sábado, 16 de julho de 2022

É os chineses agora resolveram sair na frente mesmo.

 

Fusca chinês é lançado em 3 versões elétricas. E agora, VW?

Apelido pela mídia de Fusca chinês, inédito Ora Ballet Cat, da Great Wall Motors, tem três versões, inclusive uma 4x4 de 544 cv de potência

15 jul 2022 - 16h15
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Ora Ballet Cat, o Fusca chinês.
Ora Ballet Cat, o Fusca chinês.
Foto: GWM / Divulgação

O Fusca chinês chega ao mercado da China como Ora Ballet Cat, trazendo um design copiado da Volkswagen e três opções de motor elétrico. O mais potente, com tração nas quatro rodas, tem 544 cv e bateria de 60,5 kWh, que lhe permite rodar até 500 km com uma carga. 

A Ora é a marca de carros 100% elétricos da GWM (Great Wall Motors), que não descartou a possibilidade de lançar o Ballet Cat futuramente no Brasil. O carro ganhou o apelido de Fusca chinês devido à sua incrível semelhança com o clássico Volkswagen Sedan (Fusca no Brasil, Beetle em outros mercados). A solução encontrada pelos designers chineses foi colocar na frente do carro faróis que lembram a lanterna traseira do Fusca original.

Ora Ballet Cat, o Fusca chinês.
Ora Ballet Cat, o Fusca chinês.
Foto: GWM / Divulgação

A versão de entrada tem um motor elétrico de 170 cv, bateria de 50 kWh e alcance de 400 km. A tração é dianteira. Esta versão custa 193.000 yuan (moeda chinesa), que equivale a R$ 154.200. Há ainda uma versão intermediária de 300 cv com tração traseira (algo que lembra o Fusca original.

Ora Ballet Cat, o Fusca chinês.
Ora Ballet Cat, o Fusca chinês.
Foto: GWM / Divulgação

Por dentro, o Ora Ballet Cat traz semelhanças com o Fusca da Volkswagen e itens para agradar o público feminino na China, como o ajuste de suspensão para um rodar bem macio e música para crianças pequenas. Apesar desses conceitos machistas, o Ballet Cat traz jovens mulheres e jovens homens chineses nas fotos oficiais.

Ora Ballet Cat, o Fusca chinês.
Ora Ballet Cat, o Fusca chinês.
Foto: GWM / Divulgação

O carro mede 4,40 m de comprimento, 1,87 m de largura, 1,63 m de altura e tem 2,75 m de distância entre-eixos. É bem maior do que o Fusca original, que media 4,05 m de comprimento e tinha entre-eixos de 2,40 m no último modelo fabricado no Brasil (1986). Também é maior do que o Fusca de terceira geração (depois do New Bettle),  vendido até 2016, que tinha 4,28 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,49 de altura e 2,54 de entre-eixos.

Resta esperar agora para ver qual será a reação da Volkswagen. Se vai protestar em juízo contra a GWM, como havia mencionado, ou se vai deixar barato, por considerar que se trata de uma cópia com detalhes visuais de gosto discutível.

A mistérios que ainda não sabemos e nos surpeende muito - interessante.

 

O 'lugar mais estéril do planeta', onde cientistas buscam misteriosa matéria escura

Mais de um quilômetro abaixo da terra, uma equipe de mais de 250 pesquisadores está tentando detectar uma partícula que seria a chave para explicar do que é feito 25% do Universo.

15 jul 2022 - 18h55
(atualizado às 19h00)
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LUX-ZEPLIN (LZ), laboratório localizado a 1,5 km de profundidade em uma mina de ouro abandonada na cidade de Lead, nos EUA
LUX-ZEPLIN (LZ), laboratório localizado a 1,5 km de profundidade em uma mina de ouro abandonada na cidade de Lead, nos EUA
Foto: LZ/SURF / BBC News Brasil

O que é matéria escura? A resposta é simples: ninguém sabe. É um dos maiores enigmas da Ciência.

Os cientistas passaram décadas procurando pistas sobre esse misterioso componente, do que é feito 25% do Universo.

Mas como você procura algo que você nem sabe o que é? Como encontrar algo que é invisível?

E se é tão difícil de encontrá-la, por que embarcar em uma missão tão complicada?

Estas questões foram a inspiração para uma equipe de mais de 250 pesquisadores de vários países, que publicou recentemente os primeiros resultados de um ambicioso projeto com o qual esperam finalmente encontrar sinais da matéria escura.

Trata-se do LUX-ZEPLIN (LZ), um sofisticado laboratório localizado a 1,5km de profundidade em uma mina de ouro abandonada na cidade de Lead, na Dakota do Sul, Estados Unidos.

Ele é subterrâneo com o intuito de isolar a maior quantidade de radiação e poeira que poderiam gerar contaminação e dificultar a busca pela matéria escura.

Este é o mapa mais detalhado da distribuição da matéria escura no universo. As áreas brilhantes representam os pontos de maior concentração, que é onde as galáxias se formam.
Este é o mapa mais detalhado da distribuição da matéria escura no universo. As áreas brilhantes representam os pontos de maior concentração, que é onde as galáxias se formam.
Foto: N Jeffrey/Observatório da Energia Escura / BBC News Brasil

De acordo com seus criadores, o LZ é o detector de matéria escura mais sensível já construído. Para fazer isso, eles dizem que conseguiram tornar o interior da LZ "o lugar mais estéril da Terra".

"O centro do detector é como a mente de um monge budista", disse Chamkaur Ghag, pesquisador da LZ e professor do Departamento de Física e Astronomia da University College London, no Reino Unido, à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC).

O detector foi projetado para captar um sinal, mesmo extremamente fraco, do que poderia ser uma partícula de matéria escura. É como "ouvir com atenção no meio de um campo silencioso", dizem os criadores do LZ em seu site.

Como funciona o LZ? Como ele pesquisa a matéria escura?

A enigmática matéria escura

Atualmente, sabemos apenas do que é feito 5% do Universo. Esses 5% correspondem à matéria comum, que podemos ver ou tocar.

As partículas que compõem essa matéria comum são descritas no que é conhecido como Modelo Padrão.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

ESSE É PARA AQUELES QUE APRECIAM AS ÁGUAS, E PORQUE NÃO MORAR NELAS

 


















Moradores de Petrópolis se deparam com desafio de recomeçar após temporal destruidor

 

Por Sebastian Rocandio

Ônibus destruídos após temporal em Petrópolis© Reuters/RICARDO MORAES Ônibus destruídos após temporal em Petrópolis

PETRÓPOLIS (Reuters) - Cercada de lama e destroços, a comerciante Regiane Dias observava aos prantos, nesta quarta-feira, o rastro de destruição deixado em seu bar após as fortes chuvas que atingiram Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

As paredes verdes ainda sujas e dezenas de garrafas de bebidas destruídas em seu comércio refletem o terror vivido por Regiane e outros comerciantes da cidade na terça-feira, quando um temporal varreu o local, provocando desabamentos e deixando ao menos 44 mortos e centenas de desabrigados.

"Dois metros de altura de água, muito, muito mesmo. Muita água, muita água, ninguém nunca viu isso. Nunca, nunca a gente viu isso o que aconteceu aqui ontem. Sei nem o que falar, perdemos tudo, só isso", disse a comerciante em lágrimas.

De acordo com autoridades, apenas na tarde de terça-feira, choveu em Petrópolis o volume esperado para todo o mês de fevereiro.

Outros proprietários de comércio retiravam os rejeitos e limpavam o que sobrou de seus estabelecimentos comerciais. "Veio arrebentando tudo (a chuva), a pressão da água veio levando tudo", acrescentou o também comerciante Henrique Pereira, citando prejuízo total entre os vendedores da região.

"Todo mundo nesta calçada teve prejuízo de 100%. Realmente, foi bem difícil. Agora o recomeçar que vai ser bem difícil."

(Reportagem adicional de Patrícia Vilas Boas)

Chuva em Petrópolis: Cinco soluções para evitar que tragédias se repitam

 

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Desastres como o ocorrido em Petrópolis reforçam a importância de políticas habitacionais no Brasil que retirem de forma permanente a população de áreas de risco. Ao mesmo tempo, será preciso investir em produzir e comunicar bem os alertas para que, em situações de urgência, quem vive em áreas de risco tenha tempo de deixar suas casas.

Especialistas ouvidos pelo Estadão afirmam ainda que medidas como a recomposição vegetal de encostas e margens dos rios também contribuem para tornar as cidades menos suscetíveis a desastres. Os deslizamentos em Petrópolis, que deixaram dezenas de mortos, ocorreram após uma chuva intensa e concentrada.

Tragédia em Petrópolis deixou dezenas de mortos; remanejamento da população em área de risco deve ser prioridade © Wilton Junior/Estadão Tragédia em Petrópolis deixou dezenas de mortos; remanejamento da população em área de risco deve ser prioridade

Temporais como este devem se tornar mais frequentes com o aquecimento global, afirmam os cientistas. Mudanças na temperatura do planeta alteram o regime de chuvas e podem provocar tempestades fortes, que atingem determinadas áreas em poucas horas.

Veja a seguir cinco soluções apontadas por especialistas para evitar que desastres como o de Petrópolis se repitam:

Auxílio-aluguel, uso de imóveis ociosos e parceria para obras

É preciso apostar em políticas de habitação para que populações em áreas de risco sejam remanejadas de forma permanente, afirma Pedro Côrtes, geólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP). Isso pode ocorrer de diferentes maneiras: pagamento de auxílio-aluguel, compra de imóveis para realocar a população das áreas de risco e até a criação de novos bairros em regiões seguras são alternativas.

“O volume extraordinário de chuva assusta, mas isso não isenta o poder público de um trabalho de prevenção”, afirma o pesquisador da USP. Em São Paulo, por exemplo, uma das possibilidades é o uso de apartamentos vazios na região central, diz o especialista.

Estratégia semelhante foi adotada pela prefeitura de Maricá (RJ), que anunciou a compra de imóveis desocupados para alocar quem mora em regiões vulneráveis. O remanejamento, no entanto, enfrenta barreiras econômicas.

“Com os interesses imobiliários em uma cidade, é muito difícil imaginar que vamos encontrar áreas seguras para ter moradias para todo mundo”, pondera Victor Marchezini, sociólogo de desastres e pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Se há dificuldade em realocar a população, obras e parcerias com os moradores podem ajudar a mitigar os riscos. Marchezini cita uma solução adotada para encostas no Recife: a prefeitura entra com material de construção e apoio técnico e os moradores com mão de obra para fazer reparos contra deslizamentos.

Nem sempre as obras, porém, dão conta de desastres causados pelo grande volume de chuvas.

Aprimorar as ferramentas para produzir alertas de desastre

Se há população em áreas vulneráveis, então é preciso aprimorar os sistemas de alertas. Hoje, o Cemaden - criado após a tragédia na Região Serrana em 2011, que deixou 918 mortos - faz um monitoramento de risco de deslizamentos de terra e enxurradas a partir de informações sobre o volume de chuvas. Essas informações são repassadas às Defesas Civis locais e precisam chegar até a ponta: a população.

Fazer as previsões, no entanto, tem se tornado mais desafiador agora. “Temos, em função de mudanças climáticas, maior dificuldade de fazer previsões meteorológicas”, afirma Côrtes, da USP. Avanços tecnológicos na área de meteorologia podem ajudar.

Comunicar avisos de risco à população e criar rotas de fuga

No meio do caminho entre a detecção de risco de desastres e a população, há gargalos. Nem todos os municípios têm Defesas Civis, que deveriam receber esses avisos. E, em alguns locais que têm, falta o básico para o trabalho, como computadores. Segundo especialistas, é preciso melhorar o trabalho desses agentes.

Além disso, mesmo que a região conte com equipes estruturadas, a existência do alerta nem sempre significa que a mensagem vai chegar aos moradores, evitando as mortes. Segundo Marchezini, não basta que a população receba avisos de desastre: é preciso saber para onde ir em caso de risco e qual o caminho até o abrigo. Isso tem de ser treinado de forma preventiva, antes que o temporal aconteça.

Além de sirenes - como havia em Petrópolis -, estratégias para retirar momentaneamente as pessoas de suas casas diante de riscos de deslizamentos podem incluir até ligações e envio de mensagens nos celulares, diz Matheus Martins, especialista em drenagem urbana e professor da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Transformar centros urbanos em 'cidades esponja'

Enquanto os mecanismos de alerta se estruturam, políticas ambientais têm de ser colocadas em prática para reduzir os impactos do clima nos centros urbanos. Incentivos para quem mantém áreas verdes em casa e faz captação da água de chuva são algumas das ferramentas para transformar centros urbanos no que cientistas chamam de “cidades esponjas”, capazes de absorver mais água.

Uma das formas de fazer isso é por meio do chamado IPTU Verde, quando o imposto fica mais barato para quem adota práticas sustentáveis em suas propriedades.

TIVEMOS ESSA TRAGÉDIA EM UMA CIDADE MUITO HISTÓRICA, MAIS INFELISMENTE NÃO PODEMOS EVITAR, ACONTECEU

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As fortes chuvas que atingiram Petrópolis, na Região Serrana do Rio, nesta terça-feira, 15, deixaram um rastro de destruição e ao menos 104 mortos. Enxurradas levaram carros, enchentes inundaram casas e estabelecimentos comerciais e deslizamentos atingiram diferentes áreas do município. Autoridades atuam nesta quarta-feira, 16, em busca de outras vítimas do temporal.

Imagens da cidade mostram a dimensão do estrago causado pelas chuvas. Carros ficaram pendurados em estruturas e residências ficaram destruídas. Veja a seguir imagens de antes e depois do temporal.


Carro ficou pendurado em ponte

Carro ficou pendurado em ponte sobre o Rio Quitandinha, na Rua Washington Luiz, em Petrópolis Carro ficou pendurado em ponte sobre o Rio Quitandinha, na Rua Washington Luiz, em Petrópolis

 

Estabelecimentos comerciais foram inundados

Comércios da Rua Washington Luiz foram inundados pela enxurrada desta terça-feira. Funcionários trabalham na limpeza do local © GOOGLE MAPS / WILTON JUNIOR / ESTADAO Comércios da Rua Washington Luiz foram inundados pela enxurrada desta terça-feira. Funcionários trabalham na limpeza do local

Veículo ficou preso em poste após enxurrada

Carro ficou preso em poste na Rua do Imperador, no centro histórico de Petrópolis. Prefeitura decretou estado de calamidade pública © GOOGLE MAPS / WILTON JUNIOR / ESTADAO Carro ficou preso em poste na Rua do Imperador, no centro histórico de Petrópolis. Prefeitura decretou estado de calamidade pública