domingo, 15 de setembro de 2013

Nós fazemos parte do Universo, e nada pode ser contra a isto pois estamos sendo sempre visitados por muito e tendo sempre chegada de transporte que adentram entre nós. Por que não fazermos partes disto.

08/03/2013 - 13:48

Espaço

Origem da vida na Terra pode estar no espaço

Estudo mostra que moléculas essenciais para o surgimento da vida podem ter se formado na superfície de cometas e chegado à Terra por meio deles

Juliana Santos
Cometa
Cometas e meteoritos podem ter 'adubado' o planeta para o surgimento da vida (Thinkstock)
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley e da Universidade do Havaí em Manoa sugere que moléculas complexas, que deram origem à vida, podem ter chegado à Terra através de cometas ou meteoritos. Os resultados serão publicados no periódico The Astrophysical Journal no dia 10 de março.

Conheça a pesquisa

TÍTULO ORIGINAL: On the formation of dipeptides in interstellar model ices
ONDE FOI DIVULGADA: periódico The Astrophysical Journal 
QUEM FEZ: R. I. Kaiser, A. M. Stockton, Y. S. Kim, E. C. Jensen e R. A. Mathies
INSTITUIÇÃO: Universidade da Califórnia em Berkeley e Universidade do Havaí em Manoa
RESULTADO: Moléculas orgânicas complexas, como dipeptídeos, que são essenciais para o surgimento da vida, podem ter ser originado na superfície de cometas e meteoritos e ter sido trazidos para a Terra por eles.
O experimento mostrou que as condições do espaço eram capazes de criar dipeptídeos (par de aminoácidos interligados), essenciais para a formação de proteínas, enzimas e moléculas mais complexas, que são necessárias à vida.
Apesar de os cientistas já terem descoberto moléculas orgânicas mais simples, como aminoácidos, em meteoritos que caíram na Terra, até hoje não foram encontradas estruturas mais complexas. Por essa razão, a teoria mais aceita é a de que a "química da vida" teria se originado nos oceanos primitivos do planeta.
Leia também: Pesquisadores encontram meteorito marciano rico em água
Experimento – Em uma câmara de vácuo, com temperatura de dez graus kelvin (-263ºC) acima do zero absoluto (menor temperatura possível, equivalente a -273,15 ° Celsius), os pesquisadores reproduziram a camada de gelo que recobre a superfície dos cometas, incluindo dióxido de carbono, amônia e hidrocarbonetos como metano, etano e propano (compostos de carbono e hidrogênio). Quanto atingidos por elétrons de alta carga energética, para simular os raios cósmicos no espaço, os compostos químicos reagiram e formaram compostos orgânicos complexos.
Os resíduos formados foram analisados em laboratório por um instrumento ultrassensível de detecção de moléculas orgânicas no sistema solar, que encontrou nove aminoácidos diferentes e dois dipeptídeos. Para os autores, essas moléculas poderiam ter chegado à Terra por meteoritos e cometas, originando a vida como conhecemos hoje.


Opinião do especialista

Douglas Galante
Pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron e do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da Universidade de São Paulo

"Esse trabalho é de uma área conhecida como Astroquímica, que estuda a formação de moléculas no meio espacial, seja em nuvens de gás, seja em fase sólida, como o gelo de cometas ou na superfície de grãos de poeira, abundantes no meio interestelar. É um estudo interessante e muito cuidadoso, porém, como tudo em ciência, é baseado em outros trabalhos anteriores.
"De fato, nós sabemos que por ano caem na Terra toneladas de material (pequenos meteoros, cometas, poeira) vindo do espaço. A água de nosso planeta, em grande parte, foi trazida para cá assim. Na formação do planeta, bilhões de anos atrás, talvez esse processo tenha sido o responsável por trazer, além da água, o material orgânico necessário para que a vida surgisse. Por isso, é importante que saibamos quais as reações e quais moléculas podem acontecer nos cometas, pois isso servirá de base para dizermos se esse processo seria capaz de 'adubar' nosso planeta para que a vida tenha surgido.
"Os peptídeos em geral, incluindo os dipeptídeos, são necessários para a formação de moléculas com função biológica, como as enzimas e proteínas. Em alguns casos, já foi mostrado que dipeptídeos podem servir de base para formar açúcares e também para o DNA. Por si só eles não são capazes de gerar uma célula, mas certamente são essenciais para formar algo parecido com a vida como conhecemos. É mais uma parte de um grande quebra-cabeça que ainda estamos montando".

Uma bela teoria mais pode ter algum fundamento muito atraz.

15/09/2013 - 15:42

Espaço

Teoria de que vida surgiu fora da Terra não é impossível, afirma pesquisadora

A teoria da panspermia defende que a vida chegou à Terra por meio de impactos de meteoros, em uma época em que o Sistema Solar era mais jovem e os bombardeios de corpos celestes mais frequentes

Colisão Terra Asteroide
Segundo alguns pesquisadores, a vida na Terra poderia ter sido trazida por um asteróide (Jupiterimages)
No longa Prometheus, de Ridley Scott, uma equipe de exploradores espaciais segue um mapa estelar à procura do que, acreditam, seja o começo da vida na Terra. A crença de que a vida teve origem em outra parte do Universo e chegou à Terra por meio do impacto de meteoros não é exclusividade dos filmes de ficção científica. A linha teórica que defende nossa ascendência alienígena é chamada de panspermia — e é levada à serio por um grupo de cientistas. Agora, um estudo apresentado recentemente em um Congresso Europeu de Ciência Planetária, na Inglaterra, pode ter reaberto a discussão sobre as origens da vida. A pesquisa não conseguiu, de fato, comprovar cientificamente que a panspermia pode ser possível, mas fez parte disso: ela demonstrou que isso não é impossível.
Os desafios em explicar como a vida pode ter chegado à Terra por meio de impactos de meteoros, em uma época em que o Sistema Solar era mais jovem e os bombardeios de corpos celestes mais frequentes, são muitos. O mais intrigante, no entanto, é decifrar como alguma forma de vida, mesmo aquelas mais resistentes, poderia ter sobrevivido a obstáculos como o impacto do lançamento no espaço, as temperaturas congelantes, a radiação mortal do espaço e a entrada na atmosfera terrestre.
Leia também: Origem da vida na Terra pode estar no espaço
Pesquisa — O novo estudo apresentado durante o Congresso procurou descobrir se a sobrevivência de algum organismo seria possível sob essas condições. Dina Pasini, pesquisadora do Centro de Astrofísica e Ciência Planetária da Universidade de Kent, na Inglaterra, utilizou amostras congeladas de Nannochloropsis oculata, uma alga unicelular, para testar a teoria. As amostras foram aceleradas a altas velocidades e atiradas na água. Depois disso, Dina as analisou para descobrir se elas tinham sobrevivido.
“Como era esperado, quanto maior a velocidade do impacto, mais algas foram mortas, mas mesmo a 6,9 quilômetros por segundo, uma pequena parte delas sobreviveu. Esse é o tipo de velocidade esperada caso um meteorito atinja um planeta como a Terra”, explica a pesquisadora.
Além da possibilidade de sobreviver ao congelamento e aos impactos que ocorrem quando as rochas são ejetadas de um planeta e atingem outro, os pesquisadores acreditam que existem razões para supor que os outros problemas relacionados à panspermia podem ser superados. O gelo e as rochas podem, por exemplo, oferecer proteção contra a radiação, e o calor gerado pela entrada na atmosfera da Terra pode aquecer apenas uma fina camada externa da rocha, sem chegar ao local onde a vida se encontra.
Para a pesquisadora, a principal conclusão do estudo é que a panspermia, apesar de não ter sido provada, também não é impossível. “Nossa pesquisa levanta muitos questionamentos: se nós encontrarmos vida em outro planeta, será realmente vida alienígena ou terá relação com a gente? E se tiver, nós demos origem a ela ou ela deu origem à gente? Nós não podemos responder essas perguntas ainda, mas elas não são tão improváveis quanto as pessoas podem pensar.”

Quando começou pelo mundo eu sempre apoiei as atitudes delas em uma luta que para elas são ecenciais, estão comigo.

Aula 5: Feminismo na prática

O último encontro do curso "Afinal, o que querem as mulheres?", na Casa do Saber, contou com a presença de Sara Winter, ex-ativista do Femen no Brasil, para falar sobre suas experiências


Sara Winter falou sobre sua experiência (Foto: Lívia Laranjeira)
Depois de quatro aulas em que foram discutidos estudos, pesquisas e diversas teorias sobre o papel e a representação da mulher na sociedade contemporânea, o último encontro do curso "Afinal, o que querem as mulheres?", na Casa do Saber, se propôs a levar a discussão para um âmbito mais prático. A convidada para falar sobre suas experiências foi Sara Winter, ex-ativista no Brasil do Femen, grupo feminista fundado na Ucrânia.

Sara não nasceu em uma família politicamente engajada, nem cresceu escutando as ideias feministas, apesar de ter tido que lidar com o machismo desde a adolescência. "Descobri que beijar era bom e saí beijando a escola inteira", conta ela. "E aí, quando começaram a me chamar de biscate, não entendia o que estava fazendo de errado."

Essa experiência tinha sido a mais próxima do feminismo a que chegara a jovem nascida em São Carlos, interior de São Paulo. Com o ativismo, ela também tinha tido um pouco de contato quando integrou um grupo que protestava contra a organização de um rodeio na sua cidade. Desde pequena, quando perguntada sobre o que queria ser quando crescesse, Sara respondia: quero mudar o mundo. Ela só não sabia como.

As coisas começaram a mudar quando, por acaso, ela se deparou com uma notícia na internet sobre um grupo chamado Femen. Fundado pela ucraniana Anna Hutsol em 2008, a organização ficou conhecida por suas ativistas, que protestavam de top less. Aqui no Brasil, Sara ficou fascinada com a ideia de mudar o mundo apenas usando sua voz e seu corpo, e começou a ler tudo sobre feminismo e sobre o Femen em diversos países.
As ativistas do Femen em protesto recente durante o Festival de Cinema de Veneza (Foto: Getty Images)
Sara mandou uma mensagem via internet para Anna dizendo que achava importante que essas ideias feministas chegassem ao Brasil. E que ela queria trazê-las. "Na sociedade brasileira, o feminismo ainda está dentro das salas de aula, dos centros de pesquisa, e não nas ruas. Era isso que eu queria mudar", explica. Mas, afinal, o que é o feminismo? "Para mim, a definição de feminismo é fazer o que eu quiser, quando e com quem eu quiser. Ser quem eu quiser, como e onde eu quiser", resume. E completa: "o feminismo não é mais uma luta apenas por melhores políticas públicas para as mulheres. Virou uma luta por igualdade de gênero, raça, classe social." Então, o feminismo pode defender qualquer minoria? Na opinião de Sara, sim. Mas as ucranianas do Femen não pensavam assim.

Durante uma viagem à Ucrânia, para onde foi protestar contra o turismo sexual e conhecer mais de perto a filosofia do Femen, Sara percebeu que nem tudo eram flores. As feministas ucranianas tinham um discurso de que todo homem é inimigo, com o qual a jovem brasileira discordava. Ainda assim, o método de protesto delas era muito eficiente. "Protestar mostrando os seios é se apropriar do seu corpo. As formas das mulheres sempre foram usadas pela publicidade, por exemplo, para vender cerveja, carros, quaisquer produtos. Por que não usá-las para vender ideias?".

A ideia de Sara é simples: ao ver uma mulher seminua, concorde ou não com os motivos dela, qualquer pessoa vai parar e olhar uma segunda vez. Os jornais estamparão no dia seguinte suas fotos. E aí, as palavras de ordem escritas no corpo serão lidas por um número incalculável de pessoas. Foi por isso que ela ficou tão apaixonada pelo Femen.

Mas qualquer paixão sofre contratempos, e Sara acabou se decepcionando com as irmãs ucranianas. À frente do movimento no Brasil, ela começou a ser cobrada por ações violentas do Femen na Europa. Decidiu, então, junto com outras ativistas, escrever um manifesto em que se diziam independentes e não responsáveis por protestos que acontecessem na Europa. Em última análise, esse manisfesto significou o fim do Femen no Brasil.

Hoje, Sara e outras ex-Femen estão trabalhando na organização de um novo grupo, o Bastardxs (lê-se Bastardos, mas o x é usado pela linguagem inclusiva para dizer que homens e mulheres são bem-vindos). O nome foi escolhido porque elas se enxergam como filhas bastardas do Femen. Do grupo ucraniano, algumas coisas foram mantidas, como o uso do corpo como forma de protesto. Outras, adaptadas para a realidade brasileira: como já citado, homens são aceitos no grupo, que lutará contra qualquer tipo de discriminação. Sara também enfatizou que o Bastardxs respeita a pluralidade religiosa, tão característica no Brasil, desde que ela não interfira na liberdade das suas manifestações.

mesmo sabendo que é arriscado e não tem volta, mais vale apenas pela aventura, apoio muito, até se desse iria também.

15/09/2013 - 09:19

Colonização espacial

Os brasileiros que sonham em colonizar Marte

Projeto Mars One promete enviar em 2023 — em uma viagem só de ida — a primeira equipe de astronautas a Marte. Mesmo não havendo garantias de que a empreitada vá para frente, mais de 10.000 brasileiros estão inscritos

Guilherme Rosa e Mariana Janjacomo
Imagens de simulação do projeto Mars-One que pretende levar pessoas para morar em Marte pelo resto de suas vidas
Mais de 200.000 pessoas de todo o mundo se inscreveram para fazer parte da equipe que vai colonizar Marte. O medo das condições que irão enfrentar, do isolamento e de tudo não passar de um golpe de marketing não é suficiente para fazê-los mudar de ideia. A vontade de entrar para a História é mais forte (Divulgação)
Durante a era das grandes navegações, milhares de colonos europeus deixaram suas terras natais para conhecer, explorar e povoar um novo mundo. Era o começo do século XVI, e aqueles homens estavam dispostos a abrir mão de sua casa, família e segurança, para dar início a uma nova civilização na América, onde não sabiam que tipos de dificuldades iriam enfrentar — e de onde provavelmente nunca iriam voltar. Em busca de uma nova vida do outro lado do planeta, acabaram entrando para a História.
No século XXI, o espírito desbravador das grandes navegações ganha nova forma. O foco não é mais cruzar o Atlântico, mas o espaço sideral. Em vez de uma missão comandada por nobres e com uma tripulação de marinheiros experientes, a colonização de Marte pode ficar a cargo de uma empresa privada, comandada por executivos com senso de marketing e tripulada por participantes de um reality show. Esse é o plano da Mars One, empresa fundada pelo engenheiro holandês Bas Landsdorp, que pretende enviar 24 pessoas até o planeta a partir de 2023, numa viagem só de ida. Apesar de todo o descrédito com que o projeto foi recebido pela comunidade científica, mais de 200.000 voluntários se inscreveram para participar da missão — desses, 10.289 são brasileiros —, movidos basicamente pelo mesmo desejo que moveu os colonizadores antigos: o de entrar para a História.
A Mars One garante que toda a tecnologia necessária para a missão já existe. Em busca de artimanhas para aumentar sua credibilidade, ela tem entre seus apoiadores cientistas do calibre de Gerard’t Hooft, vencedor do Prêmio Nobel de Física de 1999. Ainda assim, o ceticismo é imenso. Pesquisadores da Nasa — que já afirmou que não vai enviar astronautas para Marte até 2030 —, por exemplo, duvidam que esse tipo de viagem tenha sucesso.
As principais dúvidas estão relacionadas não só à existência de tecnologias capazes de transportar e manter os humanos em segurança no planeta, mas também à fonte de financiamento do projeto. Segundo, a empresa, os 6 bilhões de dólares necessários para bancar a missão virão de doações, cotas de patrocínio e da transmissão do reality show.
As dúvidas, é claro, também afligem os voluntários brasileiros. “Existe o medo geral de que o projeto não passe de uma maneira tosca de ganhar dinheiro, e no fim nunca vá para frente”, diz Edmark Ciminelli, médico de 32 anos que se inscreveu para a viagem. Mesmo assim, o receio não foi suficiente para fazê-lo desistir do plano. Na verdade, ele conta que não pensa em voltar atrás. “Eu quero ser uma desbravador do espaço, como os personagens da série Star Trek. Meus amigos e familiares me chamaram de louco — e em alguns casos querem até me proibir de ir. Mas não têm como me impedir, sei que como médico posso ajudar muito na missão.”
O fato de tudo poder não passar de uma esperta jogada de marketing não foi suficiente para demover nenhum dos 200.000 voluntários, fascinados com a possibilidade de colonizar outro planeta. “Sinceramente, não tenho medo de dar errado. Caso o projeto seja sério e eu seja chamado, ficarei feliz. Se for mentira, não tem problema, pois não vai me impedir de desfrutar a vida aqui na Terra mesmo”, diz José da Silva Neto, 25 anos, militar da Força Aérea Brasileira que também se inscreveu no site da empresa. “De minha parte, essa é uma decisão muito séria. Quero ajudar a mudar a vida de várias pessoas”.

LINK

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/brasileiros-querem-fazer-historia-em-marte 

Isto se cham de "TETAS DA MÃE PRÁTRIA"

15/09/2013 - 08:47

Em VEJA desta semana

Bolsa Família completa 10 anos sem portas de saída

Programa comemora o décimo aniversário com um quarto dos brasileiros recebendo o auxílio. A ajuda é necessária, mas seria melhor uma solução para tirá-los do círculo vicioso da esmola

Fernanda Allegretti
ADEUS AO TRABALHO - Lucinete Nobre mora em Junco do Maranhão, o município com a maior proporção de habitantes assistidos pelo Bolsa Família. Ela deixou de trabalhar na roça e sustenta a família com os 216 reais que recebe por mês: “Tomara que continue assim pelo resto da vida"
ADEUS AO TRABALHO - Lucinete Nobre mora em Junco do Maranhão, o município com a maior proporção de habitantes assistidos pelo Bolsa Família. Ela deixou de trabalhar na roça e sustenta a família com os 216 reais que recebe por mês: “Tomara que continue assim pelo resto da vida"   (Caio Guatelli)
Na cidade maranhense de Junco do Maranhão, a maioria dos 3 790 habitantes passa o dia vendo televisão, cuidando dos afazeres domésticos ou batendo papo na porta de casa. São raros os que têm horário para cumprir no trabalho. Isso porque, em Junco, 90,5% da população vive com o dinheiro do Bolsa Família. É o município brasileiro com a maior proporção de cidadãos assistidos pelo programa federal. Lançado no primeiro mandato do presidente Lula, o Bolsa Família completa uma década no mês que vem. O objetivo anunciado era reduzir a pobreza e a desigualdade social com a transferência direta de dinheiro às famílias miseráveis. Dez anos depois, a pobreza de fato regrediu. Em 2003, o Brasil tinha 12% da população vivendo com menos de 2,8 reais por dia. Em 2011, o índice caiu para 4,2%. O Bolsa Família contribuiu para essa melhora, mas, obviamente, não foi o único responsável pelo bom resultado.
Impulsionado pelo consumo mundial de commodities como aço e ferro, o PIB do país experimentou um crescimento anual médio de 4,3% entre 2004 e 2011. O estímulo econômico fez ascender para a chamada nova classe média 35 milhões de brasileiros. O poder de compra do salário mínimo e o total de crianças matriculadas nas escolas aumentaram. Embora a pobreza venha diminuindo, a quantidade de dependentes do Bolsa Família cresce a cada recadastramento. Em uma década, o número saltou de 3,6 milhões de famílias para 13,8 milhões. Ao todo, são hoje subsidiados 50 milhões de brasileiros, um quarto da população do país. Nesse período, apenas 1,7 milhão de famílias deixaram de receber o auxílio. Os números superlativos fazem do Bolsa Família o maior programa de transferência de renda condicionada do mundo.
O Bolsa Família está presente em todos os 5 570 municípios brasileiros. Destes, 1 750 têm mais da metade da população vivendo parcial ou totalmente com o recurso federal. Ocorre que muitos beneficiários continuam sem perspectiva ou oportunidade de encontrar uma ocupação. É certo que, na vida em sociedade, a maioria produtiva deve auxiliar os incapazes, mas permitir que famílias inteiras sejam subsidiadas para sempre por um sistema que não estimula sua força de trabalho é favorecer a dependência.

Esse é só para que tem muito dindimmmmmmmmmmmm

• • atualizado às 11h05

Helicóptero de R$ 9 milhões tem quatro compradores no Brasil

Interessados em comprar a aeronave têm que esperar em média 15 meses para que ela seja entregue

A reportagem do Terra voou na única unidade do T2 disponível no Brasil Foto: Divulgação
A reportagem do Terra voou na única unidade do T2 disponível no Brasil
Foto: Divulgação
  • Direto de São Paulo

O EC130 T2, novo helicóptero da família Esquilo de cerca de R$ 9 milhões, já tem quatro compradores confirmados no País. O modelo vem recheado de novidades em relação a seu antecessor, o B4, especialmente no quesito conforto, incorporando itens de seu “irmão” mais luxuoso, o EC 725, utilizado pelas Forças Armadas e pela presidente Dilma Rousseff.

A aeronave é fabricada pela empresa francesa Eurocopter e finalizada no Brasil pela Helibras em sua fábrica de Itajubá (MG). O preço é cotado em dólares, cerca de US$ 3,9 milhões, e não considera impostos. Seus principais concorrentes nacionais e internacionais são AW119Ke, os modelos Bell 206L4 e Bell 407 e o MD 600N. Interessados em comprar a aeronave têm que esperar em média 15 meses para que ela seja entregue.

A reportagem do Terra voou na única unidade do T2 disponível no Brasil, que deve ser entregue ao comprador – de identidade mantida sob sigilo – após receber alguns ajustes. E os 15 minutos pelos ares de São Paulo, mais do que suficientes para percorrer três vezes a distância entre o aeroporto do Campo de Marte, na zona norte, e o bairro do Ipiranga, na zona sul, bastaram para que a aeronave mostrasse sua tecnologia e manobrabilidade.

O termo foi repetido à exaustão pelo piloto Rogério Aparecido Holzmann, responsável pelos testes da Helibras, braço brasileiro da francesa Eurocopter, que concebeu o EC130 T2 no início do ano passado para o mercado europeu. Por trás do manche e do painel de comandos da aeronave de oito assentos forrados por couro creme, Holzmann parecia mesmo determinado a mostrar as qualidades do novo Esquilo.

Na hora de desgarrar o trem de pouso do solo, o piloto logo tratou de ressaltar a potência do T2, o mais refinado da família dos monoturbinados produzidos pela companhia. “Estamos com a ‘casa cheia’, cheios de combustível e o ‘bicho’ nem chiou”, salientou. O novo motor do T2 é o Arriel 2D que garante 14% a mais de potência em comparação com o Arriel 2B1, que equipava o B4. Ele faz a aeronave atingir a velocidade máxima de 287 km/h e garante autonomia de até quatro horas e seis minutos de vôo, em condições normais de pilotagem e de condições climáticas.

Com um prévio aviso através do sistema de comunicação via headset, Holzmann empreendeu manobras que, se não confundiram o centro de gravidade do helicóptero, certamente o fizeram com os passageiros. O T2 mergulhava para os dois lados, para cima e para baixo em ângulos indescritíveis. Tudo isso enquanto o condutor mantinha a mesma voz serena e firme de quem executa as mesmas acrobacias há décadas. “Vocês podem ver que, apesar de parecer comportado, tem uma excelente manobrabilidade”, comemorou.

Outro trunfo do helicóptero, seu novo sistema antivibração, foi comprovado quando a aeronave flutuava sobre os arranha céus do centro da cidade, que, do alto, até parecem maquetes. O sistema é batizado AVCS, que significa Sistema de Controle de Vibração Ativo, na sigla em inglês, e é idêntico ao instalado no helicóptero da presidente Dilma Rousseff, o EC 725. O aparato inibe em até 90% a trepidação sentida pelos ocupantes. Uma vez desativado, foi possível sentir um sacolejar intenso dentro da cabine, mesmo que intermitente.

Por fora, à primeira vista, a fuselagem do T2 é bem semelhante à do antecessor B4, embora 70% de sua estrutura tenha sido modificada. A principal mudança é notada nas portas, que, no novo modelo, são corrediças em ambos os lados. Isso facilita não só o embarque de passageiros como também o acesso de macas e de carga em geral – característica de grande utilidade para serviços de resgate em acidentes, por exemplo.

o link com as fotos e informações.

Isto é uma pesquisa que vem a ser muito importante, sabia.???

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Depois de mapear gravidade da Terra, satélite se prepara para cair no solo

Agência Espacial Europeia minimiza riscos: "dois terços da Terra são cobertos por água"

A órbita do Goce é tão baixa que o satélite precisa constantemente usar seu motor de propulsão para corrigir o posicionamento e assegurar que os dados sobre a gravidade estão corretos Foto: ESA / Divulgação
A órbita do Goce é tão baixa que o satélite precisa constantemente usar seu motor de propulsão para corrigir o posicionamento e assegurar que os dados sobre a gravidade estão corretos
Foto: ESA / Divulgação
​Após mais de quatro anos mapeando a gravidade da Terra com "precisão inigualável", conforme afirma a Agência Espacial Europeia (ESA), o satélite Goce está prestes a encerrar sua missão e reentrar na atmosfera.

O satélite, cujo nome é Explorador de campo gravitacional e de circulação oceânica de estado estacionário (Gravity Field and Steady-state Ocean Circulation Explorer, em inglês), está desde março de 2009 orbitando a Terra na altitude mais baixa que um objeto desses já esteve. Por seu design elegante e aerodinâmico, ele foi apelidado de "Ferrari", numa referência à montadora italiana.

O resultado dos trabalhos do Goce permitiu que se chegasse a um modelo único de "geóide", que é essencialmente uma superfície virtual onde a água não flui de um ponto a outro.

No próximo mês, o satélite encontrará seu fim. Ele ficará sem combustível e iniciará sua descida em direção à Terra a partir de uma altura de cerca de 224 km – a reentrada deve ocorrer cerca de três semanas depois.

A maior parte do Goce deve se desintegrar durante esse processo, mas muitos pedaços devem atingir a superfície do planeta. Ainda não é possível prever quando e onde isso vai ocorrer, mas a ESA entende que será possível estimar os locais de impacto mais próximo do momento da reentrada. "O fato de dois terços da Terra serem cobertos por oceanos, e que vastas áreas são escassamente povoadas, o perigo para a vida ou a propriedade é muito baixo", destaca a agência, que garante estar acompanhando passo a passo a situação do satélite ao lado de uma comissão internacional.

Lixo espacial
Cerca de 40 toneladas de lixo espacial caem na Terra por ano. No entanto, a propagação e o tamanho desses materiais fazem com que o risco de uma pessoa ser atingida seja melhor do que se o acidente fosse com um meteorito.