pela crise da agenda política. As instituições amarram o poder de resolver os problemas à política. Ela seria capaz de decidir que coisas precisariam ser feitas. Nossos antepassados conceberam uma ordem que dependia dos serviços do Estado-nação. Mas essa ordem não é mais adequada aos desafios postulados pela contínua globalização de nossa interdependência. Com a separação do poder e da política, a gente se encontra na dupla situação de poderes livres do controle político e da política que sofre o deficit perpétuo do poder. Daí a crise de confiança nas instituições políticas, uma vez que a política investiu nos parlamentos e nos partidos para construir a democracia como atualmente a compreendemos. Mais e mais pessoas duvidam que os políticos sejam capazes de cumprir suas promessas. Assim, elas procuram desesperadamente veículos alternativos de decisão coletiva e ação, apesar de, até agora, isso não ter representado uma alteração efetiva.
>> Leia mais perguntas a Zygmunt Bauman

ÉPOCA – As redes sociais aumentaram sua força na internet como ferramentas eficazes de mobilização. Como o senhor analisa o surgimento de uma sociedade em rede?
Bauman –
Redes, você sabe, são interligadas, mas também descosturadas e remendadas por meio de conexões e desconexões... As redes sociais eram atividades de difícil implementação entre as comunidades do passado. De algum modo, elas continuam assim dentro do mundo off-line. No mundo interligado, porém, as interações sociais ganharam a aparência de brinquedo de crianças rápidas. Não parece haver esforço na parcela on-line, virtual, de nossa experiência de vida. Hoje, assistimos à tendência de adaptar nossas interações na vida real (off-line), como se imitássemos o padrão de conforto que experimentamos quando estamos no mundo on-line da internet.
ÉPOCA –  Os jovens podem mudar e salvar o mundo? Ou nem os jovens podem fazer algo para alterar a história?
Bauman –
Sou tudo, menos desesperançoso. Confio que os jovens possam perseguir e consertar o estrago que os mais velhos fizeram. Como e se forem capazes de pôr isso em prática, dependerá da imaginação e da determinação deles. Para que se deem uma oportunidade, os jovens precisam resistir às pressões da fragmentação e recuperar a consciência da responsabilidade compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes. Os jovens precisam trocar o mundo virtual pelo real.
"Para mudar o mundo,
os jovens precisam trocar
o mundo virtual pelo real"
ÉPOCA – Como o senhor vê a nova onda de protestos na Europa, no Oriente Médio, nos Estados Unidos e na América Latina, que aumentou nos últimos anos?
Bauman –
Se Marx e Engels escrevessem o Manifesto Comunista hoje, teriam de substituir a célebre frase inicial – “Um espectro ronda a Europa – o espectro do comunismo” – pela seguinte: “Um espectro ronda o planeta – o espectro da indignação”. Esse novo espectro comprova a novidade de nossa situação em relação ao ano de 1848, quando Marx e Engels publicaram o Manifesto. Faltam-nos precedentes históricos para aprender com os protestos de massa e seguir adiante. Ainda estamos tateando no escuro.
ÉPOCA – O senhor afirma que as elites adotaram uma atitude de máximo de tolerância com o mínimo de seletividade. Qual a razão dessa atitude?
Bauman –
Em relação ao domínio das escolhas culturais, a resposta é que não há mais autoconfiança quanto ao valor intrínseco das ofertas culturais disponíveis. Ao mesmo tempo, as elites renunciaram às ambições passadas, de empreender uma missão iluminadora da cultura. A elite deixou de ser o mecenas da cultura. Hoje, as elites medem sua superioridade cultural pela capacidade de devorar tudo.
ÉPOCA – Essa diluição dos valores explica por que artistas como Damian Hirst e Jeff Koons buscam mais fama do que reconhecimento artístico?
Bauman –
Prefiro não generalizar sobre esse tema. Os artistas, suas performances e produtos são hoje em dia muitos e diferentes, e os veredictos apressados são equivocados. Pessoalmente, detesto e me aborreço com os Damiens Hirsts, Jeff Koons e similares. Mas eles são ostensivamente sustentados pelas correntes e modas guiadas pelo mercado. Os mercados usurparam o mecenato das artes das igrejas e dos Estados. Por isso, o meio é realmente a mensagem da arte contemporânea.
>> Mais entrevistas publicadas por ÉPOCA
ÉPOCA –  Como diz o crítico George Steiner, os produtos culturais hoje visam ao máximo impacto e à obsolescência instantânea. Há uma saída para salvar a arte como uma experiência humana importante?
Bauman –
Bem, esses produtos se comportam como o resto do mercado. Voltam-se para as vendas de produtos na sociedade dos consumidores. Uma vez que a busca pelo lucro continua a ser o motor mais importante da economia, há pouca oportunidade para que os objetos de arte cessem de obedecer à sentença de Steiner...
ÉPOCA – O senhor diz que a cultura se tornou dependente da moda. Por que isso ocorre?
Bauman –
Modas vêm e vão e são tão velhas quanto a cultura, tão antigas quanto o homo sapiens... O que a fez tão espetacularmente presente em nossa vida diária é o impacto combinado da comunicação digital em tempo real e da produção em massa com a associação entre butiques de alta-costura e grandes redes de lojas. As manifestações culturais e artísticas são arrastadas pelo motor da moda.
ÉPOCA – A moda pode dar sentido à vida das pessoas?
Bauman –
A moda tem seus usos e uma demanda enorme e crescente. Ela fornece um modelo para a constante troca de identidades de nosso mundo. Funciona também como antídoto contra o horror de falhar num mundo em alta velocidade e contra o resultante abandono e degradação social. Não há nada de inútil na moda. Pelo contrário, é uma necessidade num mundo de flutuação e desorientação.
ÉPOCA –  Seus livros parecem pessimistas, talvez porque abram demais os olhos dos leitores. O senhor é pessimista? Ou busca a alegria de alguma forma, apesar de todos os problemas?
Bauman –
  A meu ver, os otimistas acreditam que este mundo é o melhor possível, ao passo que os pessimistas suspeitam que os otimistas podem estar certos... Mas acredito que essa classificação binária de atitudes não é exaustiva. Existe uma terceira categoria: pessoas com esperança. Eu me coloco nessa terceira categoria. De outra forma, não veria sentido em falar e escrever...