sábado, 20 de abril de 2013

Em estilo muito bom em funcionalidade também, mais pelo que vimos em como abrigo de sol realmente um estufa...

Para você assar ao sol enquanto espera o ônibus


Eu já havia observado de dentro do ônibus aquela estrutura de aço no meio de uma calçada, próxima ao Parque Villa Lobos, na zona oeste de São Paulo. Ainda estava sem cobertura. Me animei. Como cidadã que há anos abriu mão de ter um carro na cidade, virei pedestre e usuária do transporte público. Pensei: “Finalmente vão instalar pontos de ônibus novos no lugar daqueles sujos, depredados e prestes a cair na cabeça das pessoas!”
Minha alegria durou pouco. A breve esperança deu lugar à indignação quando deparei com o vidro que cobria o ponto. Não acreditei. O sol lá, batendo na cabeça dos passageiros que aguardavam a condução. Uma mãe tentava proteger o bebê com a fraldinha e a sombra do próprio corpo. Outra moça se abanava. Um rapaz olhava ao redor intrigado, medindo aquela aberração urbana. Aguardei uns dez minutos ali embaixo, o suficiente pra achar que o diabo tinha me convidado pra uma festa na casa dele.
Os novos pontos de ônibus paulistanos são lindões.  Elegantes. Só não servem para esperar a condução num belo dia de sol. Quando os novos modelos foram lançados, circulou a informação de que a temperatura embaixo das coberturas seria mais fresca e o sol suavizado graças a uma espécie de serigrafia no vidro, que o deixa mais opaco. Hummm… Não. A não ser que esteja 16 graus e céu nublado. Até 2015, os 6.500 abrigos antigos da cidade serão trocados pelos bonitinhos – mas ordinários. Alguns não terão cobertura de vidro. Serão de plástico. Transparente. Quem sabe em breve não começam a instalar ventiladores…
(Suzane G. Frutuoso)
Leia também sobre a estufa de embarque no aeroporto do Rio de Janeiro.

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