segunda-feira, 23 de julho de 2012

Nã podemos aformar pois esta fora dos conhecimentos deste Planeta ainda....

23/07/2012 - 12:37

Espaço

'Apocalipse cósmico' deve ocorrer em 16,7 bilhões de anos

Via Láctea deverá se despedaçar 32,9 milhões de anos antes do apocalipse cósmico, cálculo foi feito por cientistas chineses

Apocalipse cósmico
Apocalipse cósmico: pelos cálculos de cientistas chineses, universo vai sumir em 16,7 bilhões de anos; a Terra será destruída 16 minutos antes do fim (Getty Images/iStockphoto)
O fim do mundo não deve ocorrer em dezembro deste ano, como muitos acreditam estar previsto no calendário maia, mas daqui a 16,7 bilhões de anos, segundo cientistas chineses. A pesquisa foi publicada no periódico científico Sci China-Phys Mech Astron.
Os cientistas chegaram a essa conclusão levando em conta uma das inúmeras teorias acerca da energia escura, que compõe 70% do universo.  Segundo essa teoria, a energia escura está sofrendo uma expansão de densidade tão grande que fará com que todos os objetos do universo se fragmentem – o chamado 'Big RIP' ou 'Apocalipse Cósmico'.
“Isso significa que, na pior das hipóteses, o tempo restante do universo é de 16,7 bilhões de anos”, disseram os autores.
Os cientistas se basearam em uma equação que relaciona a pressão e a densidade da energia escura e calcularam em quanto tempo o universo chegaria ao fim. Se essa relação fosse menor que um (-1), a densidade da energia escura cresceria exponencialmente, fazendo com que a força gravitacional sugasse tudo o que existe no universo, até que galáxias e estrelas se desfizessem. O nível de confiança da equação é de 95,4%.
Os cálculos foram feitos por pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, do Instituto de Teorias Físicas e da Academia Chinesa de Ciência.
Mas antes do apocalipse cósmico, Via Láctea, Sistema Solar e até a órbita da Terra em torno do Sol serão atingidos.
Assim, a Via Láctea deverá se despedaçar em 32,9 milhões de anos antes do apocalipse cósmico -- isso se não colidir antes com Andrômeda. O Sistema Solar perdurará por mais algum tempo, mas não vai escapar. Dois meses antes do apocalipse, a Terra será arrancada da órbita do Sol. Cinco dias antes do fim, a Lua será arrancada da Terra. O Sol será destruído 28 minutos antes do fim dos tempos, e a Terra, 16 minutos antes do colapso final.
Os cálculos estão descritos no artigo Energia Escura e o Destino do Universo.
31/05/2012 - 19:39

Astronomia

Em 4 bilhões de anos, colisão com a galáxia de Andrômeda acabará com a Via Láctea

Quando isso acontecer, o corpo galáctico resultante deverá ser elíptico em vez do conhecido formato espiral da nossa galáxia, diz estudo

Imagem da galáxia de Andrômeda gerada a partir de informações captadas pelo telescópio americano WISE em fevereiro de 2010
Imagem da galáxia de Andrômeda gerada a partir de informações captadas pelo telescópio americano WISE em fevereiro de 2010. Ela é uma galáxia espiral como a Via Láctea. A colisão entre as duas resultará em uma galáxia elíptica, de formato avolumado (Nasa)
Em quatro bilhões de anos, pouco menos do que se passou desde a criação da Terra, a Via Láctea deixará de existir. Pelo menos na forma como ela é conhecida hoje. A galáxia caminha para uma inevitável colisão com Andrômeda, uma galáxia quase do mesmo tamanho que a nossa, situada a 2,5 milhões de anos-luz de distância.

Saiba mais

TIPOS DE GALÁXIA
As galáxias são divididas em dois tipos: as elípticas e as espirais. O primeiro grupo tem a forma mais avolumada, como se fossem bolas de futebol americano. As outras galáxias são como a Via Láctea — discos achatados com braços que giram em torno de um núcleo. A galáxia resultante da colisão será do tipo elíptica.
Quando isso acontecer, o corpo galáctico resultante deverá ser elíptico em vez do conhecido formato espiral da Via Láctea, segundo os cálculos dos astrônomos Roeland van der Marel e Sangmo Tony Sohn, do Space Telescope Science Institute, em Maryland, nos Estados Unidos.  Os resultados serão publicados no periódico americano Astrophysical Journal.

Uma única galáxia — Os pesquisadores chegaram a tal conclusão depois de fazer uma análise meticulosa da posição de Andrômeda entre 2002 e 2010, usando dados do telescópio Hubble. Andrômeda é galáxia espiral mais próxima da Via Láctea.

Há décadas cientistas sabem que Andrômeda está se aproximando da Via Láctea (a uma velocidade de 110 quilômetros por segundo) e que eventualmente elas entrariam em colisão por causa da força da gravidade. Contudo, como os astrônomos só conseguiam medir a velocidade da galáxia distante em relação ao plano visível a partir da Terra, ninguém sabia se o encontro futuro seria uma grande fusão ou uma passagem 'de raspão'.
Com a precisão do Hubble, os astrônomos conseguiram as informações que faltavam para entender o movimento de Andrômeda. Ao calcular que a velocidade lateral da galáxia é muito menor que a velocidade na linha de visão com a Terra, a equipe de van der Marel mostrou que uma fusão entre a Via Láctea e Andrômeda é inevitável.

A simulação mostra que as duas galáxias vão se encontrar em quatro bilhões de anos. Nos dois bilhões de anos seguintes, elas vão formar uma única galáxia.

Expulsos de casa - De acordo com os astrônomos, a colisão entre a Via Láctea e Andrômeda certamente ejetará o Sistema Solar para fora da posição atual, a 26.000 anos-luz do centro da galáxia. As simulações mostram que há 10% de chance de o Sol ser exilado para mais de 160.000 anos-luz distante do novo centro galáctico, para uma região remota e gelada.

29/06/2012 - 17:59

Arqueologia

Descoberta escadaria maia com mensagem sobre 2012

Hieróglifos fazem menção ao “último dia”, 21 de dezembro de 2012. Segundo arqueólogos, mensagem tem caráter político, não profético

Hieroglifos maias
Descoberta: Detalhe de um dos hieróglifos encontrados no sítio arqueológico La Corona, com referências a 2012 (Tulane University/Divulgação)
Uma escadaria com mensagens hieroglíficas de mais de 1.300 anos da civilização maia, com menção ao “último dia”, 21 de dezembro de 2012, foi encontrada no sítio arqueológico de La Corona, na Guatemala.
O texto, escrito em 56 hieróglifos nos degraus de uma escadaria, é considerado a descoberta mais importante das últimas décadas de pesquisas sobre a civilização pré-colombiana. Em maio, arqueólogos já haviam anunciado a descoberta do mais antigo calendário maia, encontrado no mesmo local.
"A mensagem tem caráter mais político do que profético", afirma Marcello Canuto, diretor do Instituto de Pesquisas da América Central da Universidade de Tulane, nos Estados Unidos, e codiretor do Projeto Arqueológico La Corona. De acordo com ele, os maias usaram o calendário para promover a continuidade e a estabilidade dos reinados, mais do que prever o apocalipse. Descrevendo ciclos de poder, estabeleceram que ele fosse se encerrar em 21 de dezembro de 2012.
Ciclo de poder — David Stuart, da Universidade do Texas, que esteve na primeira expedição a La Corona em 1997, identificou a referência a 2012 em um bloco de uma escadaria descoberto recentemente.
A mensagem comemorava a visita a La Corona do rei maia mais poderoso da época, em 696 antes de Cristo. Yuknoom Yich'aak K'ahk', de Calakmul, esteve na cidade alguns meses depois de ser derrotado em uma batalha pelo seu maior rival, Tikail, no ano 695. Ele visitava aliados para recuperar o apoio e evitar sua queda. Segundo Stuart, a mensagem sobre 2012 tentava retomar a ordem estabelecendo um grande ciclo de poder.
Tulane University/Divulgação
Hieroglifos maias
Pesquisadores trabalham no sítio arqueológico de La Corona
Saqueadores — Desde 2008, Canuto e Tomás Barrientos, da Universidade da Guatemala, comandam as escavações no sítio La Corona, que já foi alvo de saqueadores no passado.
Segundo Barrientos, foram justamente as pedras saqueadas da escadaria que ajudaram pesquisadores a encontrar os hieróglifos. Algumas dessas peças foram abandonadas pelos saqueadores porque estavam muito danificadas. Ao serem encontradas no ano passado, despertaram a atenção dos pesquisadores.

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