domingo, 1 de abril de 2012

Este mesmo irá revolucionar muito os espaços e as comodidades.

Empresa projeta porto, estrada e estacionamento sobre o mar
29 de Março de 2012 • 10h24 •  atualizado 11h07

Porto sobre o mar poderia receber transatlânticosPorto sobre o mar poderia receber transatlânticos
Foto: Divulgação
As grandes metrópoles que se situam no litoral já tem uma nova opção para crescer sem arranha-céus. O escritório de arquitetura holandês Dutch Docklands tem projetos para estacionamentos, portos, estradas e até praias artificiais, que seriam construídos em plataformas flutuantes sobre a água. De acordo com informações da revista FastCompany, 89% das cidades com mais de 1 milhão de habitantes está no litoral e sofrem com o crescimento da população.
As construções são feitas com espuma comprimida e concreto, presas com âncoras ao litoral - o que permite o deslocamento se for necessário. Segundo a companhia, as plataformas também absorvem todo o movimento da maré. O projeto de porto flutuante poderia receber os maiores transatlânticos. Além disso, as estradas ligariam as ilhas artificiais, ou então serviriam como uma via mais rápida para evitar os congestionamentos no centro da cidade.

Isto é Mercurio um Planeta com muito mistérios. ?


29 de março de 2012
Segredos de Mercúrio
Mapas mostram crateras geladas no planeta mais próximo do Sol
por John Matson
©Luis Stortini Sabor aka CVADRAT/ Shutterstock

Mercúrio é um mundo de extremos. Durante o dia, a temperatura no planeta mais próximo do Sol chega a 400º C nos arredores do equador – calor suficiente para derreter chumbo. À noite, a temperatura na superfície do planeta cai para menos de – 150º C.

Alguns lugares de Mercúrio, porém, são um pouco mais estáveis. Dentro das crateras polares do diminuto planeta existem regiões que nunca viram a luz do dia, protegidas pelas sombras das bordas de suas crateras. A temperatura por lá permanece baixa durante todo o ano.

Agora, novos dados da sonda Messenger, da Nasa, apresentados na Conferência Científica Lunar e Planetária anual, corroboram a velha hipótese de que Mercúrio esconde bolsões de gelo em suas sombrias crateras, apesar da proximidade do Sol.

Começando com uma série de observações de radar de Mercúrio há duas décadas e usando alguns dos maiores radares da Terra, os cientistas tiveram boas razões para suspeitar que as crateras polares abrigassem depósitos de gelo na superfície, ou logo abaixo dela. Imagens de radar dos polos mostraram elementos anormalmente brilhantes – trechos que refletiam ondas de rádio muito melhor do que o terreno ao redor, exatamente como faz o gelo. Muitos desses elementos brilhantes correspondiam aos locais de grandes crateras geradas por impactos, como mapeado pela sonda Mariner 10 na década de 1970. No entanto, a Mariner viu menos da metade de Mercúrio e há muito os pesquisadores precisam de um atlas compreensivo dos polos para comparar com as imagens de radar.


29 de março de 2012
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Segredos de Mercúrio
Mapas mostram crateras geladas no planeta mais próximo do Sol
por John Matson
Nasa/Laboratório de Física Aplicada da Johns Hopkins University/Carnegie Institution de Washington
Nesta composição, as imagens dos radiotelescópios terrestres aparecem em amarelo.
[continuação]

Tudo isso mudou com a chegada da Messenger a Mercúrio, em 2011. A Messenger (uma espécie de acrônimo forçado para Mercury Surface, Space Environment, Geochemistry and Ranging), que orbita o planeta há pouco mais de um ano, já mapeou a superfície de Mercúrio com detalhes sem precedentes. Como Nancy Chabot, do Laboratório de Física Aplicada da Johns Hopkins University demonstrou em uma conferência, os mapas feitos pela Messenger combinam bem com as imagens de radar dos polos.

“Há uma excelente correlação entre as imagens e os locais sombreados das crateras”, declarou Chabot. “Todas as regiões brilhantes que aparecem nos radares estão a poucos pixels das regiões sombreadas da superfície de Mercúrio”. Em outras palavras, os supostos depósitos de gelo aparecem nos poucos locais eternamente frios de Mercúrio, onde o gelo poderia permanecer estável por longos períodos de tempo. A evidência disponível, apontou a pesquisadora, permanece consistente com a hipótese da presença de gelo em Mercúrio.

Esse suposto gelo é essencialmente onipresente nas crateras nórdicas mais frias, buracos gerados por grandes impactos a 10º C do polo norte. “Nesta região, quase todas as crateras com mais de 10 km hospedam um depósito que aparece brilhante nas imagens de radar, o que eu acho incrível”, observou Chabot.

Mas as crateras aparentemente geladas cobrem mais do hemisfério norte do que se poderia esperar. “As crateras que aparecem com brilhos no radar se estendem a latitudes tão baixas quanto 67º Norte”, explicou Chabot. “Essas latitudes mais baixas são um ambiente termicamente desafiador”. As imagens de radar também mostram crateras com mais de 10 km de diâmetro, onde o calor irradiado a partir da borda iluminada pelo Sol criaria temperaturas nada amigáveis para o gelo localizado no fundo da cratera. Em latitudes mais baixas ou em crateras menores, qualquer depósito de gelo provavelmente precisaria de uma fina cobertura isolante: talvez uma camada de material da superfície em grãos finos, também conhecido como regolito, para evitar que sublimasse.
 
29 de março de 2012
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Segredos de Mercúrio
Mapas mostram crateras geladas no planeta mais próximo do Sol
por John Matson
[continuação]

De fato, o altímetro da Messenger, que já disparou mais de 10 milhões de pulsos laser contra Mercúrio para produzir mapas detalhados da topografia do planeta, parece confirmar que algum tipo de material isolante cobre qualquer gelo que possa existir nas crateras. Ainda que os radares consigam penetrar uma fina camada de regolito e ricochetear no gelo que existe abaixo dela, os pulsos laser são sensíveis à refletividade da superfície. O gelo é bastante refletivo no comprimento de onda de 1,06 mícrons do Altímetro Laser de Mercúrio (MLA, na sigla em inglês), explicou Gregory Neumann do Goddard Space Flight Center, da Nasa. Assim, o gelo exposto retornaria os pulsos mais rapidamente que seus arredores. “Surpreendentemente, já estamos relatando há algum tempo que não, não é isso que vemos”, declarou Neumann. “Na verdade, o que vemos é o oposto”.

Nas crateras permanentemente sombreadas, onde observações de radar apontaram para a presença de gelo, o altímetro registrou trechos sombrios com uma refletividade laser diminuta. “Nunca vemos nessas regiões o grande aumento de energia de retorno que veríamos se elas fossem tão frias que o gelo ficasse exposto em sua superfície”, avaliou Neumann. Uma possibilidade é que os depósitos que aparecem brilhantes no radar, e que muitos acreditam ser gelo, possam estar cobertos por um material escuro, como o hidrocarboneto, que consegue tolerar temperaturas relativamente mais altas.

Essa hipótese foi sustentada por David Paige, da University of California, em Los Angeles. Ele e seus colegas calcularam as temperaturas de superfície e subsuperfície dos locais onde as imagens brilhantes de radar tendem a se formar e supuseram uma provável composição de bolsões de gelo cobertos por regolito escurecido por compostos orgânicos. As temperaturas mais altas nas crateras sombreadas, que muitas vezes podem ser quentes demais para o gelo exposto, se dão bem em condições nas quais moléculas orgânicas escuras seriam estáveis. No entanto, logo abaixo da superfície as temperaturas nas crateras que aparecem brilhantes nas imagens de radar tendem a ser mais frias, flutuando próximas de -170° C. Essa é exatamente a temperatura à qual se esperaria que o gelo permanecesse estável, observou Paige. O novo olhar da Messenger sobre características há muito vistas por radares terrestres, adicionou ele, demonstram “de maneira bastante conclusiva que elas são predominantemente compostas de gelo termicamente estável”.
 

E vão mesmo verão.????

Relatório: britânicos podem perder Malvinas com ocupação
01 de abril de 2012 • 09h41 • atualizado às 10h39 

 

A costa de Stanley vista a partir do porto, nas ilhas Malvinas. Foto: Reuters A costa de Stanley vista a partir do porto, nas ilhas Malvinas
Foto: Reuters
O Reino Unido teria dificuldades para defender, reforçar e recuperar as ilhas Malvinas se a Argentina decidisse ocupá-las outra vez pela força como fez há 30 anos, revelou relatório divulgado neste domingo.
Elaborado pela Associação para a Defesa Nacional do Reino Unido (UKNDA, na sigla em inglês), o estudo indica que as ilhas do Atlântico Sul estão hoje em situação mais vulnerável do que ao final do conflito armado, em 14 de junho de 1982.
A UKNDA é uma organização que avalia a capacidade militar das Forças Armadas e defende o bem-estar dos militares. Pelo relatório, Londres teria problemas para desdobrar as forças necessárias para defender as ilhas após uma ocupação.
"Em circunstâncias favoráveis, o desdobramento de mais soldados e de uma adequada força de guerra levaria aproximadamente uma semana", diz o texto, cuja publicação coincide com o aniversário nesta segunda-feira da data de início do conflito que levou a uma guerra entre os dois países pela posse das ilhas.
Em uma situação assim, os britânicos teriam de fechar a base aérea de Mount Pleasant, nos arredores da capital Puerto Stanley, durante uma semana para dar tempo à chegada de reforços, assinala a UKNDA, que lembra a falta de armamento do Reino Unido.
O relatório foi elaborado com a ajuda de ex-combatentes da guerra de 1982, entre eles o general Julian Thompson, dos Royal Marines; o capitão Michael Clapp, da Royal Navy, e o comodoro do ar Andrew Lambert, do Real Força Aérea (RAF).
Também contribuíram o historiador militar Andrew Roberts; o diretor do UKNDA, comandante John Muxworthy, e o subdiretor desta associação, Andy Smith. Após a divulgação do relatório, um porta-voz do Ministério de Defesa britânico disse que, ao contrário de 1982, o país tem uma boa base aérea nas Malvinas para defender as ilhas.
"As pessoas deveriam estar tranquilas pelos planos de contingência que temos agora em comparação com os que tínhamos há 30 anos. Além disso, não há provas de que haja atualmente uma ameaça militar contra as Falklands (Malvinas)", acrescentou o porta-voz.
O conflito bélico de 1982, no qual morreram 255 militares britânicos e 650 argentinos, começou quando a junta militar argentina ocupou as ilhas em 2 de abril e terminou com a vitória do Reino Unido em 14 de junho.

Casas são vistas em local próximo ao mar, no vilarejo de Darwin, nas Ilhas Malvinas. No dia 2 de abril, a guerra entre Argentina e Inglaterra pelo domínio do arquipélago completa 30 anos em meio a disputas pela soberania do território  Foto: AFP
Casas são vistas em local próximo ao mar, no vilarejo de Darwin, nas Ilhas Malvinas. No dia 2 de abril, a guerra entre Argentina e Inglaterra pelo domínio do arquipélago completa 30 anos em meio a disputas pela soberania do território

Um píer localizado no vilarejo de Darwin  Foto: AFP
Um píer localizado no vilarejo de Darwin

Placa alerta para o perigo de minas terrestres em um campo  Foto: AFP
Placa alerta para o perigo de minas terrestres em um campo

Ovelhas são mantidas dentro de um matadouro em Goose Green  Foto: AFP
Ovelhas são mantidas dentro de um matadouro em Goose Green

Homem observa o chamado morro das botas, perto de Stanley, onde é tradição que os turistas deixem um pé do sapato que estiver usando antes de deixar as ilhas   Foto: AFP
Homem observa o chamado "morro das botas", perto de Stanley, onde é tradição que os turistas deixem um pé do sapato que estiver usando antes de deixar as ilhas

Duas casas são vistas perto da praia no vilarejo de Darwin, nas ilhas Malvinas  Foto: AFP
Duas casas são vistas perto da praia no vilarejo de Darwin, nas ilhas Malvinas

Uma ovelha é vista em um campo em Darwin, nas ilhas Malvinas   Foto: AFP
Uma ovelha é vista em um campo em Darwin, nas ilhas Malvinas

O governador britânico das Malvinas, Nigel Haywood, dá entrevista e diz que não faz sentido negociar enquanto a Argentina continuar desafiando o direito dos habitantes da ilha à livre determinação  Foto: AFP
O governador britânico das Malvinas, Nigel Haywood, dá entrevista e diz que não faz sentido negociar enquanto a Argentina continuar desafiando o direito dos habitantes da ilha à livre determinação

Moradores prendem bandeiras britânicas a um veículo  Foto: AFP
Moradores prendem bandeiras britânicas a um veículo

Moradora caminha em direção ao correio das Malvinas  Foto: AFP
Moradora caminha em direção ao correio das Malvinas

Barcos ficam ancorados no porto de Stanley, a capital das ilhas  Foto: AFP
Barcos ficam ancorados no porto de Stanley, a capital das ilhas

O argentino Sebastian Socodo trabalha cuidando do cemitério argentino nas Malvinas  Foto: AFP
O argentino Sebastian Socodo trabalha cuidando do cemitério argentino nas Malvinas

No porto de Stanley, uma placa dá as boas-vindas em inglês e apresenta as Malvinas como Falkland Islands  Foto: AFP
No porto de Stanley, uma placa dá as boas-vindas em inglês e apresenta as Malvinas como Falkland Islands


 

Muito bonito as imagens.

Banhistas e ondas 'dançam' em série de fotos submarinas

 

O fotógrafo australiano Mark Tipple retratou banhistas nadando embaixo das ondas, como parte de um projeto especial.


O fotógrafo Mark Tipple vem divulgando imagens debaixo d'água desde 2009, mas algumas das novas fotos da série foram feitas este ano


O fotógrafo australiano Mark Tipple retratou banhistas nadando embaixo das ondas, como parte de um projeto especial.


O fotógrafo Mark Tipple tinha interesse em promover fotos de trabalhos humanitários, mas segundo ele não havia muito espaço para esse tipo de trabalho.


O fotógrafo Mark Tipple conta que suas imagens de banhistas e surfistas fizeram muito sucesso, e ele acabou se dedicando a este tipo de retrato.


O fotógrafo Mark Tipple tenta aliar suas duas paixões, ao vincular seu trabalho a ONGs que promovem a conservação da vida marinha.


As imagens do projeto do fotógrafo Mark Tipple podem ser vistas no seu site, em theunderwaterproject.com.


O fotógrafo Mark Tipple vem divulgando imagens debaixo d'água desde 2009, mas algumas das novas fotos da série foram feitas este ano.


O fotógrafo Mark Tipple conhece bem o mundo do surfe, já que passou vários anos viajando pelas praias da Austrália.

O que você acha ?, É bom ficar do lado certo !

 
28/03/2012 - 19:52

Aquecimento global

Painel da ONU prevê ondas de calor, secas e tempestades cada vez mais intensas

Relatório aponta a relação entre emissões de gases, aquecimento global e eventos meteorológicos extremos

Clima da Terra já foi alterado, de acordo com previsões do IPCC, painel de cientistas do clima ligado à ONU Clima da Terra já foi alterado, de acordo com previsões do IPCC, painel de cientistas do clima ligado à ONU (NASA)
O planeta deve se preparar para enfrentar mais calor, secas mais fortes e chuvas mais violentas. Esta é a principal advertência do relatório publicado nesta quarta-feira pelo Painel Intergovernamenal de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), colegiado de cientistas sob o guarda-chuva da ONU.

Saiba mais

IPCC
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) foi criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Sua missão é produzir informações relevantes para a compreensão das mudanças climáticas. Por sua contribuição ao tema, o IPCC ganhou o Nobel da Paz em 2007.
O documento de 592 páginas, cujas principais conclusões já foram publicadas em novembro, é a síntese mais completa até agora para expor a relação entre emissões de gases que aceleram o efeito estufa, aquecimento global e eventos meteorológicos extremos, como furacões, secas, ondas de calor e inundações.

Intensificação — Os especialistas afirmam que já se sabe o suficiente para que os governos tomem as decisões adequadas sobre a forma de enfrentar os riscos de catástrofes climáticas.
Segundo o IPCC, há indícios de que certos episódios extremos 50 anos atrás já foram consequência das mudanças climáticas, e os cientistas preveem uma intensificação dos fenômenos nas próximas décadas. "No futuro é provável que a duração e o número de ondas de calor aumentem em muitas regiões do mundo", afirmaram os cientistas.

Eles também preveem uma frequência maior de fortes chuvas, em particular nos trópicos. As secas também serão mais prolongadas e intensas em determinadas regiões, sobretudo no sul da Europa e nos países mediterrâneos, mas também no centro da América do Norte.

Adaptar e reduzir — O relatório distingue regiões particularmente vulneráveis, como as grandes cidades dos países em desenvolvimento, as zonas costeiras e ilhas. O relatório se refere ainda à vulnerabilidade da cidade de Mumbai, na Índia, onde algumas áreas poderiam se tornar inabitáveis.

"O mundo deverá se adaptar e reduzir as emissões de gases que aceleram o efeito estufa se quisermos enfrentar as mudanças climáticas", disse o indiano Rajendra Pachauri, presidente do IPCC.

Este relatório, que se baseia em mais de mil estudos já publicados, contribuirá para o próximo grande informe do painel intergovernamental, aguardado para 2013-2014. Entre os 831 especialistas do Painel que vão redigir seu quinto relatório de avaliação climática, a ser publicado em 2014, 25 são brasileiros. O último informe foi publicado em 2007.
(

E tem gente que não acredita ainda.!!!!!!!

 
28/03/2012 - 20:08
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Astronomia

Via Láctea abriga bilhões de planetas habitáveis, diz estudo

Astrônomos estimam que 40% das anãs vermelhas - estrelas mais comuns de nossa galáxia - possuem planetas maiores do que a Terra em sua órbita

Representação artística de como os astrônomos acreditam ser o entardecer no planeta recém-descoberto Gliese 667 Cc, o mais semelhante à Terra já encontrado Representação artística de como os astrônomos acreditam ser o entardecer no planeta recém-descoberto 'Gliese 667 Cc', o mais semelhante à Terra já encontrado (European Southern Observatory (ESO))
Pesquisa realizada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) – uma organização intergovernamental de pesquisa em astronomia – descobriu que a Via Láctea abriga bilhões de planetas rochosos maiores do que a Terra, que ocupam as zonas habitáveis de estrelas conhecidas como anãs vermelhas. Os dados foram obtidos pelo espectrógrafo HARPS, um instrumento que tem como função descobrir planetas, instalado em um telescópio do observatório La Silla, no Chile.

Saiba mais

ANÃ VERMELHA
As estrelas conhecidas como anãs vermelhas são pequenas – menores que a metade da massa do Sol –, têm a superfície relativamente fria, quando comparadas à temperatura solar, e apresentam fraca luminosidade. São, porém, muito comuns e vivem durante muito tempo, correspondendo a cerca de 80% de todas as estrelas da Via Láctea.
SUPER-TERRA
Planetas maiores do que a Terra, mas menores que os planetas gigantes do Sistema Solar, como Júpiter e Saturno, são chamados de super-Terras. Eles possuem massas de uma a dez vezes maiores do que a massa terrestre. O termo se refere apenas à massa do planeta, excluindo qualquer outra característica, como temperatura, composição e habitabilidade.
Nas vizinhanças imediatas do Sistema Solar, os cientistas estimam que haja cerca de uma centena dos tais planetas, chamados de super-Terras, por possuírem massas maiores do que o nosso planeta. Segundo eles, essa foi a primeira vez em que foi medida de forma direta a frequência desses planetas em torno das estrelas mais comuns da nossa galáxia, as anãs vermelhas, que constituem cerca de 80% de todas as estrelas da Via Láctea.

"Cerca de 40% de todas as estrelas anãs vermelhas possuem uma super-Terra em sua zona habitável", diz Xavier Bonfils, coordenador da equipe que realizou o estudo. "Como as anãs vermelhas são muito comuns – existem cerca de 160 bilhões delas na Via Láctea –, chegamos ao resultado surpreendente de que deve haver dezenas de bilhões planetas deste tipo só em nossa galáxia", explica. Planetas gigantes, com massa de 100 a 1.000 vezes maior do que a terrestre, são menos comuns em torno delas. A estimativa é de que astros semelhantes a Júpiter e Saturno apareçam em menos de 12% das anãs vermelhas.
Os astrônomos chegaram a esses números após analisar, durante seis anos, uma amostra cuidadosamente selecionada de 102 estrelas anãs vermelhas. Neste grupo, eles encontraram nove super-Terras e conseguiram estimar suas massas e a que distância elas orbitavam as estrelas. Reunindo esses dados a observações de estrelas sem planetas e à fração de planetas existentes que ainda podem ser descobertos, a equipe chegou à frequência de super-Terras em zonas habitáveis: 41%, podendo variar de 28% a 95%.

"A zona habitável em torno de uma anã vermelha, onde a temperatura é favorável à existência de água líquida na superfície do planeta, encontra-se muito mais próxima da estrela do que a Terra está próxima do Sol", diz Stéphane Udry, membro da equipe. "Mas sabe-se que as anãs vermelhas estão sujeitas a erupções estelares, o que faz com o planeta seja banhado por radiação ultravioleta e raios-X, tornando assim a vida mais improvável", conta.
"Agora que sabemos que existem muitas super-Terras na órbita de anãs vermelhas próximas de nós, precisamos identificar mais delas. Esperamos que alguns destes planetas passem na frente das suas estrelas hospedeiras, o que nos dará a excelente oportunidade de estudar a atmosfera do planeta e procurar sinais de vida", explica Xavier Delfosse, outro astrônomo que participou do estudo.

Será que vão conseguir reverter a situação.?????

 
28/03/2012 - 09:58

Mudanças climáticas

"Limitar aquecimento a 2 graus está fora de alcance", diz ex-chefe climático da ONU

Yvo de Boer fez a afirmação durante conferência sobre a saúde do planeta

Pedaço de geleira flutua na baía de Ammassalik, na Groenlândia Pedaço de geleira flutua na baía de Ammassalik, na Groenlândia: consequências de aumento na temperatura média do planeta são imprevisíveis
O ex-chefe climático da ONU, Yvo de Boer, disse nesta terça-feira que o compromisso de restringir o aquecimento da temperatura média da Terra a 2 graus Celsius, que ele ajudou a costurar na Conferência de Copenhague, em 2009, é inatingível até 2020. "Penso que a meta de dois graus está fora de alcance". O ex-secretário-executivo da Convenção-quadro sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês) falou durante uma conferência sobre a saúde do planeta, realizada em Londres, a poucos meses da cúpula Rio +20, em junho, no Rio de Janeiro.

Os 195 países-membro da convenção se comprometeram a limitar a elevação das temperaturas globais a 2 graus Celsius. A meta foi estabelecida por um grupo central de países nas horas finais da Conferência de Copenhague (também conhecida como COP 15), em dezembro de 2009, e formalizada na cúpula de Cancun, um ano depois.

Saiba mais

TEMPERATURA MÉDIA DA TERRA
A temperatura média do planeta Terra é 15 graus Celsius. Essa conta leva em consideração a temperatura dos oceanos e a da superfície. O valor é apenas 5 graus acima da temperatura média da última Era do Gelo, há 11.000 anos. É por isso que os cientistas se importam com cada grau a mais na temperatura da Terra. A meta de 2 graus não é nada modesta. Quanto mais quente, mais prejudicados são os ecossistemas. O calor dilataria a água dos oceanos aumentando o volume dos mares, por exemplo. Além disso, se o aquecimento continuar de forma desenfreada, a humanidade pode entrar em um território perigoso e não explorado. Não existe experiência histórica que diga como a vida no planeta se comportaria caso a temperatura média subisse além dos 20 graus, ou seja, 5 graus acima do valor atual.
Ilusão — Porém, um número cada vez maior de cientistas alerta que o objetivo está se esvaindo sem a realização de cortes radicais nas emissões de gases que aceleram o efeito estufa. Alguns consideram que a meta é uma ilusão política perigosa, uma vez que a Terra caminha para uma elevação da temperatura média de 3 graus ou mais.

"A meta de dois graus está perdida, mas não significa para mim que devamos esquecê-la", disse de Boer. "É uma meta muito significativa, não se trata de um simples alvo que foi tirado do nada, tem a ver com tentar limitar a quantidade de impactos", acrescentou.

Boer criticou a postura de alguns países. "O processo deveria se tratar de como conseguir aproximar o máximo possível dos 2 graus e não dizer 'comecem tudo de novo e formulem uma nova meta', esquecendo que passamos por isso muito recentemente."

Crise — Copenhague representou um limite nas discussões globais sobre o clima. As frustrações da conferência, juntamente com as crises financeira e fiscal que atingiram em cheio os países ocidentais, fizeram muitos governos desacelerar e até restringir seus planos de ação contra as emissões de carbono.

Enquanto isso, o alto preço do petróleo e do gás levaram os países emergentes a queimar cada vez mais carvão, a mais suja das fontes de energia fósseis, aumentando as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, um dos gases que acelera o efeito estufa e provoca mudanças climáticas.

Em 2011, durante a reunião anual da UNFCCC em Durban, na África do Sul, os países concordaram em estabelecer um novo acordo climático em 2015 com entrada em vigor em 2020, colocando tanto os países ricos quanto os pobres pela primeira vez sob restrições legais comuns.

Boer disse esperar que o quinto relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) sirva de incentivo para uma retomada do prazo de 2015. "Felizmente, teremos outro grande relatório do IPCC em 2014 e então, quando os governos se reunirem em 2015 para negociar algo significativo, a ciência disponibilizará as informações para este processo político", afirmou.